As 8 melhores músicas do Deep Purple, segundo Ian Paice

Único membro a ter participado de todas as formações da banda, baterista escolheu apenas canções com Ian Gillan nos vocais

O baterista Ian Paice integrou todas as encarnações do Deep Purple. Até o início do século, dividia a honra com o tecladista Jon Lord. Após o amigo se retirar para realizar alguns projetos antes de morrer, vitimado por um câncer, se tornou o responsável por servir como elo entre as eras.

Ainda assim, na hora de mencionar suas oito músicas preferidas entre as gravadas pelo grupo, parece ter estabelecido um critério proposital. À Classic Rock, o instrumentista mencionou apenas canções registradas com Ian Gillan nos vocais.

- Advertisement -

Não chega a surpreender quem lembra a “torta de climão” no Rock and Roll Hall of Fame em 2016 – com direito a ex-integrantes alegarem que foram barrados da festa pelos empresários do grupo ou destratados durante o evento. Mas não deixa de ser curioso.

Veja a seguir.

As melhores músicas do Deep Purple, segundo Ian Paice

Highway Star (do álbum Machine Head, 1972): “Ao contrário de como começou no estúdio, ‘Highway Star’ se tornou um monstro no palco. E ainda é um monstro. É quase como um modelo de como deveria ser uma banda de hard rock tocando uma música de rock’n’roll. Foi muito bem tocada no disco ‘Machine Head’, os solos de Jon e Ritchie são incrivelmente interessantes. A sensação da coisa toda é tão certa.”

Space Truckin’ (de Machine Head, 1972): “Aconteceu quando tentamos fazer com que Ritchie tocasse uma música de Chuck Berry. Ele simplesmente não conseguia. Finalmente, sob muita pressão, comprometeu-se a tocar quatro compassos, o que gerou um som realmente pesado e muito bom. Então, tentamos algo um pouco diferente para nós. Entrei e fiz um overdub no meio. Funcionou muito bem. Não havia razão para estar ali, exceto que era uma boa ideia e soava bem. Ainda estou orgulhoso daquela bateria até hoje.”

Leia também:  As atrações funk no único dia rock do Rock in Rio 2024

Smoke On The Water (de Machine Head, 1972): “Obviamente tive que incluir esta, devido ao seu sucesso fenomenal. É um pouco mais difícil tocar ao vivo do que as pessoas imaginam. Se você errar, fica complicado voltar no tempo. Eu digo aos bateristas: ‘Deveria ter um pequeno salto, mas não é bem um embaralhamento. Deve haver um pulso para movê-lo. Se você fizer isso, funciona’.”

Rat Bat Blue (de Who Do We Think We Are!, 1973): “Essa é ótima. Don Airey me disse que se você ouvir, mesmo dentro do movimento da música, ela termina exatamente como começou. Fica onde deveria estar. Ouça o solo de teclado incrivelmente rápido e de dupla velocidade tocado por Jon. Não havia necessidade real de que estivesse lá, mas nós adoramos.”

Silver Tongue (de Bananas, 2005): “Ritmicamente, é uma ótima peça musical com uma melodia excepcional. Temos algumas dessas músicas de estilo semelhante em discos diferentes, onde a estrela é o feeling. É de lá que venho, de qualquer maneira.”

Ted The Mechanic (de Purpendicular, 1996): “Uma música muito boa e importante. [Foi a faixa de abertura do primeiro álbum da banda com Steve Morse na guitarra.] Tem uma sensação muito rítmica, aquele shuffle de ritmo duplo que acho bastante fácil de tocar, mas com o qual muitos bateristas têm dificuldade. Por outro lado, há coisas que considero difíceis e que outras pessoas podem fazer com facilidade. Foi boa para tocar no palco também.”

Any Fule Kno That (de Abandon, 1998): “Isso foi um pouco incomum para nós, com um dos títulos estranhos de Gillan. Ele também trouxe uma vibração falada aos versos, que algumas pessoas viram como uma tentativa de rap. Parecia certo. Quando ouvi pela primeira vez o que ele fez na música achei maravilhosamente criativo.”

Leia também:  Show reunindo Augusto Licks e Carlos Maltz vai a Curitiba

No Need To Shout (de Whoosh!, 2020): “Essa música é muito boa. Como álbum, ‘Whoosh!’ se completa muito bem como uma entidade. Para mim, como baterista, não havia muito o que fazer, apenas manter as coisas firmes e sustentar o que os outros faziam. Muito simples, mas espero que tenha sido eficaz.”

Sobre Ian Paice

Nascido em Nottingham, Inglaterra, Ian Anderson Paice é o único membro a ter participado de todas as formações do Deep Purple até hoje. Após o breve projeto Paice Ashton & Lord, também integrou o Whitesnake entre 1979 e 1982, tendo gravado 3 álbuns de estúdio e 1 ao vivo.

A seguir, se juntou ao guitarrista irlandês Gary Moore, tendo participado de 2 trabalhos de estúdio e mais um par de ao vivos. Ainda gravou e excursionou com nomes como Paul McCartney, Velvet Underground, Johnny Winter, Jim Capaldi e William Shatner, entre vários outros.

Em 2016, sofreu um ataque isquêmico transitório. Após algumas semanas, se recuperou e conseguiu voltar a tocar. Atualmente tem 75 anos.

Deep Purple e “=1”

“=1”, vigésimo terceiro álbum de estúdio do Deep Purple, sai no próximo dia 19 de julho. Chegando pela gravadora earMUSIC, o disco é o primeiro em três décadas a não contar com o guitarrista Steve Morse, substituído por Simon McBride.

O sucessor do trabalho de covers “Turning to Crime” (2021) conta novamente com a produção de Bob Ezrin (Alice Cooper, Pink Floyd, Kiss), em uma parceria que agora chega a seu quinto disco. Confira detalhes completos clicando aqui.

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.

ESCOLHAS DO EDITOR
InícioListasAs 8 melhores músicas do Deep Purple, segundo Ian Paice
João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Últimas notícias

Curiosidades