“Cenas locais são tóxicas”: a dica de Bill Hudson para jovens bandas

Guitarrista brasileiro radicado nos EUA acredita que é difícil criar uma base de fãs em ambientes onde as pessoas já te conhecem

Bill Hudson tem muitas experiências no meio musical. O guitarrista brasileiro, radicado nos Estados Unidos, comanda o NorthTale, além de integrar o I Am Morbid e tocar com a cantora Doro Pesch. Ao longo dos anos, ele ainda passou por grupos como Circle II Circle, U.D.O. e Dirkschneider.

Diante do vasto currículo, o músico tem um conselho para jovens grupos que estão começando suas carreiras: não fazer parte das cenas locais de artistas e bandas. Pelo Instagram, ele escreveu tal mensagem e detalhou o motivo por trás da opinião.

“Nem todas as grandes bandas foram bandas locais antes. Você não precisa participar da cena local de sua cidade para fazer sua banda crescer. Na verdade, você provavelmente não deveria. É um mito que todos tenham que passar por isso. Não precisam. É muito mais difícil criar uma base de fãs quando as pessoas conhecem você pessoalmente e estão ocupadas com as próprias músicas delas. As cenas locais são tóxicas. Fique longe delas. Toque em outro estado, se quiser, mas vá onde você é celebrado, não onde você é tolerado.”

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Na legenda, o músico nascido em São Paulo ainda complementou: 

“Notem que eu nem sequer citei nomes de cidades, mas fez sentido para vocês? Bem… fique longe das cenas locais.” 

Mais dicas

Em outras postagens, Bill também compartilhou mais dicas. Um deles envolve aceitar apresentar-se gratuitamente para chamar atenção e conquistar público. A prática, nas palavras do guitarrista, pode trazer mais prejuízos em vez de benefícios.

“Se alguém te pedir para tocar só pela ‘exposição’, isso significa que essa pessoa não consegue pagar ninguém. Se eles não conseguem pagar por seus serviços, eles não serão bem-sucedidos o suficiente para criar a ‘exposição’ que estão prometendo a você. Não caia nessa.” 

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O problema do Brasil, segundo Bill Hudson 

Conversando com o canal Ibagenscast (via Whiplash) no ano passado, Bill Hudson fez algumas críticas à cena do metal no Brasil. Segundo o guitarrista, as bandas em território nacional só são levadas a sério caso tenham tocado com instrumentistas já consolidados no meio — como, por exemplo, com os integrantes do Angra. Do contrário, não ganham qualquer tipo de reconhecimento. 

“A verdade é que no meio do metal tem um funil: ‘tocou com o Angra ou não’. Se você tocar com ex-membro do Angra, você vai ter notoriedade. Se você fizer a mesma coisa, mas sem o ex-membro, ninguém vai ouvir. Notei isso muito cedo, com 15 anos. Por isso nunca tentei nada no Brasil. Aqui nos EUA pelo menos não são apenas três bandas que o público aceita. Aqui tem 25 em cada estilo e você pode tocar e ganhar dinheiro […]. No Brasil, tem certas panelinhas, certas pessoas. As coisas precisam acontecer por essas pessoas. Isso cria um funil. Tem muito músico talentoso na base, mas só consegue alguma coisa quem passa no funil.” 

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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