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Primeiro frontman do Smile sentiu inveja do Queen e de Freddie Mercury


“Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia sobre o Queen, retratou os estágios inicias de formação da banda, quando ela ainda se chamava Smile e contava com Tim Staffell nos vocais e baixo. O músico fez parte do grupo até decidir sair para integrar outro projeto – e é a partir daí que Freddie Mercury e John Deacon entram na jogada.

Em entrevista ao Daily Express, Tim Staffell relembrou seus tempos de Smile e disse estar curtindo o sucesso de “Bohemian Rhapsody”. Ele confessou, ainda, que sentiu ciúmes do que a banda se tornou após sua saída. Staffell participou da trilha sonora do filme regravando a música “Doin’ Alright”. No longa-metragem, ele é interpretado pelo ator Jack Roth.

“Eu fiquei desesperadamente com inveja. O que posso dizer em minha defesa é que nunca fui um ciumento destrutivo. Mas, Deus, eu fiquei com inveja”, afirmou.

– Por que John Deacon, do Queen, está sumido há tanto tempo

Tim Staffell estudou com Brian May e, depois, cursou artes com Freddie Mercury. “Ele (Freddie) costumava dizer: ‘algum dia, serei uma super-estrela’. Todos respondiam: ‘sim, claro que você vai, Freddie’. Ele era um cara civilizado, não era rude. Nunca o vi falar mal de ninguém. O egoísmo de algumas pessoas é ofensivo, mas não era o caso de Freddie. Ele sempre foi amável. Não havia nada dessa avareza pela fama”, disse.

Embora tenha sentido inveja do Queen e de Freddie Mercury, Tim Staffell seguiu amigo dos integrantes da banda e chegou a participar de uma performance de reunião com o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, em 1992. May também já participou dos álbuns solo de Staffell e foi o responsável por convidá-lo para regravar “Doin’ Alright” para a trilha sonora do filme.

“Não sabia se ainda poderia cantá-la e tocá-la, mas acho que o garoto se saiu bem. Perguntaram se eu também gravaria o baixo e aquilo fez muito sentido. Disseram que seria usada para a trilha sonora e, desde então, estou curtindo isso”, disse.

Staffell, que saiu do Smile para entrar em uma banda de folk rock chamada Humpy Bong (e que durou apenas um ano), disse que queria uma vida mais “caseira”. “Fico feliz de não ter ido para a estrada, porque eu não conseguiria lidar com aquilo. O que eu queria era compor, gravar em estúdio e, talvez, fazer algum show estranho perto de casa”, concluiu.


Igor Miranda
Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Escreve sobre música desde 2007. Atualmente, é redator do Whiplash.Net, o maior site sobre rock e heavy metal do Brasil. Também é editor-chefe da revista e site Guitarload, para guitarristas, e redator do site Revista Cifras, a página editorial do portal Cifras.

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