Por que bandas não devem durar tanto, segundo Roger Waters

Músico entende que, a longo prazo, prioridades individuais sempre acabam se sobressaindo

Roger Waters não costuma ser uma figura de opiniões brandas, todos sabemos. E não estamos falando apenas de políticas. Em toda a trajetória artística, o músico já tomou uma série de decisões e manifestou posicionamentos que poderiam ser vistos como um “suicídio comercial” para os padrões da indústria.

Porém, ele nunca se preocupou com isso. A ponto de colecionar inimizades até mesmo dentro da banda que comandou no momento de maior relevância da carreira. Ao refletir sobre isso em 2013, durante entrevista à Hot Press, o compositor e ativista deixou claro sobre o que levou ao rompimento do Pink Floyd.

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Deixando claro entender que bandas não devem durar muito, ele explicou:

“Eu já disse isso antes e direi novamente: bandas são como qualquer outro grupo de pessoas. Cada um tem a sua vida. Quando o Pink Floyd acabou, acabou de vez. As pessoas continuam revirando as brasas e sentem falta. Isso é absolutamente bom, eu não me importo que o façam, mas eu estava lá.”

E mesmo com o inevitável declínio em um primeiro momento, o baixista e vocalista deixa claro não ter se arrependido.

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“Eu sei que as razões pelas quais terminamos foram muito reais. Foi a coisa certa a fazer e não me arrependo de ter ido embora, mesmo naquela noite fria quando eu estava tocando para 1.500 pessoas em Cincinnati… absolutamente zero arrependimentos.”

Pink Floyd no Live 8

Em 2005, Roger voltou a subir no palco com o Pink Floyd uma última vez. O motivo era nobre: a banda participou do Live 8, evento cujo objetivo principal foi pressionar os líderes mundiais a perdoarem a dívida externa das nações mais pobres do mundo, além de aumentar e melhorar a ajuda e negociar regras de comércio mais justas que respeitassem os interesses das nações africanas.

Mas nada veio sem renúncias. Waters revelou toda a extensão dos sacrifícios que sentiu que tinha que fazer para que a reunião fosse adiante, essencialmente mantendo a boca fechada e não tendo nenhuma palavra a dizer sobre o setlist ou qualquer um dos planos prévios.

“Passei minha vida fazendo isso porque tinha ideias fortes sobre as coisas. A razão pela qual terminamos é que discordamos muito sobre as coisas. Ainda assim, achei o show lindo e fiquei muito feliz por termos feito isso, pois Rick [Richard Wright, tecladista] morreu logo depois. Ele foi uma parte muito especial de tudo isso e geralmente não recebe o crédito que merecia.”

Reuniões posteriores

Em 2011, David Gilmour e Nick Mason voltaram a subir ao palco com Roger. O reencontro ocorreu durante a passagem da turnê “The Wall Live” por Londres. Ao final da apresentação na O2 Arena, em 12 de maio, Waters disse:

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“Há 30 anos, quando Dave, Nick e eu fizemos isso pela primeira vez, eu era uma pessoa difícil de lidar, pouco afetiva. Eu reconheço. Mas isso mudou. Não poderia estar mais feliz por este momento com vocês e ao lado destes dois caras.”

Roger ainda participaria de um show do Saucerful of Secrets, projeto de Mason focado no material dos primeiros discos do Pink Floyd. A apresentação aconteceu em 2019, em Nova York, Estados Unidos.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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