Paul Stanley e Gene Simmons mentem sobre história de “Beth”, do Kiss?

Filho de Neil Bogart e diretor de filme sobre a Casablanca Records contesta a linha do tempo sustentada pela banda

Incluída no álbum “Destroyer” (1976), a balada “Beth” é o maior sucesso comercial de toda a carreira do Kiss. Cantada e assinada pelo baterista Peter Criss, em parceria com Stan Penridge e o produtor Bob Ezrin, a música chegou ao 7º lugar na Billboard Hot 100, principal parada de singles norte-americana. Também faturou o People’s Choice Awards em 1977.

A história conta que a banda não se entusiasmou com a ideia de colocar uma canção tão diferente em seu quarto álbum de estúdio, que sucederia o estouro obtido com “Alive!” um ano antes. Porém, de acordo com Timothy Scott Bogart, filho de Neil Bogart e diretor do filme “Spinning Gold”, que conta a história da Casablanca Records, seu pai deu todo o apoio.

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Em entrevista ao Ultimate Classic Rock, o cineasta explica porque a linha do tempo dos acontecimentos que cercam “Beth” na película são diferentes em comparação à história comumente contada pelo envolvidos.

“Meu pai ouviu a música quando ainda se chamava ‘Beck’ e achou que ela tinha valor. Fizeram toda uma sessão de gravações com cordas. Gene Simmons e Paul Stanley não embarcaram na ideia. Não a viam como o som do Kiss. Não queriam lançar, pois imaginavam que o público não gostaria dela. Mas meu pai apoiou Peter, até porque eles precisavam desesperadamente de um sucesso no rádio.”

Para piorar a situação, Gene e Paul não estavam sozinhos entre os contrários.

“Outros executivos, como o vice-presidente Larry Harris, também detestavam. Consideravam a canção uma piada, faziam questão de jogar isso na cara de Peter cruelmente.”

Tim deixa claro não ter nada contra os líderes da banda. Apenas considera que eles não contam o ocorrido da forma verdadeira.

“Amo Gene e Paul. São os caras que mais trabalham e se dedicam ao que fazem que já conheci. Não tenho nada além de respeito por ambos. Mas eles reescreveram a história de uma maneira que ficasse boa para os dois.”

A concordância inegável reside no fato de Neil não ter gostado na mudança do título para “Beth”, o que ocorreu por questões pessoais.

“Minha mãe se chamava Beth. Ela estava o tempo todo por perto. Quando decidiram alterar o nome, foi como um ataque direito ao meu pai, já que estavam se divorvciando. Eles já tinham a música antes de ‘Destroyer’, mas ele a segurou por conta disso, falou que jamais a lançaria.”

A informação provoca uma grave alteração na timeline, já que o Kiss sequer conhecia o produtor Bob Ezrin antes das sessões de “Destroyer”. Com isso, podemos concluir que a “verdade verdadeira” pode nunca vir à tona.

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E apesar das desavenças, Tim faz questão de ressaltar que Neil Bogart, falecido no ano de 1982 aos 39 anos, em decorrência de uma leucemia, sempre teve o maior carinho pela banda.

“Assim como ele, Gene e Paul eram garotos judeus do Brooklyn e do Queens. Os três precisaram mudar seus nomes para ingressar no meio artístico. Meu pai sempre acreditou que o Kiss se tornaria uma das maiores bandas do mundo. Esforçou-se muito para que isso acontecesse.”

“Spinning Gold” estreou em maio do ano passado, no Festival de Cannes. Além do Kiss, a Casablanca Records contou em seu cast com artistas como Donna Summer, Cher, Parliament, Village People e Buddy Miles. Também foi responsável por trilhas como a do clássico filme “Flashdance”.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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