Série documental sobre assassinato de John Lennon ganha primeiro trailer

Produção de três episódios contará com fotos inéditas da cena do crime, além de entrevistas com testemunhas e amigos do músico

A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de sua série documental sobre o assassinato de John Lennon. Chamada “John Lennon: Murder Without a Trial”, a produção de três partes terá narração do ator Kiefer Sutherland (“24 Horas”) e abordará com detalhes o crime cometido por Mark David Chapman em 1980. O lançamento está marcado para 6 de dezembro.

De acordo com comunicado, a equipe envolvida na obra teve acesso a várias informações da polícia relacionadas ao caso. Sendo assim, os episódios mostrarão fotos inéditas da cena, além de entrevistas com testemunhas oculares (algumas falando a respeito pela primeira vez), amigos do integrante dos Beatles, psiquiatras, detetives e advogados. 

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O intuito é “lançar uma nova luz sobre a vida e o assassinato do ícone musical e cultural John Lennon e sobre a investigação e condenação de Mark David Chapman, seu assassino confesso”. Assista ao trailer (em inglês) a seguir.

Nick Holt (“Criança Responsável”) e Rob Coldstream ficaram responsáveis pela direção. Já David Glover (“Memórias do 11-9”), Mark Raphael (“Crime e Castigo”) e também Coldstream atuaram como produtores executivos, ao lado de Simon Bunney e Louis Lee Ray.

O assassinato de John Lennon

John Lennon nos deixou tragicamente no dia 8 de dezembro de 1980, com apenas 40 anos de idade. O músico foi morto com tiros na entrada do apartamento em que morava em Nova York por Mark David Chapman, um “fã” obcecado dos Beatles que não concordava com algumas de suas atitudes.

Chapman foi acusado de homicídio pela Justiça americana. O assassino, na contramão da orientação de seus advogados que pediram para ele alegar insanidade, assumiu sua culpa como forma de ser um “testamento de Deus”, segundo suas palavras.

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Ele acabou sentenciado a prisão perpétua, mas após 20 anos de cumprimento da pena, poderia pedir liberdade condicional bienalmente. No entanto, já teve o pedido negado 12 vezes pela Justiça americana desde então e continua detido na prisão Green Haven, em Nova York.

Durante os primeiros anos de sua prisão, Chapman negou inúmeros pedidos de entrevista, pois afirmou que não queria passar a impressão de que cometeu o assassinato para ter fama e notoriedade. Mas, após uma década preso, mudou de ideia e aceitou conversar com a imprensa.

Uma de suas entrevistas mais famosas foi concedida para o famoso apresentador Larry King, da CNN. Na conversa, Chapman admitiu que estava muito confuso por conta da grande influência do livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, do escritor J.D. Salinger, em sua vida naquela época, demonstrou seu arrependimento pelo crime e admitiu que Lennon não era a pessoa que ele imaginava ser.

“Eu me arrependo. Peço desculpas pelo que fiz. Agora percebo que acabei com a vida de um homem. Até então, ele era apenas a capa de um álbum para mim. Ele não existia, mesmo após me encontrar com ele mais cedo naquele dia quando autografou o disco para mim, o que fez graciosamente. E ele não era um hipócrita. Ele foi bem paciente, foi bem cordial e me perguntou se queria algo mais. Também me encontrei com o filho dele naquele dia. Se aquilo não foi suficiente para ver que ele era um ser humano, então não estava o enxergando como um. Apenas o via como uma celebridade de duas dimensões sem qualquer sentimento.”

Ao conversar com a comissão que negou seu pedido mais recente de liberdade condicional, ocorrida no final de 2022, o assassino mudou seu discurso e afirmou que matou o músico para ter fama a qualquer custo, mesmo sabendo que faria algo terrível.

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“Sabia o que estava fazendo e sabia que era algo ruim. Eu sabia que era errado, mas eu queria tanto a fama que estava disposto a abrir mão de tudo para tirar uma vida humana. Tinha maldade em meu coração. Eu queria ser alguém e nada iria me impedir.”

Por fim, Chapman admitiu ter remorso de ter assassinado John Lennon e que entende o ódio que muitos fãs do músico sentem dele.

“Eu machuquei muitas pessoas em todos os lugares e se alguém me odeia por isso, está OK, eu entendo.”

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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