Pink Floyd é “cancelado” por arco-íris em arte sobre “The Dark Side of the Moon”

Parcela de internautas enxergou conexão entre nova ilustração que celebra 50 anos do disco e apoio à causa LGBTQIA+

O Pink Floyd está comemorando os 50 anos de lançamento de sua obra mais importante, “The Dark Side of the Moon” (1973), mas alguns fãs se recusam a aderir à festa por questões que beiram o inexplicável.

Nas redes sociais da banda, foi lançado uma nova logo em referência ao aniversário, com o número 50, o prisma e as cores do arco-íris que aparecem na capa. É uma óbvia citação à capa do álbum homenageado, que traz um fundo preto com um prisma, onde um feixe de luz branca é dividido nas sete cores do arco-íris.

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Mas conforme observado pelo site da revista Prog, onde existe apenas um experimento científico básico, alguns supostos fãs viram um gesto de apoio à causa LGBTQIA+, cuja bandeira também traz as sete famosas cores. Em resumo: os comentários nas redes sociais do Pink Floyd se tornaram um verdadeiro show de horrores.

Confira alguns, compilados pela Prog:

“Esqueçam o arco-íris. Vocês estão se fazendo parecer estúpidos!”

“A partir de agora, nunca mais ouvirei a banda.”

“Qual é a conexão entre a obra-prima do Pink Floyd e os LGBT??? Wtf…”

Um fã mais exaltado chega a acusar a banda de se tornar “woke”, gíria em inglês que denomina pessoas que se declaram “conscientes” de questões relacionadas à justiça social e racial. Seria um equivalente ao termo “social justice warrior” (“guerreiro da justiça social”), neste caso usado de forma irônica e pejorativa, para se referir a ativistas e defensores de direitos humanos e causas sociais.

“Triste por ver uma banda que já foi grande se tornar totalmente WOKE!!! Eu amava sua música antes, NÃO VOU OUVIR AGORA!”

Uma captura de tela disponibiliza outros comentários, todos em inglês.

Alguns fãs mais esclarecidos ainda tentam explicar que o arco-íris é uma referência à capa do disco que comemora 50 anos, enquanto outros admitem que estão nos comentários apenas para se divertir às custas dos revoltados. O fato é que os designers Storm Thorgerson e Aubrey “Po” Powell, da Higpnosis, que criaram essa e outras capas do Pink Floyd e de outros clássicos do rock, jamais poderiam imaginar que a simples ilustração causaria tanto furor 50 anos depois.

A capa de “The Dark Side of the Moon”

A famosa capa de “The Dark Side of the Moon”, alvo de tanta controvérsia hoje, surgiu a partir de um antigo livro de imagens que Powell e Thorgerson olhavam. O primeiro falou sobre o conceito em entrevista para a Rolling Stone em 2017.

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“Eu estava olhando um antigo livro de física francês e tinha uma foto de um peso de papel de vidro com a luz do sol brilhando pela janela e isso criava um prisma de arco-íris. Storm olhou para mim e disse ‘já sei: um prisma. Tem a ver com o Pink Floyd e seu show de luzes.’”

Orientados pelo tecladista Richard Wright, os designers buscavam algo simples e que parecesse inteligente e clássico. A arte foi criada por George Hardie e a Hipgnosis apresentou sete variações, mas a banda foi unânime na ilustração escolhida.

O resto é história: a capa e o disco se tornaram icônicos – e não possuem nenhuma conexão com a iconografia e a causa LGBTQIA+.

50 anos da obra-prima do Pink Floyd

O Pink Floyd lança dia 24 de março a edição comemorativa de 50 anos do álbum “The Dark Side of the Moon”. Oitavo trabalho de estúdio, foi responsável pela consagração definitiva da banda, vendendo mais de 50 milhões de cópias até hoje. A distribuição será feita pela Sony Music, exceto na Europa, onde ficará a cargo da Warner.

A nova caixa deluxe inclui CD e vinil gatefold do disco original remasterizado, além de áudio Blu-ray + DVD com mixagem 5.1 original e versões estéreo. O pacote também inclui um Blu-ray adicional do mix Atmos, além do CD e LP de “The Dark Side of the Moon – Live at Wembley Empire Pool, London, 1974”.

