As duas características que uma linha de baixo deve ter, segundo Adam Clayton (U2)

Músico citou nomes distintos entre si ao falar sobre como adapta o estilo de tocar ao de sua banda

Enquanto os holofotes – de forma literal e figurativa – estão sobre Bono e The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. ajudam a manter a máquina megaestrelada do U2 circulando. O baixista, embora um nome reconhecido, não costuma ser dos mais falantes. Porém, ele abre exceções de vez em quando.

Como em recente entrevista à Guitar World, quando falou sobre suas influências. Uma delas, como de vários nomes que ajudaram a construir a história do rock, está no primeiro “bass hero” do gênero: John Entwistle.

“Ele era uma daquelas pessoas que você realmente tem que estudar e quase ir para a universidade do baixo para realmente saber o que estava fazendo. Havia muito sentimento e coragem em seu som. Quando você ouve os discos do The Who, percebe que John está ocupando a maior parte do espaço e a guitarra de Pete Townshend apenas decora as partes do baixo. Ele era fenomenal e tive o prazer de encontrá-lo algumas vezes. Faz muita falta! Existem muitos baixistas que não estão mais conosco, mas não acho que alguém se aproxime dele em termos de ser um músico de rock puro com um belo jeito de tocar.”

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James Jamerson, lendário nome da Motown, participante das gravações dos maiores sucessos da gravadora nos anos 1960 e 70, também é uma figura de vital importância para Adam.

“Ele lançou uma sombra enorme sobre todos os outros. Era um músico fenomenal. Obviamente, veio de uma formação mais jazzística, mas foi seu fraseado que sempre me conquistou. Sempre que ouço uma faixa isolada – e é ótimo que você possa ouvir essas coisas hoje em dia – percebo como ele brincava com a batida e a melodia, é uma aula de como tocar baixo. Essas partes não foram muito trabalhadas – geralmente eram três ou quatro tomadas e estava pronto, muito respeito a ele por isso.”

O inglês Jean-Jacques Burnel, do The Stranglers, também não fica de fora.

“Sempre gostei de sua agressividade crua. Tenho uma visão bastante simplista de que, se você não consegue realmente ouvir o baixo, se não tem uma impressão do que o baixo está fazendo, então algo está errado. O baixo tem que ser sexy ou agressivo, ou não deveria estar lá. Jean certamente representa a agressão.”

Sendo assim, como Clayton faz para transmitir essas influências para dentro do cotidiano musical do U2?

“O P-Bass é o instrumento certo para mim por se tratar de um modelo correto para expandir os médios. Ele se adequa ao fato de que o U2 é um trio no aspecto instrumental, com o Edge tocando acordes de arpejo muito leves. Isso dá muito espaço para o baixo. Foi aí que os médios e a distorção começaram a preencher o som da banda. Sempre fui fã disso. Sempre começo com uma palheta e, se me adaptar ao estilo dos dedos, o som muda. Mas sempre posso voltar à palheta.”

Adam Clayton em polêmica

Em 2021, Adam Clauton se envolveu em uma polêmica ao falar sobre baixistas. No documentário “Phil Lynott: Songs For While I’m Away”, celebrando vida e obra do líder do Thin Lizzy, o músico fez uma analogia comparando o instrumento que tornou ele e o homenageado famosos a um órgão sexual masculino.

“O baixo é aquela coisa grande e pesada que fica pendurada entre suas pernas. É a arma secreta de onde vem o poder. A bateria e o baixo proporcionam aquele movimento agradável e sexy dos quadris. Toda aquela coisa de menina aparece em destaque, mas nós somos os homens da banda.”

A declaração gerou reações de artistas nas redes sociais, criticando o sexismo em seu conteúdo.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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