A carreira do baterista Frankie Banali fora do Quiet Riot

Um dos mais talentosos do hard rock em sua geração, músico deixou extensa folha corrida de serviços prestados

Neste domingo (14), o baterista Frankie Banali completaria 70 anos. Ele morreu dia 20 de agosto de 2020, em decorrência de um câncer pancreático.

Sua carreira sempre será lembrada principalmente pelos anos empunhando as baquetas no Quiet Riot. Junto do vocalista Kevin DuBrow, liderou o renascimento do grupo em 1983.

O estouro do álbum “Metal Health”, lançado no mesmo ano, fez com que a banda se tornasse a primeira atração ligada ao heavy metal a figurar no topo da parada americana, mesmo que por apenas uma semana. Depois, entre idas e vindas, ajudou a manter o nome na ativa mesmo após o falecimento de seu frontman em 2007. Nas últimas décadas acumulou a função de manager, o que lhe permitiu centralizar decisões – incluindo a volta do baixista Rudy Sarzo, concretizada após já ter falecido.

Porém, se engana quem pensa que Frankie Banali não possui outros trabalhos que mereçam ser conferidos. A folha corrida de serviços prestados é extensa, o que não surpreende quando lembramos se tratar de um dos músicos mais competentes de sua geração.

Separamos aqui alguns momentos de maior destaque. Não daria para colocar tudo, até porque há registros sem créditos ou com participação mínima. Também não citaremos grupos em que Banali foi apenas membro temporário para turnês, como Steppenwolf e Faster Pussycat.

A trajetória de Frankie Banali fora do Quiet Riot

W.A.S.P.

Frankie gravou o álbum “The Headless Children” em 1989 como convidado. A seguir, o Quiet Riot encerrou atividades e ele se juntou a Blackie Lawless e companhia para a turnê. Posteriormente, gravou outros seis discos como participante especial. O catálogo completo dele com a banda traz:

  • “The Headless Children” (1989)
  • “The Crimson Idol” (1992)
  • “Still Not Black Enough” (1995)
  • “Unholy Terror” (2001)
  • “Dying for the World” (2002)
  • “The Neon God: Part 1 – The Rise” (2004)
  • “The Neon God: Part 2 – The Demise” (2004)

Hughes/Thrall

Em 1982, o vocalista e baixista Glenn Hughes e o guitarrista Pat Thrall se juntaram para um álbum, cujo título é o mesmo do projeto: “Hughes/Thrall”. Banali gravou as faixas “First Step of Love” e “Hold Out Your Life”.

O entrosamento foi tão bom que o baterista posou para as fotos e gravou os videoclipes promovendo o trabalho. Por conta do envolvimento com o Quiet Riot, a turnê foi feita por Tommy Aldridge.

Billy Thorpe

No mesmo ano, Frankie Banali participou do álbum “East of Eden’s Gate”, trabalho solo do vocalista do The Aztecs. Foi sua oportunidade de se aventurar pelo rock progressivo.

Kuni e Alex Masi

Quando a febre dos shredders se disseminou pelo planeta, o baterista participou de dois discos: “Masque” (1986) do japonês Kuni e “Attack of the Neon Shark” (1989), do italiano Alex Masi.

Heavy Bones

Lançado em 1992, o único álbum do Heavy Bones, homônimo, traz Frankie com o guitarrista Gary Hoey, o vocalista Joel Ellis e o baixista Rex Tennyson.

O resultado final é um dos melhores discos de hard rock daquele período, indispensável em qualquer coleção de amantes do gênero. Uma pena a banda ter durado tão pouco.

Blackthorne

No papel, o projeto prometia, trazendo Graham Bonnet (Rainbow, Alcatrazz) nos vocais, Bob Kulick (Kiss) na guitarra, Jimmy Waldo (Alcatrazz) nos teclados e Chuck Wright (Quiet Riot, House of Lords) no baixo. Um álbum, “Afterlife”, foi lançado em 1994.

Porém, o resultado não atingiu o status esperado. Anos depois, os músicos revelaram que ninguém se aguentava em estúdio, o que influenciou nas composições.

Extra

Frankie Banali ainda gravou a versão de Billy Idol para “Mony Mony”, além de ter sido um dos dois bateristas em “Stars”, do projeto Hear ‘N Aid. Seu nome chegou a ser especulado em diferentes momentos por Kiss e Ozzy Osbourne.

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