Jimmy Page revela por que nunca parou de ouvir discos de vinil

Guitarrista do Led Zeppelin, que também é produtor, explica que nunca gostou muito da sonoridade dos CDs e MP3s

Jimmy Page pode ser descrito como um audiófilo. O guitarrista do Led Zeppelin também é produtor musical e trabalha constantemente em relançamentos aprimorados dos álbuns lançados por sua banda.

Em função disso, ele deixa claro que nunca deixou de ouvir discos de vinil, mesmo quando outros formatos estavam em alta. Durante entrevista à edição 300 da revista Classic Rock, o músico explicou seus motivos.

“Eu literalmente nunca parei de ouvir discos de vinil. Fiquei muito desapontado quando os CDs surgiram, pois eu não gostava do som deles. Perdeu-se muito com os CDs e então os MP3s. Tiraram muito da profundidade do som, toda a qualidade panorâmica em três dimensões ou até cinco dimensões. Dessa forma, foi ótimo ter o ressurgimento recente do vinil.”

Na visão de Page, há outro elemento dos bolachões que não se deve descartar: a experiência tátil oferecida pelo material físico.

“Além do som, há a experiência tátil, a arte, as notas do encarte que você pode ler sem usar uma lupa e o ato de colocar um álbum para tocar. É um pequeno ritual adorável do qual nunca me canso.”

Jimmy Page e os relançamentos do Led Zeppelin

Ainda durante a entrevista, Jimmy Page disse que começou a trabalhar nos relançamentos dos álbuns do Led Zeppelin justamente porque não estava satisfeito com a sonoridade das edições em CD divulgadas pela gravadora. O catálogo da banda foi relançado em versões remasterizadas algumas vezes, sempre com supervisão de Page, sendo a primeira em 1990 e a mais recente entre 2014 e 2015.

“Quando os CDs chegaram ao mercado, a gravadora começou a lançar versões dos álbuns do Led Zeppelin. Eu pensei: ‘meu Deus, eu sei que os CDs não soam muito bem, mas eu sei que eles podem soar melhor do que isso’. Então supervisionei a remasterização de todo o catálogo para que tivéssemos CDs apropriados.”

A ideia foi aprimorada e os relançamentos passaram a oferecer materiais inéditos de forma complementar.

“Eu queria lançar todos os álbuns, remasterizados, com um disco complementar fornecendo um ‘retrato’ do que mais estava acontecendo no estúdio na época: versões alternativas, primeiras gerações de mixagens, overdubs, como aquela coisa eletrôncia incrível criada no meio de ‘Whole Lotta Love’ que a impediu de virar um single nas rádios. Ao ouvir aquela faixa sem overdubs, é energia pura. Achei que as pessoas adoraria ouvir aquilo, para mostrar como o Led Zeppelin era em estúdio, o quão visceral e nervoso.”

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3 comentários
  1. Incrível, eu estava conversando com um amigo esses dias sobre isso. Eu trabalhei na Subway em Goiânia, a melhor loja de rock que Goiânia já teve (juntamente com a Woodstock), e lá eu fazia os testes. O som do vinil realmente é mais profundo, sua vibraçao é mais viva, está mais próxima da vida. Não é melhor que o cd, que tem toda a tecnologia ao seu lado, limpo, limpo até demais. E isso não é a vida. Enfim, é uma discussao interessante. Valeu por trazer essa reportagem, aí vem um Cara desse e diz isso, porque esse cara entende de som.valeu

  2. O CD ou qualquer mídia digital, não pode superar nunca o vinil, nem mesmo uma fita cassete bem gravada, por um simples fato: Não existe música digital, ou seja, toda música é analógica, quando se grava do analógico para o formato do CD a perda do espectro de áudio, o que define a alta fidelidade, é em torno de 70% só 30% do original é reproduzido, e todas as harmônicas de ordem ímpar são perdidas, e só se consegue codificar a frequência fundamental da música, daí a perda de alta fidelidade e profundidade de palco. Mesmo o vinil tem uma perda de 30% do espectro de áudio, então é mito de que som sem ruído é alta qualidade.

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