Após mais de um ano, o Red Hot Chili Peppers retornou aos palcos em um show beneficente. Com o objetivo de arrecadar fundos para o Silverlake Conservatory of Music — uma escola de música sem fins lucrativos cofundada pelo baixista Flea —, a banda tocou no Hollywood Palladium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, no último sábado (17).
Com 11 canções, a performance surpreendeu ao resgatar faixas raras. Como publicado pelo Setlist.fm, o repertório incluiu quatro canções que já não apareciam há muito tempo nos repertórios ao vivo.
“Organic Anti-Beat Box Band” e “Blackeyed Blonde” foram tocadas pela primeira vez desde 2000. Já o guitarrista John Frusciante cantou “Will You Love Me Tomorrow?”, cover de Carole King, pela primeira vez desde 2007. “Nevermind”, por sua vez, voltou a ser executada pela primeira vez desde 1992.
Veja vídeos abaixo:
Conforme destacado pelo Consequence, o show aconteceu como parte de uma comemoração dos 25 anos da Silverlake Conservatory of Music. Também criada por Keith “Tree” Barry, a escola oferece educação musical e bolsas de estudo para músicos em formação em Los Angeles e atende mais de 900 alunos por semana. Além do Red Hot Chili Peppers, participaram do evento Dave Grohl (líder do Foo Fighters), o rapper Vince Staples e o comediante Marc Maron.
Foi a primeira apresentação do Red Hot Chili Peppers desde janeiro de 2025, quando subiram ao palco do FireAid Benefit Concert. O set completo trouxe:
- Intro Jam
- Can’t Stop
- Organic Anti-Beat Box Band
- Black Summer
- Blackeyed Blonde
- Whatchu Thinkin’
- Will You Love Me Tomorrow?
- Nevermind
- Hey
- Eddie
- Give It Away
Red Hot Chili Peppers atualmente
Após disponibilizar os discos “Unlimited Love” (2022) e “Return of the Dream Canteen” (2022) em um intervalo de poucos meses, o Red Hot Chili Peppers deu uma pausa quanto aos lançamentos. Até então sem realizar qualquer apresentação desde janeiro de 2025, a banda, agora, está finalmente focada em retomar o ritmo de gravações.
Ao canal do Detroit Tigers em julho, Chad Smith revelou que os músicos trabalhavam em algumas ideias e que entrariam oficialmente nas sessões de composição em setembro. Conforme transcrição do site Far Out Magazine, o baterista contou:
“Nós compomos música, temos ideias soltas por aí, mas, quando nos reunimos para escrever — o que vamos começar a fazer em setembro —, passamos seis ou oito meses compondo, e esse será o material que dará origem ao álbum.”
Geralmente, a banda opta por não resgatar material antigo e focar no momento em que vivem. Nas palavras do músico:
“Não trabalhamos com ideias de músicas de dois anos atrás ou com ‘aquele riff que nunca terminamos’. Tudo reflete quem somos naquele momento. É assim que fazemos nossos discos. E essa é uma das razões pelas quais eles continuam soando novos para nós, porque representam quem somos como banda e como pessoas naquele período da nossa vida.”
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