A música mais subestimada do Black Sabbath, segundo Geezer Butler

Baixista escolheu faixa do álbum "Paranoid" (1970) devido à letra e à bateria, descrita como totalmente diferente do que qualquer outra pessoa estava fazendo"

Em meio aos seus 19 álbuns de estúdio, o Black Sabbath coleciona uma série de hits. Ao mesmo tempo, há composições da banda que não receberam um reconhecimento semelhante do público. Para Geezer Butler, uma canção específica do disco Paranoid (1970) é a mais subestimada de toda a discografia. 

Durante entrevista ao site Songfacts (via Ultimate Guitar), o baixista respondeu qual é a música “mais injustiçada” do grupo em sua opinião: “Hand of Doom”. Ao escolhê-la, elegeu a bateria de Bill Ward e sua própria letra como diferenciais.

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Ele explicou:

“Talvez ‘Hand of Doom’. Eu gosto de toda bateria do Bill. É totalmente diferente do que qualquer outra pessoa estava fazendo. Para a letra, me inspirei nos soldados voltando da Guerra do Vietnã.”

Em seguida, detalhou a inspiração por trás da letra, que abordou o vício em heroína dos soldados americanos durante a Guerra do Vietnã, ocorrida entre 1959 e 1975:

“Tocamos em uma base do exército americano na Alemanha. Era meio que uma casa onde os soldados ficavam quando estavam voltando do Vietnã, para que pudessem pensar sobre a vida familiar e a vida comum que teriam quando realmente retornassem para a América. Eles me contavam histórias horrendas sobre ficarem presos na lama no Vietnã e o uso de heroína. Claro, eles não contaram isso nos noticiários. Então só pensei em escrever a respeito.”

Por fim, o músico também mencionou as composições de que mais sente orgulho. Novamente, canções do “Paranoid” apareceram entre as listadas, além de faixas do Vol. 4 (1972) e Sabbath Bloody Sabbath (1973)

“Eu gosto de ‘Sabbath Bloody Sabbath’, ‘Paranoid’… realmente gosto de ‘War Pigs’. Também gosto de ‘A National Acrobat’. Bem, pelo menos a primeira parte. E ‘Supernaut’.”

Black Sabbath e “Hand of Doom”

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“Hand of Doom” lida com a doença que seria chamada posteriormente de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Diversos soldados americanos voltavam da Guerra do Vietnã viciados em heroína e outras drogas com o intuito de lidar com o problema. O Black Sabbath viu isso de perto quando fez shows para duas bases do Exército americano.

Como mencionado, a faixa integra o álbum “Paranoid”. Originalmente intitulado “War Pigs”, o disco, segundo da carreira do Black Sabbath, se tornou o mais vendido da carreira do grupo, superando 12 milhões de cópias comercializadas. Chegou ao topo da parada britânica, feito que a banda repetiria apenas 43 anos mais tarde, com “13”.

Sobre Geezer Butler

Terence Michael Joseph Butler nasceu em Aston, Inglaterra. Ganhou seu apelido aos oito anos de idade, por se referir a todos os amigos como geezer (velhote). Desde a infância, adotou uma dieta vegetariana, se tornando vegano com o passar da vida. É um ativista pelas causas animais, tendo colaborado com a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) em várias campanhas.

Muito influenciado pelos textos de Aleister Crowley, Butler foi o principal letrista do Black Sabbath nos anos da formação original. Entre idas e vindas, também integrou a banda solo de Ozzy Osbourne duas vezes. Entrou em 1989 para a turnê de “No Rest for the Wicked”, ficou até 1991 e retornou em 1995, quando gravou o álbum “Ozzmosis”.

Teve um projeto solo que variou de nome, começando como Geezer Butler Band e passando por Geezer até chegar em G/Z/R. A sonoridade também se alterou com o passar dos anos, agregando influências contemporâneas. Ainda participou recentemente do supergrupo Deadland Ritual, com membros atuais e antigos do Guns N’ Roses, Scars on Broadway e de Billy Idol.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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