Machine Gun Kelly gera polêmica ao anunciar guitarra com forma de lâmina de barbear

Instrumento lançado pela Schecter causou controvérsia tanto pelo design não convencional quanto pelo preço

Desde 2021, Machine Gun Kelly vem lançando guitarras signature em parceria com a Schecter. Começou com uma versão rosa, em alusão ao instrumento presente na capa do álbum “Tickets to My Downfall” (2020). Recentemente, o músico anunciou um novo modelo que tem sido bastante discutido nas redes sociais.

Chamada de “Razor Blade”, a guitarra faz jus ao título e tem a forma de uma lâmina de barbear (via NME). Com corpo feito de madeira maciça, o instrumento apresenta um único captador, um controle de volume e um botão kill switch. Pelo site, está custando US$ 1,5 mil (aproximadamente R$ 7,3 mil na cotação atual e em transação direta).

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Veja imagens a seguir.

Segundo o próprio artista, a ideia era fazer uma referência aos seus 20 anos e a “todos os momentos loucos” que viveu. O nome do produto vem da faixa-título do álbum “Tickets to My Downfall”, que diz: “I use a razor to take off the edge, jump off the ledge, they said” (em português, “eu uso uma navalha para me acalmar e eles dizem, desista”).

Muitos dos internautas não reagiram bem ao design pouco convencional. No Instagram, na seção de comentários da postagem que divulga a novidade, usuários fizeram piada e teceram críticas à peça.

Um deles escreveu:

“Para quem são os modelos signature dele? Para crianças de 14 anos? Sei que é para ganhar dinheiro, mas a Schecter tem certa dignidade. Isso também pode acabar promovendo a cultura de autoagressão.” 

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Outro brincou:

“O Dia da Mentira é daqui a alguns meses. Perdi muito respeito pela Schecter se isso for real.”

Já um perfil chegou a perguntar:

“Como essa ideia foi aprovada?”

Pelo Twitter, as reações acabaram parecidas. Certo perfil destacou o alto valor pelo instrumento, opinando:

“Além de ser feia, você está pagando US$ 1,5 mil por uma guitarra que tem um único captador sem botão de tom. Sem alavanca, isso é o mínimo. Não tem razão para o valor ser tão alto.”

Teve também quem defendeu o rapper. Uma fã, por exemplo, falou sobre como a “Razor Blade” fez com que tivesse vontade de aprender a tocar guitarra. 

“Essa guitarra signature do MGK com a Schecter me faz querer aprender a tocar guitarra. Preciso tocar a faixa-título do ‘Tickets to My Downfall’ nessa guitarra o mais rápido possível.” 

Por fim, outra admiradora pontuou como tudo que MGK faz ganha uma conotação negativa apenas pelo ódio gratuito.

“Fico mal quando vejo que ele colabora em alguma arte genuinamente criativa e as pessoas ficam tão desesperadas para desvalorizar toda a sua marca. Ame ou odeie sua música, ele ainda tem um olhar visionário para a arte e a guitarra é linda.” 

Machine Gun Kelly e a volta ao rap

Machine Gun Kelly migrou do rap para o pop punk com o trabalho “Tickets to My Downfall” (2020) e continuou no estilo com o sucessor “Mainstream Sellout” (2022) – ambos criados com a colaboração de Travis Barker (Blink-182). No entanto, em entrevista de 2022 a Kevan Kenney, do Audacy, o cantor afirmou que seu próximo projeto marcará um retorno ao rap – e que ele precisa que as pessoas comecem a sentir falta de seu som pop punk.

Conforme transcrito pelo site Loudwire, declarou:

“Vou fazer um álbum de rap para mim mesmo. Por nenhuma outra razão, não tenho que provar nada para ninguém. Eu fiz ‘Tickets’ e ‘Mainstream Sellout’ porque eu queria fazê-los. Eu preciso agora também fazer as pessoas sentirem falta desse som porque esses são álbuns complementares, eu não acho que fazer um terceiro que seja tão (semelhante a esses) seria algo emocionante.”

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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