Pouco antes do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil, Tom Morello publicou nas redes sociais uma imagem apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição. Agora, com a proximidade do segundo turno, o guitarrista do Rage Against the Machine voltou a pedir votos para o candidato do PT.
Em colaboração com Pitty, Tony Bellotto (guitarrista dos Titãs), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a historiadora e influenciadora Laura Sabino, o músico compartilhou um vídeo no Instagram com o seguinte apelo aos eleitores:
“Brasil, o mundo está de olho. Esta não é apenas uma eleição, é uma batalha de linha de frente contra o fascismo e a oligarquia. Quando você vota no Lula, você está votando pela dignidade da classe trabalhadora e enviando uma mensagem aos tiranos de todas as partes: que as pessoas não serão governadas pelo medo. Defenda seus direitos, defenda o meio ambiente, defenda seu futuro contra os fascistas, os exploradores e a elite corporativa. Vote em Lula e poder para o povo.”
Na seção de comentários da postagem, o perfil oficial de Lula destacou:
“Obrigado pelo apoio, companheiro Tom Morello! Defender a democracia é garantir voz e poder ao povo.”
Não é a primeira vez que o artista apresenta o posicionamento. Em 2022, também antes do segundo turno, Morello postou uma imagem com os dizeres “Lula é 13” e declarou na legenda: “Amanhã será um grande dia. Vamos provar que a humanidade é maior que o fascismo!”. No primeiro turno, ele divulgou outra foto de Lula, neste caso acompanhado do então candidato a governador Fernando Haddad, e afirmou: “O Brasil vê o que está acontecendo! Agora é a hora!”.
Tom Morello e a política
Para além da música, Tom Morello é conhecido por seu ativismo. Formado em ciência política pela Universidade de Harvard, o guitarrista do Rage Against the Machine sempre falou abertamente a respeito de suas opiniões políticas — orientadas ao socialismo — em seu trabalho, não só na mencionada banda, mas também em projetos como o Prophets of Rage e em carreira solo.
Em entrevista de 2018 ao Chicago Tribune, o guitarrista opinou a respeito das pessoas que, em especial, costumam dizer para ele que “música e política não se misturam”:
“Primeiramente, quando você pega uma guitarra, você não deixa de ter seus direitos. Em segundo lugar, quando as pessoas te dizem para ‘calar a boca e tocar guitarra’ ou reclamam de artistas que se manifestam, é só porque elas não concordam com o que você está dizendo. Não é nada complicado. Não há teste político para ouvir minha música, mas nunca vou comprometer o que quer que seja para satisfazer alguém que está desconfortável com as ideias que tenho no coração.”
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