Bootlegs do Van Halen são ainda melhores do que álbuns, diz Max Cavalera

Única passagem da banda pelo Brasil, ocorrida em 1983, foi decisiva para a formação do Sepultura

Em toda a sua história, o Van Halen veio apenas uma vez ao Brasil. A passagem aconteceu no início do ano de 1983, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre – três em cada cidade. Posteriormente, as atividades da banda incluíram poucas visitas a outros continentes e concentração quase total na América do Norte – muito se atribui ao fato de que Eddie Van Halen não era um grande fã de viagens longas.

À época, os irmãos Cavalera moravam em Belo Horizonte. A turnê teve cobertura pela mídia nacional, com direito a um registro profissional feito pela Rede Bandeirantes, que levou o espetáculo a todo o país.

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Foi a partir de então que Max Cavalera se tornou um obcecado em colecionar material do grupo. Mas não apenas os oficiais. Os bootlegs – registros piratas de concertos – eram ainda mais interessantes.

Disse o músico à revista Guitar World:

“Sou um grande fã do Van Halen. Eles foram ao Brasil por volta de meados dos anos 80, nos primeiros dias do Sepultura ou talvez um pouco antes. Fiquei obcecado em comprar fitas cassete de bootlegs ao vivo deles. Gostei ainda mais do que dos discos, porque me proporcionavam uma experiência diferente. Adorava os álbuns, é claro, mas dava para sentir a banda nesses bootlegs, mesmo que fossem gravações realmente ruins. Alguns eram da mesa de som, mas muitos deles eram pessoas na multidão segurando um toca-fitas; não havia telefones ou internet naquela época.”

A coleção adquiriu proporções consideráveis. E justamente o guitarrista era o foco principal do interesse.

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“Eu tinha uma coleção bem grande, talvez cerca de 40 fitas, além de um álbum cheio de fotos da banda. Você poderia dizer que eu estava obcecado, eles foram minha primeira paixão musical! Infelizmente perdi o show, era muito jovem e minha mãe não me deixava ir. Fiquei muito chateado com isso. Mas minha obsessão continua até hoje. Eddie é uma das forças criativas mais fascinantes de todos os tempos.”

O encontro com Wolfgang Van Halen

Ano passado, Max pôde encontrar Wolfgang, filho de Eddie. O momento aconteceu em Portugal, durante o festival Evil Live, em Lisboa.

“Conversei com seu filho Wolfgang e disse a o que Eddie significava para mim. Ele não tinha ideia! Nunca colocou a mim e minha música perto do que seu pai estava fazendo. Era um cara muito legal e assistiu todo o show do Soulfly do lado do palco.”

Sobre Max Cavalera

Massimiliano Antonio Cavalera nasceu em Belo Horizonte. Com seu irmão, Igor, formou o Sepultura, banda de heavy metal mais bem-sucedida da história do Brasil. Saiu em 1996, após séria crise interna.

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Atualmente, toca guitarra e canta no Cavalera Conspiracy, Soulfly, Go Ahead and Die e Killer Be Killed, além de fazer shows com o irmão relembrando o repertório do antigo grupo. Também teve o projeto Nailbomb, em parceria com Alex Newport.

Participou de discos do Probot, Five Finger Death Punch, Deftones, Apocalyptica e Body Count, entre outros. No filme “O Rei Escorpião” (2002), registrou os gritos guturais do ator Dwayne Johnson.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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