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A saída de Alissa White-Gluz do Arch Enemy, comentada por Daniel Erlandsson

Baterista afirma que rompimento não foi surpresa para banda e diz que não há motivos para divisão entre fãs do grupo e da cantora

Em novembro de 2025, o mundo foi surpreendido pelo anúncio da saída de Alissa White-Gluz do Arch Enemy. A vocalista substituiu Angela Gossow e esteve à frente da banda por mais de 10 anos, deixando quatro álbuns de estúdio gravados. Com um histórico desses, a separação não deve ter sido das mais fáceis.

O baterista Daniel Erlandsson foi entrevistado pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil e falou sobre a saída de Alissa. O músico afirmou que o acontecimento não foi exatamente uma surpresa para a banda e que já havia indícios de que isso poderia se concretizar.

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Ele disse:

“É meio difícil dizer. Era algo que você sentia que estava caminhando para um certo ponto. Tudo estava caminhando para um certo ponto. Quando finalmente aconteceu, não foi uma surpresa.”

A razão para a separação, no entanto, permanece nebulosa. Logo após deixar o Arch Enemy, Alissa White-Gluz lançou um single solo, “The Room Where She Died”, e pretende seguir dessa forma. Erlandsson cita a decisão da cantora em sua nova empreitada, mas também não é claro sobre os motivos da saída:

“A história oficial é que ela saiu para seguir carreira solo, como ela mesma disse. Então, agora acho que ela formou a própria banda. Tivemos um relacionamento muito longo e duradouro, que chegou ao fim naturalmente. Foi bom e funcionou muito bem até que deixou de funcionar. E é tudo o que posso dizer sobre isso. Mas sinto que alguns fãs acham isso difícil de aceitar.”

O baterista, no entanto, tranquiliza os fãs que se sentirem divididos:

“Eu sei como é quando seu cantor favorito sai da banda, mas não há motivo para não gostar dos dois lados. Você ainda pode ser fã do Arch Enemy e da Alissa se esse for o caso, então acho que tudo vai acabar bem para todos.”

Do outro lado da moeda

Alissa White-GLuz falou à Metal Hammer, em entrevista compartilhada pelo Blabbermouth, sobre o rompimento com o Arch Enemy, que classificou como “difícil”. Ainda sem entrar em detalhes quanto às razões, a artista explicou:

“Foi definitivamente difícil, mas mudanças são sempre uma mistura intensa de medo e empolgação. Quando você passa tantos anos fazendo parte de uma coisa, isso vira uma parte enorme da sua vida e da sua identidade. Então, fazer o anúncio [da saída] não foi algo que levei na brincadeira. Dediquei uma quantidade enorme da minha energia criativa à banda por mais da metade da minha carreira.”

Para Alissa, “ir direto ao ponto” era a melhor maneira de comunicar a situação. Justamente por isso, o aviso foi feito apenas com uma curta nota nas redes sociais, o que, ao seu ver, trouxe muita empatia do público:

“Eu senti uma responsabilidade genuína de conduzir esse anúncio com respeito aos fãs, à música e a mim mesma. Ir direto ao ponto pareceu a única maneira de honrar meu passado e, ao mesmo tempo, avançar com confiança para o que vem a seguir. As respostas dos fãs e de colegas da indústria, sinceramente, me deixaram impressionada. Me mostraram tanto carinho, incentivo e apoio genuíno — mais do que nunca — e isso foi extremamente energizante. O que mais me marcou foi a forma como as pessoas se conectaram tão fortemente com a ideia do meu crescimento e da minha evolução. Isso me fez sentir profundamente grata e também muito motivada.”

Enquanto Alissa White-Gluz prepara sua carreira solo, com a colaboração das guitarristas Alyssa Day e Dani Sophia, o Arch Enemy também segue em frente. A banda recentemente anunciou Lauren Hart como sua nova vocalista e divulgou o single “To The Last Breath”.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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