O que pensa Scott Travis sobre sua intro de “Painkiller”, do Judas Priest

Música abre o álbum homônimo, que marcou a estreia do baterista americano na banda inglesa

Painkiller” possui uma das introduções mais emblemáticas de uma música em toda a carreira do Judas Priest. O espancamento de peles e pratos promovido por Scott Travis se tornou icônico, um daqueles momentos que todo aspirante a baterista almeja conseguir tocar desde seus primeiros dias.

Era o debut do instrumentista, que já deixou seu cartão de visitas muito bem apresentado. Em entrevista ao podcast “Drumtalk” (transcrita pelo Blabbermouth), o americano refletiu sobre a inspiração e o que ocasionou em sua reputação.

“Pessoalmente, sempre adorei a introdução de bateria de certas músicas. Todos nós conhecemos ‘Rock and Roll’ do Led Zeppelin, ‘Walk This Way’ do Aerosmith e, claro, ‘Hot for Teacher’ do Van Halen. Então, de qualquer forma, eu cresci assim, sempre almejando: ‘Cara, se eu pudesse criar uma introdução de bateria característica – sem guitarras; apenas bateria – e torná-lo realmente impactante’. Até hoje fico emocionado, agora que toco há tanto tempo, por ter conseguido criar algo assim.”

- Advertisement -

A seguir, Scott analisou o impacto duradouro de seu show à parte.

“Recentemente vi um vídeo apresentando ‘Top 15 introduções de bateria’. E, claro, é subjetivo. Não sei quem fez a lista, acho que foi alguma revista de rock. Então, naturalmente, eu assisti, e tinha ‘Where Eagles Dare’ do Iron Maiden, tinha ‘Rock and Roll’, e o número dois era ‘Painkiller’. E eu fiquei, tipo: ‘oh meu Deus, muito obrigado’. E o número um, que estou feliz por me colocar em segundo plano, foi ‘Hot for Teacher’ – Sir Alex Van Halen. Se eu sou o segundo colocado atrás do velho Alex, então, cara, isso é fantástico. Novamente, essa é uma opinião e uma coisinha que alguém inventou. Mas mesmo assim, eu que fiz, então estou feliz que as pessoas apreciem ‘Painkiller’. Ela se tornou uma assinatura do Judas Priest, o que nunca em um milhão de anos teria imaginado.”

Judas Priest e o álbum “Painkiller”

Décimo segundo trabalho de estúdio, “Painkiller” trouxe o Judas Priest investido em uma sonoridade mais pesada em comparação aos então mais recentes discos. Além da estreia de Scott Travis, foi o último da primeira passagem do vocalista Rob Halford pela banda.

Leia também:  Angra confirma show acústico em São Paulo após gravar DVD no formato

A produção ficou a cargo de Chris Tsangarides, que havia sido engenheiro de som em “Sad Wings Of Destiny” (1976). Desde “Unleashed in the East” (1979) o grupo trabalhava exclusivamente com Tom Allom.

Atual membro do Deep Purple, o tecladista Don Airey participou da faixa “A Touch Of Evil”, além do b-side “Living Bad Dreams”.

“Painkiller” vendeu cerca de 2 milhões de cópias, ganhando discos de ouro nos Estados Unidos e Canadá. A turnê marcou a primeira passagem do Judas Priest pelo Brasil, tocando na segunda edição do Rock In Rio, em 1991.

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | Facebook | YouTube.

Leia também:  Quando Steve Howe (Yes) quase tocou com o Pink Floyd
ESCOLHAS DO EDITOR
InícioCuriosidadesO que pensa Scott Travis sobre sua intro de “Painkiller”, do Judas...
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas notícias

Curiosidades