Slayer pode voltar à ativa? Kerry King responde

Apesar de não ser contrário à ideia, guitarrista não acredita que ela se concretizará algum dia

O último show do Slayer aconteceu no dia 30 de novembro de 2019 no The Forum, em Los Angeles, Estados Unidos. Como os fãs de rock e metal já são “anestesiados” com a ideia de uma turnê de despedida não representar realmente o fim, muitos ainda esperam que a banda se reúna em algum momento.

Porém, o guitarrista Kerry King não acredita que isso acontecerá. Embora não se mostre contrário à ideia, o músico não acredita na possibilidade de uma concretização. Até porque o baixista e vocalista Tom Araya, outra metade dos remanescentes da formação original que permaneceu até o fim, é abertamente contrário.

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Disse ele à Rolling Stone:

“Tenho convicção de que isso não vai acontecer. O Slayer poderia fazer um show novamente? Certamente haveria uma possibilidade do ponto de vista de propostas que recebemos. Estou procurando por isso? Não, estou apenas me preparando para começar minha carreira solo. Então, se um dia acontecer, aconteceu. Mas vou seguir com a minha própria banda pelos próximos 10 anos, pelo menos.”

A possibilidade de um novo álbum também não atrai, tendo em vista a situação da indústria e a demanda financeira envolvida em um projeto de uma das atrações mais fortes da cena metálica.

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“Quanto a isso, posso afirmar em 100% que não. Ainda estou fazendo a música que gosto, então não precisaria. Mas os discos não vendem mais, de qualquer maneira. É apenas um meio de lançar um produto para que as pessoas saibam o que estou tocando quando vou à cidade onde moram.”

Raiva pelo fim do Slayer

A opinião não diverge muito da proferia pelo próprio no início do ano passado, durante bate-papo com a Metal Hammer. À época, ele até confessou não ter ficado nada satisfeito com a atitude do colega ao decidir dar um fim ao grupo.

“Senti raiva… o que mais? Foi prematuro. A razão pela qual digo ‘prematuro’ é porque os heróis da minha infância ainda estão tocando! Ainda posso e quero tocar, mas foi tirado de mim. Estávamos no topo do mundo e não há nada de errado em sair de cena nessa posição, é uma boa maneira. Então, bravo por isso. Mas sinto falta? Sim, com certeza.”

O Slayer lançou 12 álbuns de estúdio e 3 ao vivo, vendendo mais de 20 milhões de discos em todo o planeta.

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Kerry King solo

From Hell I Rise”, primeiro álbum a levar o nome de Kerry King, sai dia 17 de maio. O trabalho conta com 13 faixas e é descrito como uma extensão sonora da banda que consagrou o guitarrista, com direito a reaproveitar material feito à época de “Repentless”, último disco do grupo.

A formação que acompanha o protagonista conta com Mark Osegueda (Death Angel) nos vocais, Paul Bostaph (ex-Slayer) na bateria, Kyle Sanders (ex-Hellyeah) no baixo e Phil Demmel (ex-Machine Head, Vio-Lence) na guitarra. A produção do disco é assinada por Josh Wilbur (Lamb of God).

Confira detalhes completos do trabalho, além do single “Idle Hands”, clicando aqui.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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