Foto: Tim Tronckoe

Max Cavalera não entende como Bolsonaro divide tantas famílias no Brasil

Na visão do ex-integrante do Sepultura, presidente do Brasil é “como Donald Trump: abraça coisas negativas com orgulho”

Max Cavalera, músico conhecido por ter integrado o Sepultura até 1996 e por bandas como Soulfly e Cavalera Conspiracy, voltar a criticar o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Desta vez, em entrevista para o podcast Landry.audio transcrita pelo Blabbermouth, o vocalista e guitarrista brasileiro lamentou a divisão causada pela política, especialmente por Bolsonaro, em famílias de nosso país.

O artista fez uma crítica à classe política como um todo e aproveitou a ocasião para comparar o presidente brasileiro com Donald Trump, que exercia a mesma função nos Estados Unidos, país onde Max reside desde 1992.

Na visão de Cavalera, há manifestações “orgulhosas” de Jair Bolsonaro em “matar” e “destruir” certos grupos, como os indígenas.

“Sempre que posso, assisto a entrevistas de artistas brasileiros em podcasts e coisas assim. Fico chocado ao ouvi-los dizer que no Brasil há famílias que estão sendo divididas por causa desse cara. Porque metade da família gosta dele, a outra metade não gosta dele, daí eles se dividem, não se falam.

Eu sou o primeiro a admitir, com certeza, que quase todos que chegam ao poder no Brasil imediatamente vão para a corrupção. É quase como um vírus, como uma doença presidencial. O Brasil não consegue ter um bom presidente – mesmo que ele tente ser, ele não consegue.

Mas parece que esse cara é pior ainda, porque é meio como Trump. Ele abraça as coisas negativas com orgulho – orgulho em matar pessoas, orgulho em destruir os indígenas. É um tanto assustador, porque ele se orgulha dessas coisas.”

A crítica de Max Cavalera à política como um todo

Em seguida, Max Cavalera associou os problemas da política com o meio musical, que, segundo ele, também é cheio de corrupção. O vocalista e guitarrista citou um trecho da letra de “Back to the Primitive”, música lançada pelo Soulfly em 2002, onde o mesmo tipo de crítica é feita.

“Eu cantei em ‘Primitive’, lá em 2002 – ‘Back to the Primitive. F**k all politics’ (‘De volta ao primitivo. F**a-se toda a política’). Estava me referindo a todas as políticas, incluindo a política na música. Acho que essa é uma carreira onde você mal olha para outras pessoas. Há corrupção, você começa a se corromper e pode ficar rico com isso, você só faz por você e é isso, cara. E nesse meio tempo, todas as pessoas pobres ainda estão morrendo, os problemas nunca são resolvidos.”

** Foto da matéria: Tim Tronckoe / divulgação

1 comentário
  1. Caramba, parabéns ao Max por criticar o atual presidente, só espero que ele tenha feito isso com os outros também, com relação a destruir famílias, ele deveria ler mais a respeito do que está sendo feito com a população indígena. No mais, espero que continue cantando e inspirando como sempre.

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