Tony Iommi odeia a capa de “Sabotage”, do Black Sabbath

Sexto álbum do grupo encerra sequência de grandes discos, mas parte visual da arte que estampa o trabalho deixa a desejar

Sexto álbum do Black Sabbath, “Sabotage” foi criado em meio a uma série de brigas com o empresário Patrick Meehan, manager da banda até aquele momento. A situação confusa se refletiu em todos os aspectos da produção, das músicas em si até a capa.

Durante bate-papo de 2021 com o News in 24 (transcrito pelo Ultimate Guitar), Tony Iommi refletiu sobre o trabalho — e a arte que o estampa não passou ilesa. Quando o repórter destacou que ela é considerada uma das mais feias de todos os tempos, o guitarrista consentiu.

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Ele disse:

“Concordo, ela é abominável! Não nos avisaram que a sessão que estávamos fazendo seria para a capa, só disseram que precisávamos fazer o ensaio. Ninguém estava bem vestido, especialmente Bill (Ward, baterista), que usava uma calça horrível que pediu emprestada da esposa. Aquilo foi usado no disco, um desastre.”

Outro aspecto ressaltado na entrevista foi o fato de as letras estarem ainda mais esquisitas que nos trabalhos anteriores.

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“Geezer (Butler baixista) escrevia 90% das letras à época. Ele tem uma imaginação e tanto. Às vezes também acontecia de Ozzy (Osbourne, vocalista) começar a cantar coisas desconexas e ele organizava tudo.”

Black Sabbath e “Sabotage”

Mesmo com toda a polêmica envolvida, “Sabotage” alcançou repercussão bastante satisfatória, figurando entre os preferidos de parte considerável dos fãs. Mesmo sem uma turnê completa para promovê-lo — devido a um acidente de moto sofrido por Ozzy Osbourne que provocou cancelamento de shows —, o trabalho ganhou disco de ouro nos Estados Unidos e de prata na Inglaterra.

Por outro lado, ele serve como uma espécie de encerramento da fase mais produtiva da formação original. Seus sucessores — “Technical Ecstasy” (1976) e “Never Say Die!” (1978) — não são considerados tão inspirados, embora contem com admiradores.

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Em entrevista de 2001 à Guitar World, Geezer Butler falou sobre como o Sabbath batizou o álbum de “Sabotage” para refletir a condição do grupo naquele período.

“A maior parte do tempo, quando não estávamos no palco ou no estúdio, estávamos em escritórios de advogados tentando sair de todos nossos contratos. Estávamos literalmente no estúdio tentando gravar e estaríamos assinando depoimentos e outras coisas. Por isso que chamamos o disco de ‘Sabotage’ – porque sentíamos que todo o processo foi sabotado por todas essas pessoas nos roubando.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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