Desde 2021, o Avenged Sevenfold mantém a tradição de lançar covers do Misfits para o Halloween, com Zacky Vengeance nos vocais. Na última quarta-feira (28), o guitarrista compartilhou uma versão de “Horror Business”, que causou polêmica por causa da arte de divulgação gerada por inteligência artificial.
O músico vinha recebendo acusações de utilizar IA em postagens da marca própria Vengeance University desde o ano passado. Mais recentemente, em abril, o mesmo aconteceu com uma imagem a respeito do seu álbum solo, “Dark Horse”. Na ocasião, o artista, que também cuida da parte visual do A7X, afirmou que realizou o design da publicação em questão.
Até que um fã, que costuma interagir bastante com o integrante e que posta com frequência desenhos de Vengeance, pontuou o uso da IA na capa de “Horror Business”. Zacky, então, defendeu o recurso, que, ao seu ver, “não representa o fim da criatividade humana”, e afirmou que a maioria dos designers com quem trabalhou “é preguiçosa e permitiu ser substituída por acomodação e ganância”:
“Na verdade, apoio totalmente a inteligência artificial. Embora goste de arte física e das pessoas talentosas que a criam (eu mesmo sou uma delas), também acho que a maioria dos designers com quem trabalhei nos últimos 20 anos é preguiçosa e permitiu ser substituída por acomodação e ganância. Prefiro meus prompts, a inteligência coletiva e a eficiência do futuro. É apenas minha opinião, mas abraço essa ideia. Além disso, isso definitivamente vai acabar com todos nós. Todo grande avanço tecnológico foi recebido com medo e resistência. Com a IA não é diferente. Ela não representa o fim da criatividade ou da engenhosidade humana, mas uma expansão do que é possível fazer. O problema não está na tecnologia em si, mas na maneira como as pessoas escolhem utilizá-la. Rejeitar a IA não vai impedir o progresso. Aprender a utilizá-la de maneira responsável ajudará a moldar o futuro. Esta mensagem foi criada com inteligência artificial. Boa noite.”
Em seguida, um portal dedicado ao saudoso baterista The Rev pontuou a estranheza da fala visto que o Avenged Sevenfold sempre colaborou com artistas de verdade ao longo da carreira. No caso, foram mencionados Wes Lang, responsável pelos desenhos do “Life is But a Dream…” (2023); Micah Montague, que criou a Deathbat; e Cam Rackam, que assinou artes envolvendo discos como “Nightmare” (2010) e “Hail to the King” (2013). Zacky rebateu:
“Você está certa, a inteligência artificial não pode substituir artistas como Wes, Cam e Micah, por quem tenho grande admiração e com quem mantenho amizades de longa data. No entanto, ela pode substituir qualquer pessoa que seja substituível.”
Depois, outra admiradora comentou que, diante da discussão, preferia ouvir o Avenged Sevenfold gerado por inteligência artificial, chamado “Artificial Sevenfold”, por considerar um absurdo que “esses músicos preguiçosos e gananciosos cobrem cachês milionários para fazer shows de uma hora e meia e ainda cobrem ingressos caríssimos”. Vengeance respondeu em tom irônico:
“Espero que você seja a maior fã deles.”
Por fim, o guitarrista trouxe a seguinte reflexão:
“Gritar ‘f*d@-se a IA’ enquanto aceita termos e condições que cedem todos os seus dados pessoais para serem usados por uma IA que oferece a você um algoritmo criado por IA, que então compartilha isso com outras pessoas que pensam da mesma forma por meio de IA, para que elas também possam gritar ‘fod@-se a IA’.”
Avenged Sevenfold atualmente
De surpresa, o Avenged Sevenfold lançou um EP inédito em julho. Intitulado “Statica”, o trabalhou reuniu quatro faixas chamadas “Statica”, “Rejoice”, “Ashes” e “Lights”. Durante a mais recente turnê pela América do Norte com o Good Charlotte, a banda apresentou as canções em um set de abertura, no qual não apareciam na frente do palco e tocavam atrás dos telões.
Atualmente, o grupo comemora os 10 anos do disco “The Stage” (2016). Novas versões do projeto em vinil chegarão em breve, segundo o vocalista M. Shadows. Em maio, os músicos revelaram que conseguiram os masters — as gravações originais que garantem controle comercial sobre as canções — do disco, de sua versão deluxe e da apresentação “Live at the Grammy Museum” (2017).
Por enquanto, o A7X tem somente um único show confirmado. Em março do ano que vem, os artistas voltam à América do Sul, como atração do festival colombiano Estereo Picnic.
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