O registro ao vivo também ganhará versão independente nos dois formatos físicos. A gravação ocorreu durante a turnê europeia de inverno do grupo, realizada em novembro de 1974. A capa conta com um desenho original de George Hardie, feito à época.

O livro “Pink Floyd – The Dark Side of the Moon: 50th Anniversary” também será publicado separadamente pela Thames & Hudson em 24 de março para coincidir com o lançamento do box set. Com curadoria da fotógrafa Jill Furmanovsky e direção de arte do cofundador da Hipgnosis, Aubrey Powell, a obra apresenta fotografias raras e inéditas tiradas durante as turnês de 1972 a 1975. Os membros da banda participaram da produção do conteúdo.

O aniversário de meio século também será celebrado com uma competição para criar videoclipes para qualquer uma das 10 faixas do tracklist do play. Animadores podem inscrever até 10 vídeos, um por música. Os vencedores serão selecionados a partir de um painel de especialistas que incluirá o baterista Nick Mason, o diretor criativo Aubrey “Po” Powell e o BFI (British Film Institute). O prazo para inscrições é até 30 de novembro de 2023. Para participar e obter mais informações, acesse www.pinkfloyd.com/competition/.

Clique aqui para mais informações sobre o relançamento.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

14 COMENTÁRIOS

  1. É, está cada vez mais difícil conviver com os ignorantes, que se dizem fãs, de Pink Floyd.
    As pessoas “são tão fãs” que não conhecem um dos discos mais icônicos da banda. Vergonha alheia é pouco.

  2. o mal desse povinho desinformado e cheio de direitos, é fazer muito barulho, por isso que aparecem tanto. Se contar, são uma minoria ignorante. Não conhecem nada da história da banda e se esquecem que o álbum está fazendo 50 anos, muito mais de 30 anos de diferença dessa “patota mimimi”

  3. Sera que o album Rising do Rainbow foi atacado pela turma ae tb? Lembrando que “cancelamento” é coisa de lacrador da esquerda de condomínio usando IPhone e havaianas, e isso ae é coisa de conservador patriota de pantufa usando notebook tilojao da Lenovo

  4. Qdo o album foi lançado foi um “desbunde”. Eu estava lá curtindo minha juventude que graças a eles “PINK FLOYD” e Cia dura até hoje. O arco-íris pertence a natureza, que dá vida e proteção à nossa nave-mãe TERRA e a nossas vidas. Logo cada um usa (arco-íris) como achar melhor.
    Quem ñ quer ouvir Pink por causa do arco-iris, sem dono, ñ vai diminuir a “galera do rock” e nem arranhar a fama das bandas e nem afetar a LEGIÃO de ROQUEIROS/METALEIROS
    LONGA VIDA AO ROCK N ROLL

  5. Possivelmente a logo se refere ao prisma até pq David nunca aderiu à onda woke, mas qq banda que Ademir eu cancelo me e ainda sinto vergonha de ter gostado antes, por outro lado qdo Clapton questionou as vacinas me tornei fã total.

  6. não faltava mais nada! claramente não são muito fãs, já que nem se deram ao trabalho de conhecer a capa original. e ainda tem o fato de que a imagem se trata de um prisma apenas seguindo a lei da física, nada mais que isso! O básico de informação evitaria essa vergonha nos comentários destes fãs

  7. A diferença entre o pessoal do lgbt+ e os que criticam, é que os primeiros tiveram coragem de se assumirem! Os segundos, sao frustrados presos no armario…….ainda!!!

  8. Realmente tem que ser muito fora da casinha e desconhecer totalmente a história do Pink Floyd, assim como a época em que surgiu, pra não entender o significado do arco-íris. Também é aconselhável que estes críticos de Twitter voltem pra escola, já que são incapazes de entender o conceito do prisma e da luz.

  9. Não vi em lugar nenhum um movimento parecido com o de agora criticar o disco de 50 anos atrás, quando foi lançado… nem vejo (não sei se a partir de agora vai ter) críticas por conta do bendito arco-íris que sempre existiu e nunca havia incomodado ninguém…

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