Foto: divulgação

Geezer Butler ainda não sabe o que Rick Rubin fez em “13”, do Black Sabbath

Último álbum da banda fez bastante sucesso, mas os próprios integrantes reconhecem problemas

O álbum “13”, último de inéditas do Black Sabbath, foi um sucesso estrondoso. Porém, nem por isso deixou de ter uma série de críticas, algumas feitas de dentro da própria banda.

Em entrevista ao Trunk Nation, transcrita pelo Blabbermouth, o baixista Geezer Butler direcionou sua metralhadora de mágoas (mesmo sem conhecer Cazuza) contra o produtor Rick Rubin.

De metodologia nada ortodoxa, o mago do som não costuma alcançar o meio termo nas impressões dos artistas com que trabalha. Ou amam ou odeiam. Aparentemente, todo mundo do Sabbath joga no segundo time.

“Algumas coisas eu gostei, outras não. Foi uma experiência estranha, especialmente quando disse para esquecer que éramos uma banda de heavy metal. Ele tocou nosso primeiro álbum para nós e falou: ‘lembrem-se de quando não havia heavy metal ou qualquer coisa assim, finjam que é o álbum seguinte a este’, o que é uma coisa ridícula de se pensar.”

O músico ainda deixou claro não saber qual foi a real contribuição do produtor ao disco.

“A verdade é que ainda não sei o que ele fez no disco. Houve um dia que Ozzy enlouqueceu porque ele fez, tipo, 10 vocais diferentes, e Rick continuou dizendo: ‘sim, isso é ótimo, mas faça outro’. E Ozzy disse: ‘se é ótimo, por que estou fazendo outro?’ Ele simplesmente pirou.”

A chateação se estendeu à forma como Rubin quis gravar as guitarras de Tony Iommi.

“Tony não estava feliz com algumas das coisas que Rick estava tentando fazê-lo tocar. Ele estava fazendo Tony pegar amplificadores de 1968 – como se isso fosse fazer com que soasse como em 1968. Foi uma loucura. Mas parecia bom para a publicidade e para a gravadora. ‘Se você tem Rick Rubin envolvido, então deve ser bom’, esse tipo de coisa.”

Relatos dos outros integrantes

Não é a primeira vez que um integrante do Black Sabbath critica o produtor. Em entrevista à Spin, em junho de 2021, o guitarrista Tony Iommi falou em tom de deboche quando questionado sobre o que teria aprendido ao trabalhar com Rubin.

“Aprendi a ficar deitado no sofá com um microfone na mão e dizer: ‘próximo!’”

Ozzy Osbourne também não se esquivou de criticar Rick já à época do lançamento de “13”. Em entrevista à Billboard, o cantor se mostrou incomodado com o fato de o produtor ter optado pelo baterista Brad Wilk para o lugar de Bill Ward, em vez de Tommy Clufetos, que fez as turnês posteriores e já tocava na sua banda solo.

“O modo que se lidou com isso não foi muito justo com Tommy. Rick Rubin simplesmente não quis trabalhar com ele por razões que desconheço. É um grande baterista, toca comigo já faz um tempo. Ninguém discutiu sobre decidir por Brad comigo. Prometemos a Tommy que ele gravaria o disco. Não digo isso porque é o meu baterista e meu ego o queria. Apenas reprovo o modo como lidaram com a situação.”

Mesmo em carreira solo, o Madman havia tido um choque com o produtor. Quem revelou a treta foi o guitarrista Zakk Wylde, em entrevista à Metal Hammer em novembro do ano passado.

“Houve um momento em que Rick Rubin produziria ‘No More Tears’. Fui até a casa dele e mostrei as músicas. Ele disse ‘Zakk, isso parece um disco ruim do Mötley Crüe. Precisamos de um álbum cheio de riffs na linha de Sabbath Bloody Sabbath’. Respondi que por mim tudo bem, mas não era eu quem decidia, teria que convencer o chefe. Óbvio que não era o que ele desejava”.

Black Sabbath e Rick Rubin

Na época em que chegou a público, “13” atingiu o primeiro lugar das paradas de nove países, incluindo Estados Unidos e Reino Unido, pela primeira e segunda vez na carreira, respectivamente. As músicas “God Is Dead?”, “End of the Beginning” e “Loner” foram promovidas como singles.

Só no ano de lançamento, o álbum vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo. Foi reconhecido com disco de ouro no Reino Unido e na Áustria e platina no Canadá, Polônia, Alemanha e Brasil, onde teve mais de 40 mil unidades comercializadas.

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