Por que o Dire Straits não voltará, segundo Mark Knopfler

Músico ressaltou carinho pelos trabalhos realizados ao lado da antiga banda, mas explicou razões para não retornar com banda que o tornou famoso

O Dire Straits encerrou oficialmente suas atividades em 1995. Mesmo assim, a antiga banda continua recebendo propostas, envolvendo muito dinheiro, para um retorno. No entanto, se depender apenas do eterno líder Mark Knopfler, uma reunião não deve acontecer.

Durante participação no programa BBC Breakfast (via Guitar.com), o guitarrista de 74 anos abordou o assunto. Primeiro, ele afirmou que, no momento, está feliz e realizado com sua carreira solo e com seu próprio estúdio — British Grove Studios, localizado em Londres, na Inglaterra.

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Não só isso. Knopfler acredita que, devido às recentes conquistas, evoluiu como profissional. Sendo assim, quer continuar mantendo o mesmo foco. Ele declarou:

“Não acho que vai rolar (a volta do Dire Straits) por uma série de motivos. Um deles é que construí meu próprio estúdio, que eu realmente amo e que me trouxe coisas boas. E isso me deu a chance de realmente ir mais longe. Neste último álbum, ‘One Deep River’, eu fiz muitas músicas…” 

Em seguida, o artista reconheceu a importância do Dire Straits e mostrou orgulho pelo trabalho realizado junto aos antigos colegas. Mas, de qualquer forma, entende que, artisticamente, queria seguir outras direções quando o grupo encerrou as atividades. 

“Eu amo Dire Straits e amo tudo que fizemos, mas eu queria ir além, trabalhar com músicos diferentes e ter uma formação maior. Quando a banda estava em seu fim, eu provavelmente teria colocado seis ou sete membros. Seria maior do que o pequeno quarteto reduzido que tínhamos.”

Por fim, destacou que a magnitude do Dire Straits havia chegado ao limite do que conseguia tolerar. Eledisse:

“Eu me diverti muito enquanto durou, até que a banda ficou tão grande que eu não sabia o nome de todos os roadies. Ficava cada vez maior. Ficou tão grande que estávamos realmente pulando etapas. [Encerrar] é o que você precisa fazer quando chega a um determinado nível.”

Mark Knopfler, ex-vocalista e guitarrista do Dire Straits, em 2019 (foto: Ben Houdijk / Depositphotos)

Mark Knopfler e Dire Straits

Desde 1996, Mark Knnopfler se dedica somente à carreira solo, além de assinar trilhas de filmes. Ao que tudo indica, um reencontro com o Dire Straits parece cada vez mais uma fantasia na cabeça dos fãs.

Nem mesmo quando a banda foi indicada ao Rock and Roll Hall of Fame, em 2018, o vocalista e guitarrista compareceu à cerimônia com os antigos colegas – o que fez com que até o tradicional número musical deixasse de acontecer.

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Em uma entrevista de 2008 à BBC News (resgatada pelo Karkpost), o frontman revelou até ter conversado com o baixisya John Illsley, seu companheiro mais longevo no grupo.

“Ele estava muito disposto a nos reunirmos. Mas, honestamente, não sei se estou disposto a passar por tudo aquilo de novo.”

O único motivo que mudaria o panorama seria filantrópico.

“Só faria isso por caridade. Sou grato por tudo que tivemos e me diverti muito. Mas sou muito feliz por como as coisas estão hoje.”

O músico recentemente

Mark Knopfler lança seu novo álbum solo dia 12 de abril, via Blue Note Records. “One Deep River” conta com 12 faixas em seu tracklist convencional. Ainda haverá um box-set com músicas extras exclusivas nos formatos de LP e CD – ambos integrantes da mesma caixa.

O trabalho interrompe um hiato de 6 anos desde o mais recente disco de inéditas do eterno líder do Dire Straits. Disponibilizado em novembro de 2018, “Down the Road Wherever” chegou ao top 20 em 23 paradas nacionais, com destaques para o 1º lugar na Suíça e Noruega, além do 15º nos Estados Unidos e 17º no Reino Unido.

As gravações aconteceram em Londres, Inglaterra, no British Grove Studios. Mais uma vez, Mark trabalhou com o produtor e multi-instrumentista Guy Fletcher, que participou dos últimos anos do Dire Straits, além de ter integrado o Roxy Music e a banda solo de Bryan Ferry.

No mês passado, também recriou sua faixa instrumental Going Home: Theme of the Local Hero, lançada em 1983, com a participação de mais de 60 músicos – numa espécie de “We Are the World” da guitarra. 

Bruce Springsteen, Tom Morello (Rage Against the Machine), David Gilmour (Pink Floyd), Slash (Guns N’ Roses), Eric Clapton, Steve Vai, Ronnie Wood (Rolling Stones), Pete Townshend (The Who) e Brian May (Queen) estão entre os convidados, apelidados de “Guitar Heroes”. Todo o dinheiro arrecadado com a música será destinado às organizações beneficentes Teenage Cancer Trust e Teen Cancer America, voltadas aos adolescentes com câncer.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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