A opinião atual de Nikki Sixx sobre “Generation Swine”, do Mötley Crüe

Lançado em 1997, álbum marcou a retomada da formação clássica, mas com uma sonoridade mais experimental

Quando o Mötley Crüe retomou a formação origina pela primeira vez, na segunda metade dos anos 1990, o hard rock vivia seu pior momento desde o estouro comercial na década anterior. Sendo assim, não é de se surpreender que o quarteto – tal qual outros colegas de geração – tenha evitado lançar um trabalho que remetesse ao passado, por mais glorioso que tenha sido.

O resultado foi “Generation Swine”. Ao contrário do que alguns artigos dão a entender, o disco não dividiu opiniões. Ele foi massacrado de forma quase unânime. Quem era fã, não assimilou a proposta. Quem não era, já descartou de cara por se tratar da banda que simbolizava o então recente passado extravagante.

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Baixista e principal compositor, Nikki Sixx refletiu sobre o play ao fazer uma sessão de perguntas e respostas no X (antigo Twitter). Ele disse que as gravações não contribuíram com o resultado. Ainda assim, não o descartou por completo.

“Bem, o problema meio que pode ter começado com a banda. Foi um álbum difícil de terminar e, quando o lançamos e não foi muito bem, acho que todo mundo simplesmente o descartou. Olhando para trás, tem algumas músicas e letras incríveis e soa realmente novo.”

Em 2008, Vince Neil admitiu ter uma opinião diferente durante entrevista ao Plain Dealer, repercutida pelo Blabbermouth.

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“O último disco (nota da redação: à época a banda havia lançado ‘New Tattoo’, com Randy Castillo na bateria e disponibilizaria ‘Saints of Los Angeles’, marcando mais um retorno do lineup original), ‘Generation Swine’, não funcionou. Foi um disco terrível, porque houve muita experimentação.”

A ausência de Mick Mars

Rompido com os antigos colegas desde o ano passado, o guitarrista Mick Mars reconheceu em entrevista à Rolling Stone que não tocou nas sessões que resultaram no álbum. Ele disse:

“Não creio que haja nada nele onde eu tenha realmente tocado. Basicamente, não queriam que minha guitarra soasse como uma. A ideia era obter um som de sintetizador. Senti-me um inútil. Gravava algo, eles apagavam e chamavam outra pessoa para substituir.”

Na mesma conversa, que pode ser lida clicando aqui, o instrumentista disse que a prática se repetiu nos lançamentos posteriores.

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Mötley Crüe e “Generation Swine”

Lançado em 24 de junho de 1997, “Generation Swine” marcou a primeira reunião da formação clássica do Mötley Crüe, com o retorno do vocalista Vince Neil. Também foi o último a contar com o baterista Tommy Lee em sua primeira passagem pela banda.

Ex-vocalista, John Corabi chegou a participar do princípio das gravações. Acabou ganhando créditos como compositor em duas faixas: “Flush” e “Let Us Prey”. Além das músicas inéditas, o disco trazia uma nova versão para “Shout At The Devil”, faixa-título do segundo trabalho do grupo.

A sonoridade modernizada desagradou parte dos fãs. Mesmo assim, rendeu disco de ouro à banda nos Estados Unidos, onde chegou ao quarto lugar do The Billbaord 200, principal parada.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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