Bring Me the Horizon diz em música que matará Jesus de novo “se ele voltar”

Com participação de membros do Underoath, faixa faz parte de “Post Human: NeX GEn”, novo álbum da banda

Nesta sexta-feira (24), com aviso prévio de poucas horas, o Bring Me the Horizon disponibilizou seu novo álbum, “Post Human: NeX GEn”. O trabalho conta com 16 faixas em seu tracklist, sendo que 6 delas já eram conhecidas do público e foram liberadas anteriormente.

Uma das inéditas é “a bulleT w- my namE On”. Ela conta com participações de Aaron Gillespie e Spencer Chamberlain, do Underoath. Conforme observado pelo Loudwire, no momento específico de um breakdown, o último mencionado canta: “E se Jesus Cristo retornar, mataremos o ****** de novo”.

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A frase – “And if Jesus Christ returns, we’ll just kill the f*ck*r twice” no original – já havia sido explorada pela banda em um flyer da recente turnê australiana. À época, alguns fãs reagiram online, mencionando desrespeito. Confira a repercussão clicando aqui.

Há de se ressaltar que composições do grupo já traziam críticas a falsas promessas de salvação como uma das temáticas. O assunto é abordado em “Amen!” e “Kool-Aid”, que utilizam de um conceito criado pelos artistas, no qual o pano de fundo é uma igreja/culto fictício chamado Genxsis.

O lyric vídeo oficial pode ser conferido no player abaixo.

Underoath a banda “ex-cristã”

Também é curioso destacar que o Underoath surgiu como uma banda com temática cristã, abandonando a fé a partir de 2018, quando disponibilizou o álbum “Erase Me”. À época, Chamberlain justificou a decisão, conforme o Loudwire:

“Colocar uma religião em uma banda é injusto. Somos seis indivíduos. E se alguém decidir seguir um caminho diferente? E se alguém tiver dúvidas? E se alguém simplesmente deixar de se sentir bem com as crenças? Não acho que a religião deva estar na música. Eu realmente não me importo com o que Maynard [James Keenan, vocalista do Tool, A Perfect Circle e Psucifer] acredita, o importante é que a música dele é ótima.”

O cantor ainda ressaltou que nunca se sentiu completamente identificado com as pessoas que estavam ao seu redor.

“A comunidade cristã tem algumas das pessoas mais cruéis e alienantes com quem já trabalhamos, especialmente na indústria musical. De 2006 em diante, quando soube que tinha problemas com drogas, nunca me ajudaram. As reações foram tipo: ‘vamos crucificar esse cara, vejam como ele é um exemplo terrível de cristão’. Nenhuma pessoa se ofereceu para me socorrer.”

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Bring Me the Horizon, Oliver Sykes e religião

Vale lembrar que o próprio BMTH já teve músicas com referências bíblicas, como “Can You Feel My Heart”, do álbum “Sempiternal” (2013) e “Throne”, de “That’s the Spirit”, (2015). Ainda assim, na maior parte do tempo, as referências foram críticas, vide “Crooked Young”, “The House of Wolves”, “Mantra”, “Dear Diary” e inúmeras outras.

Ao longo dos anos, o vocalista Oliver Sykes também falou abertamente sobre seu ateísmo. Em 2013, ele destacou para o site Artist Direct:

“Eu não acredito em Deus. Me pediram para acreditar nele quando estava em um lugar ruim. Eu não conseguia entender por que eu precisava de um deus ou, na minha opinião, de algo que não existe. As pessoas não deveriam precisar disso para si mesmas, suas famílias e seus amigos.”

Ainda, desabafou no Instagram no mesmo ano:

“É hora de parar de ignorar a verdade pura e simplesmente abolir a religião organizada. Todos nós sabemos o que é certo e o que é errado – sentimos isso em nossas mentes e em nossos corações. Não precisamos de um escravo homofóbico racista que acredita no Papai Noel para nos dizer como agir. A Bíblia aprova o tráfico de seres humanos, a limpeza étnica, a escravidão, a venda de mulheres e os massacres indiscriminados. Acreditar em Deus não te torna uma boa pessoa.”

No entanto, apesar de continuar com a postura cética, o próprio vem mudando sua perspectiva. Conversando com o The Sun em 2021, o artista, que é casado com a modelo e cantora brasileira Alissa Salls, revelou que passou um tempo ao lado da esposa em um ashram [local para procurar a paz] com monges e, diante da experiência, abriu a mente para certas crenças:

“Tenho um problema com o sistema organizado de religião, com a forma como isso divide as pessoas. Mas agora, em um nível espiritual, acho que é realmente importante acreditar em algo maior do que você mesmo.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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