Por que Tommy Thayer se define como o Ronnie Wood do Kiss

“Meu legado será o de um cara que entrou, trabalhou muito e foi a cola que manteve a banda unida por um longo período de tempo”, diz o guitarrista

O guitarrista Tommy Thayer foi convidado a analisar seu legado no Kiss durante entrevista à Guitar World.

O músico estabeleceu uma comparação com outro colega de instrumento que também entrou em uma banda histórica e, mesmo que não tenha obtido a aura de seus antecessores, soube conduzir sua posição com total dignidade.

“Não sei se muitas pessoas percebem isso, mas sou o guitarrista do Kiss há mais tempo do que qualquer outro. Porém, sempre serei visto como ‘o novo cara’, não importa o que aconteça. Eu sou o Ronnie Wood do Kiss.”

Já conhecido pelo período com o Faces, o Jeff Beck Group (onde era baixista) e a carreira solo de Rod Stewart, Ronnie Wood integra os Rolling Stones desde 1975. Embora não tenha a proficiência de Brian Jones ou a pegada blues que fez Mick Taylor se tornar um favorito dos fãs, é uma figura querida entre os colegas.

No período de maior tensão entre Mick Jagger e Keith Richards, Wood se tornou o elo que conseguiu resgatar as relações e manteve o grupo unido. Algo parecido com a maneira que Tommy Thayer se enxerga.

“Meu legado será o de um cara que entrou, trabalhou muito e foi a cola que manteve a banda unida por um longo período de tempo. Meu caráter e personalidade são de um jogador de equipe, alguém que contribui para o grupo. A razão de termos sido tão consistentes nos últimos 20 anos é por causa das personalidades, a atitude de dar e receber, fazendo com que todos estejam felizes e sigam trabalhando juntos em um nível profissional.”

Tommy Thayer e Kiss

Muitas pessoas nem sabem, mas Tommy Thayer começou a trabalhar com Paul Stanley e Gene Simmons ainda no final dos anos 1980. Seu nome é creditado como compositor em faixas dos álbuns “Hot in the Shade” (1989) e “Carnival of Souls” (1997).

Durante a reunião da formação original, ele atuou como uma espécie de treinador de Ace Frehley e Peter Criss, ajudando-os a repassar as músicas antigas – o que os incomodou severamente, causando atritos. Acabou gravando “Psycho Circus” (1998) na vaga do original.

Desde 2002, é oficialmente um integrante do Kiss, tendo participado de várias turnês e registros ao vivo, além dos dois últimos álbuns de estúdio, “Sonic Boom” (2009) e “Monster” (2012).

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