As reflexões de Biff Byford sobre o ressurgimento do metal, Ghost e Amon Amarth

Vocalista do Saxon reconhece que realidade atual da indústria é diferente, mas entende ser possível alcançar o sucesso

O Saxon não se tornou tão conhecido como alguns colegas de geração, especialmente o Iron Maiden e o Def Leppard. Apesar disso – ou até mesmo por isso –, a banda acabou virado sinônimo da NWOBHM, movimento que trouxe o segundo levante do heavy metal tradicional em terras britânicas.

Desde então, o estilo passou por vários altos e baixos. Porém, o vocalista Biff Byford entende que um novo surgimento acontece no momento, embora com características diferentes em termos musicais.

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Ele disse ao Metal Pilgrim, com transcrição do Blabbermouth:

“Sim, acho que houve um ressurgimento massivo do metal, especialmente da New Wave Of British Heavy Metal, a coisa do metal britânico. Estamos todos pegando uma onda que parece boa no momento. Muitas bandas novas, como a Burning Witches, estão indo muito bem agora. Então, espero que elas possam criar um novo ‘Number Of The Beast’, ‘Wheels Of Steel’ ou ‘Crusader’ que as leve para a estratosfera. É disso que precisam.”

Mas isso seria realmente viável na realidade atual? Biff não consegue responder de forma objetiva.

“Se é possível fazer isso hoje em dia, eu não sei. Mas antigamente, tudo se resumia a conseguir um contrato de gravação. Hoje em dia, tudo se resume a conseguir um milhão de visualizações no Instagram, que é a mesma coisa. Ainda é promoção.”

Ghost e Amon Amarth na linha de frente

Para reforçar seu argumento, o frontman mencionou dois nomes que estão obtendo grande repercussão em anos recentes. Um deles, inclusive, rendeu recente parceria.

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“O Amon Amarth está indo muito bem. O Ghost se tornou estratosférico. Eles não são realmente metal, mas têm raízes no movimento. Então, definitivamente pode acontecer se você tiver as músicas certas. Você só precisa ter muita sorte – muito talento e muita sorte.”

Depois que o entrevistador Vladyslav Stadnyk observou que apenas algumas bandas de uma determinada região geográfica geralmente têm sucesso suficiente para se sustentar, enquanto outras ficam no esquecimento, Biff disse:

“Essa é a loteria. Esse é o negócio da música. Você pode escrever as melhores músicas no mundo. Mas se ninguém as ouviu, você pode simplesmente tocá-las no pub local ou para sua mãe e seu pai ou algo assim, porque você tem que divulgá-las. Antigamente, a gravadora fazia essa parte. Agora, basicamente, as bandas jovens têm que publicizar por conta própria – ou sair em turnê com grupos como o nosso, na frente de um público que já existe.”

Sobre Biff Byford

Peter Rodney Byford começou a carreira tocando baixo em bandas da área de Barnsley, Inglaterra. Sua primeira aparição em um disco aconteceu em 1971, gravando a flauta em uma música do álbum de estreia do Jumble Lane. Entre 1973 e 1976, foi integrante do power trio Coast, que também contava com o guitarrista Paul Quinn. Os dois seguiram juntos no projeto seguinte, o Son Of A Bitch.

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Em 1978 o grupo mudou o nome para Saxon e se estabeleceu como um dos principais nomes da emergente New Wave Of British Heavy Metal. Com 24 álbuns de estúdio, vendeu mais de 13 milhões de discos em todo o mundo até hoje.

Lançou o álbum “The Hybrid” com o The Scintilla Project, em 2014, além do trabalho solo “School Of Hard Knocks” em 2020. Recentemente, criou o projeto Heavy Water, com seu filho Seb. Também participou de discos do Air Pavillion, Fastway, Freedom Call, Destruction, Helloween, Doro e Avantasia.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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