Kelly Osbourne admite ser nepo-baby e diz ter orgulho do título

Filha de Ozzy e Sharon Osbourne afirma, porém, que não é a favor de usar seu sobrenome para conseguir oportunidades

Kelly Osbourne tem uma carreira musical e participações em programas de TV, entre outras atividades. Ainda assim, não adianta: ela sempre será lembrada como a filha de Ozzy e Sharon Osbourne, um dos chamados nepo-babies (abreviação de “nepotism baby”, em português, “bebê do nepotismo”).

A diferença está em como a artista recebe este “rótulo”. Ela diz se orgulhar muito do título, apesar de não o utilizar para conseguir qualquer tipo de vantagem na carreira.

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O assunto surgiu em uma entrevista à Rolling Stone, onde Kelly resolveu adotar o termo para se referir a si própria: “eu sou a p#rra de um nepo-baby e tenho orgulho de ser um nepo-baby”. por outro lado, destacou:

“Acho incrível o que meus pais fizeram, digno de fazer história. Me arrisco a dizer que ambos são icônicos. Mas isso não significa que todas as oportunidades devem ser dadas a mim automaticamente. Meus pais sempre me ensinaram de que você tem que se provar.”

A opinião de Kelly Osbourne a respeito de suas origens faz lembrar a de outra nepo-baby famosa.

Stella McCartney, uma das primeiras nepo-babies

Uma pessoa que se reconhece como uma das primeiras nepo-babies é Stella McCartney, filha de Paul e Linda McCartney. Em entrevista para a revista Time, a estilista reconheceu as vantagens que o sobrenome lhe deu na carreira profissional.

“Como uma das primeiras nepo-babies, tive o privilégio de escolha. Estou muito ciente da sorte que tive de ser aceita para trabalhar do jeito que eu queria desde o primeiro dia.”

Em 1997, dois anos depois de se formar na faculdade Central St. Martins, Stella, aos 25 anos, sucedeu Karl Lagerfeld como diretora criativa da marca Chloé em Paris. À Time, o próprio Paul defendeu que apenas o sobrenome da filha não ajudaria a sustentar o alto cargo.

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“Ela tinha que provar que era capaz. Eu falei: ‘se ela não se der bem na posição até o fim do ano, então o seu nome não vai ajudá-la, vai pressioná-la’. Mas ela foi bem.”

Vídeo xenófobo de Kelly Osbourne

Ainda durante a entrevista à Rolling Stone, Kelly Osbourne comentou sobre um vídeo em que faz um comentário xenofóbico. O registro, feito durante uma aparição no programa de TV “The View”, em 2015, voltou à tona por intermédio das redes sociais.

Na época, Donald Trump ainda era pré-candidato à presidência dos Estados Unidos e se apoiava em uma agressiva retórica anti-imigração. Diante disso, ao participar da atração televisiva, a filha de Ozzy declarou:

“Se você expulsar todos os latinos do país, Donald Trump, quem vai limpar suas privadas?”

Quase uma década depois, ela resolveu colocar a cara à tapa e dizer:

“Machucou muita gente, isso para mim é de longe a pior coisa que já fiz. Percebi que não sou boa ao vivo na TV e que palavras têm muito poder. E ser taxada como algo que não sou foi muito difícil. Mas aconteceu. Não há nada que posso fazer.”

À época, telespectadores e internautas no geral a acusaram de racismo e ela disse ter recebido até ameaças de morte. Na nova entrevista, a britânica aproveitou para se retratar.

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“Tenho convicção que a cultura latinoamericana é a espinha dorsal dos Estados Unidos. Acredito que latinos são o povo mais trabalhador que você vai conhecer na vida. E sua conexão com suas famílias e cultura é mais parecida com a minha do que o estilo de vida americano. Nunca tentei ser americana. Nunca quis fazer parte de um país onde existe tanto ódio e tanta desinformação e tanta mentalidade ‘chute eles enquanto estão no chão’.”

Kelly também se abriu sobre as dificuldades que passava na época relacionadas a saúde mental e os problemas na família — neste período, Ozzy traiu Sharon e a situação veio a público. Ela caracterizou a pessoa que era naquela época como uma “babaca sabe-tudo”. Entretanto, como tudo nessa sociedade, o que era polêmico se tornou piada. Usuários do TikTok começaram a usar a estrutura da declaração para fazer piadas sobre outros estereótipos. 

“Isso mostra como pessoas nunca esquecem. E mesmo sendo motivo de piada, continuo dando risada. E algumas delas são bem espertas. Mesmo assim, estaria mentindo se não admitisse me odiar um pouquinho mais a cada uma que vejo.”

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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