Foto: Chris Schwegler

Brian May relembra “estranha” colaboração com Guns N’ Roses em “Chinese Democracy”

Guitarrista do Queen chegou a tocar na música “Catcher in the Rye”, mas sua contribuição foi descartada da versão final

A amizade de Brian May com o Guns N’ Roses remete ao início dos anos 1990. Sua primeira turnê solo pelos Estados Unidos foi abrindo shows da banda durante a “Use Your Illusion Tour”. À época, o guitarrista ainda se recuperava do baque da perda de Freddie Mercury e consequente encerramento das atividades do Queen – não por menos, uma das bandas preferidas de Axl Rose.

A parceria não se resumiu a isso. Brian chegou a contribuir com seu talento para uma música do álbum “Chinese Democracy”. A faixa em questão era “Catcher in the Rye”. Porém, seus préstimos acabaram sendo descartados da versão final.

Nem o próprio May sabe o motivo, como confidenciou à revista Classic Rock (via Guitar World).

“Foi uma experiência estranha. Acho que foi mais ou menos no meio de todo o processo. A essa altura, Axl era praticamente um recluso. Ele estava trabalhando em sua casa e eu estava no estúdio na base da colina com seu engenheiro na época. Raramente descia. De vez em quando ligava, todo entusiasmado e falava muito, até que desaparecia de novo. Nada do que toquei realmente entrou no álbum.”

Uma versão demo da gravação original com o guitarrista do Queen está disponível online. Ouça abaixo.

A decepção de Brian May

As sessões com Brian May ocorreram em 1999, quase uma década antes do lançamento oficial do álbum, que saiu em novembro de 2008.

À época, o guitarrista se declarou decepcionado por ter suas partes excluídas, destacando ter ficado muito orgulhoso delas. Ao mesmo tempo, compreendeu que não se tratava de algo pessoal, sendo apenas como as coisas funcionavam.

Guns N’ Roses e “Chinese Democracy”

Foram quase 15 anos entre o início do processo de composição e a chegada de “Chinese Democracy” ao mercado. O período contou com idas e vindas de músicos, produtores e empresários.

Mesmo causando polêmica até hoje por conta de sua sonoridade experimental, o trabalho vendeu mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo, chegando ao número 1 nas paradas de oito países.

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2 comentários
  1. De longe isso, disparado meu álbum preferido lançado pelo Axl, mais bem explorado. Problema foi só ter lançado 1 álbum nesse tempo todo.

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