O Megadeth anunciou sua despedida dos palcos no ano passado e, desde então, tem excursionado pelo mundo. Segundo o líder Dave Mustaine, a turnê final deve durar “de três a cinco anos”, o que significa que ainda há muitos planos pela frente.
Em entrevista anterior ao Ibagenscast, o vocalista e guitarrista explicou que os shows atuais têm como objetivo divulgar o mais recente álbum homônimo e que “a parte de despedida da turnê” ainda não começou. Até mesmo por isso, o músico recentemente revelou outros destinos que podem entrar na agenda e quais convidados devem acompanhar o grupo.
Por enquanto, o Megadeth tem shows marcados na Nova Zelândia e na Austrália em novembro, no Japão em fevereiro e em países europeus entre março e abril — com Testament e Black Label Society como atrações de abertura.
Em nova entrevista ao programa Trunk Nation, Mustaine mencionou a possibilidade de incluir posteriormente a Índia e a África do Sul no itinerário. Conforme transcrição do site Blabbermouth, declarou:
“Daqui a algumas semanas, partiremos para a Nova Zelândia e, depois, seguiremos para a Austrália […]. Estamos avaliando voltar à Índia. Também há conversas sobre irmos à África do Sul, o que seria ótimo, porque esse é um dos lugares que ainda não visitei e que realmente quero conhecer.”
O músico também adiantou que, em uma próxima etapa, levará dois importantes nomes do Big 4 do thrash: o Anthrax, com quem já tinha dividido o palco neste ano no Canadá e na turnê com o Iron Maiden, e Kerry King, guitarrista do Slayer.
“As turnês são intensas e decidimos levar muitos dos nossos amigos conosco. O Anthrax e Kerry King vão nos acompanhar na próxima etapa. Também vamos sair em turnê pela Europa com o Black Label Society e o Testament, o que será ótimo. Adoro as duas bandas. E tem muito mais. Muito, muito mais.”
Vale ressaltar que Mustaine já levantou a ideia do Megadeth voltar à América do Sul, onde tocou entre abril e maio, com um show único no Brasil no Espaço Unimed, em São Paulo. Conversando com a Rádio Rock, o frontman comentou:
“O show no Brasil foi o primeiro a esgotar na América do Sul. Isso mostra o quanto a base de fãs no Brasil é fiel. E nós simplesmente adoramos isso. Se tudo acontecer como estou esperando, vamos conseguir voltar e tocar no Brasil mais uma vez antes do fim.”
O futuro do Megadeth
Em janeiro, o Megadeth lançou seu 17º e último álbum. Homônimo, o disco marcou a despedida da banda, segundo o líder Dave Mustaine, devido aos problemas de saúde enfrentados pelo músico, perceptíveis durante as gravações.
Ainda assim, o próprio não descarta a ideia de disponibilizar mais músicas no futuro. Como compartilhado pelo Blabbermouth, o vocalista e guitarrista comentou o tema durante evento no Grammy Museum, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
De acordo com Mustaine, todas as vezes em que os integrantes entraram em estúdio, tiveram novas ideias no meio do caminho. Por consequência, várias canções acabaram inutilizadas ou sobraram das sessões:
“Sempre entramos no estúdio com as músicas preparadas, mas, se você é compositor, vai continuar compondo. Quando está no estúdio fazendo um disco, não é fácil simplesmente desligar a criatividade, sabe? Estamos ouvindo uma faixa e uma nova ideia surge. Então eu digo, ou os caras dizem: ‘avança até o final, vai direto para o final da música’, e colocamos a nova ideia ali. Quando o disco está pronto, voltamos a essas partes que foram deixadas no final das faixas para ver o que podemos fazer com elas. Então, em algum momento, vamos revisitar o disco, ver todas essas músicas pela metade que ficaram de fora e descobrir o que temos. Talvez acabemos encontrando algumas músicas novas que sobraram das sessões.”
Diante do cenário, o artista levantou a possibilidade dos membros voltarem ao material inacabado e ver se é possível aproveitá-lo. Isso não muda, porém, o fato de que segue lidado com a Contratura de Dupuytren na mão esquerda, doença em que as fibras musculares ficam “travadas”:
“Podemos voltar para esses trechos para ver se há alguma coisa que possa ser aproveitada, porque, p*rr@, se tiver, por exemplo, metade de ‘Holy Wars’ e metade de ‘Black Friday’ ali, vou lançar. Mas, quanto à minha situação no estúdio, aquele caroço no meio da minha mão está piorando e, em algum momento, isso vai me impedir de continuar. Quando esse momento chegar, vou fazer a cirurgia e, ou vai dar certo, ou não vai. E, se não der, tive uma p*rr@ de uma ótima trajetória.”
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