O Iron Maiden continua excursionando com a turnê “Run for Your Lives”. Durante a primeira apresentação da etapa norte-americana, em Ontário, Toronto, no Canadá, no sábado (29), Bruce Dickinson aproveitou a performance para realizar uma sutil provocação ao governo de Donald Trump.
Na última quinta-feira (27), saiu a notícia de que o presidente americano havia assinado um decreto para mudar o nome do Lago Ontário, que está localizado entre os Estados Unidos e o território canadense, para Lago América. Sobretudo, a decisão veio devido à crise diplomática e tarifária entre os dois países.
O fato não passou despercebido pelo vocalista da Donzela de Ferro, que resolveu comentá-lo. Conforme transcrição do Blabbermouth, o cantor disse à plateia:
“Olá, Canadá. Meu Deus. Foi traumático. Nós chegamos aqui. Atravessamos o Lago Ontário.”
Veja o momento abaixo ou clicando aqui:
Vale mencionar que, ao acessarem o Google Maps, usuários dos EUA já veem o local com o nome escolhido por Trump, enquanto que internautas de outros países dispõem das duas denominações. Por sua vez, Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, destacou que continuará chamando o lago da mesma forma “antes, agora e sempre”.
Bruce Dickinson e as opiniões sobre Donald Trump
Conversando com a Forbes em 2021, Bruce Dickinson foi perguntado se o clipe em animação de “The Writing on the Wall”, do Iron Maiden, fazia uma referência a Donald Trump. Em determinada cena, há uma bandeira americana de cabeça para baixo tremulando em um veículo com um político de aparência semelhante.
À época, o cantor apenas respondeu:
“Não precisa ser o Trump. É uma espécie de metáfora genérica. Se fosse especificamente o Trump, seria fácil demais.”
Anos mais tarde, à IstoÉ, o vocalista opinou a respeito da ascensão de líderes autoritários nos Estados Unidos e em outros países. Sem citar Trump diretamente, o artista explicou:
“A ascensão de líderes autoritários ocorre onde há democracia, mas eles não estão obrigando ninguém a votar. As pessoas estão fazendo isso porque querem. Elas se sentem sub-representadas, acham que há uma elite que faz o que tem vontade e quer que os outros aceitem. Há certa verdade nisso, porque se você olhar para os dois lados da equação, vai ver que, embora o lado autoritário não seja muito atraente, muitas vezes o outro lado também não é. Há uma falha no sistema político […]. Não apoio a intolerância. Todos deveriam ter o direito de progredir, não importa a cor, o gênero ou qualquer outra característica. Deixem as pessoas viverem suas vidas, desde que ninguém esteja prejudicando os outros.”
Iron Maiden no Brasil
O Iron Maiden celebra seus 50 anos com a turnê “Run for Your Lives”, que teve início em 2025. Nela, o grupo só toca músicas do período entre o álbum homônimo de estreia, de 1980 e “Fear of the Dark” (1992) – com exceção do quase sempre ignorado “No Prayer for the Dying” (1990).
O show é marcado pelos telões de led que reproduzem animações em toda a extensão do palco, de acordo com a música, bem como pela estreia Simon Dawson (British Lion) na bateria, ocupando a vaga deixada por Nicko McBrain no final de 2024.
A turnê “Run for Your Lives” tem passagem garantida pelo Brasil. Com Alter Bridge na abertura, a banda toca no Nubank Parque, em São Paulo, nos dias 25 e 27 de outubro, e na Arena da Baixada, em Curitiba, no dia 28 de outubro.
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