Por que Tim Commerford (Rage Against the Machine) sente vergonha de ser americano

Mesmo com o (terceiro) fim da banda, baixista continua se dizendo um obcecado por política

O posicionamento político dos membros do Rage Against the Machine não é segredo para ninguém – ou ao menos não deveria ser, já que muita gente ainda se surpreende. O baixista Tim Commerford segue tais ideologias, chegando ao ponto de dizer que sente vergonha de sua nacionalidade.

Commerford deu uma entrevista para a Rolling Stone, onde fala sobre o 7D7D, sua nova banda após o novo encerramento das atividades do Rage Against the Machine. O baixista, que se diz “obcecado” com política, explicou o motivo principal que o faz lamentar que tenha nascido nos Estados Unidos.

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Ele disse:

“Os Estados Unidos da América têm mais de mil bases militares no mundo. A Rússia e a China têm uma cada. Nós estamos tentando dominar o mundo e estamos fazendo isso bombardeando pessoas em nome da paz. Quando eu ligo a TV e vejo a quantidade de guerras acontecendo agora, sinto vergonha de ser americano.”

A situação, em sua opinião, não melhorou com a eleição de Joe Biden para presidente, em 2020. Questionado se prefere o atual chefe do Executivo nacional ou Donald Trump, ele respondeu:

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“Nunca votei para presidente. Eu costumava ter vergonha disso, mas nunca houve um presidente que eu dissesse: ‘p#ta merda!’. É uma pena que isso não importe de qualquer maneira, porque se eu moro na Califórnia, meu voto vai para Biden. Por mais que eu odeie Donald Trump e o que ele representa — e as coisas racistas e machistas me deem vontade de vomitar —, sinto ódio igual por Joe Biden e pelas guerras. Qualquer um que o apoie, para mim, está endossando o complexo militar-industrial.”

Tim Commerford e o 7D7D

A TV que faz Commerford sentir vergonha dos Estados Unidos funciona através de energia solar, assim como toda sua casa, em um local retirado na Califórnia. Desde que o Rage Against the Machine acabou pela terceira vez, no fim de 2022, o baixista se isolou e tem trabalhado nas novas músicas do 7D7D.

O trio é formado por ele, pelo baterista Mathias Wakrat, com quem ele tocou na banda de hardcore que leva o sobrenome do músico, e pelo guitarrista Jonny Polonsky, com quem Tim mantém amizade desde os tempos de Audioslave. O grupo tem lançado singles desde o final de 2022 e há material suficiente para um álbum, que está sendo planejado.

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Se o Rage Against the Machine foi marcado por pouca atividade, tanto em estúdio quanto ao vivo, Commerford deseja que o 7D7D seja o oposto. Ele também quer ser não apenas “o cara do RATM”.

O baixista acabou de se tratar de um câncer de próstata e parece mais interessado em aproveitar a vida na estrada do que seus antigos colegas. Ele diz:

“Eu quero tocar até na p#rra da pista de boliche. Quero tocar em cafés. Quero sair por aí, fazer isso e não ser o cara do Rage o máximo que eu puder.”

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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