Spotify corta 1,5 mil empregos e CEO explica razão

Empresa já havia demitido 800 funcionários ao longo dos últimos meses; meta para 2024 é ter um trabalho "mais eficiente", segundo nota

O Spotify anunciou um corte de 1,5 mil empregos, o equivalente a cerca de 17% da força total de trabalho, para ainda este mês, como forma de reduzir custos. A empresa já havia demitido 600 funcionários em janeiro e outros 200 no último mês de junho.

Segundo o presidente executivo da companhia, Daniel Ek, a decisão precisou ser tomada devido à “desaceleração drástica do crescimento econômico” mundial (via NME). Em comunicado, o CEO explicou: 

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“Sei que, para muitos, uma redução desse tamanho será surpreendentemente grande, tendo em vista o recente relatório de lucros positivos e nosso desempenho. Conversamos sobre fazer reduções menores ao longo de 2024 e 2025. No entanto, considerando a lacuna entre nossa meta financeira e nossos custos operacionais do momento, decidi que adotar um plano para dimensionar corretamente nossos custos era a melhor opção para atingir nossos objetivos. Por mais que eu esteja convencido de que essa é a ação certa para nossa empresa, também entendo que será incrivelmente dolorosa para nossa equipe.”

Entre setembro e novembro de 2023, o Spotify obteve lucro de € 65 milhões (aproximadamente R$ 346 milhões, na cotação atual). Apesar do saldo positivo, a plataforma precisa operar de outra forma, nas palavras de Ek.

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“Quando olhamos para 2022 e 2023, foi realmente impressionante o que conquistamos. Mas, ao mesmo tempo, a realidade é que grande parte dessa produção estava ligada ao fato de termos mais recursos. Na maioria das métricas, fomos mais produtivos, mas menos eficientes. Precisamos ser os dois.”

Para os profissionais afetados, a companhia promete cinco meses de indenização, pagamento de férias e cobertura de cuidados com a saúde no período de rescisões. A essas pessoas, o presidente executivo deixou a seguinte mensagem:  

“Reconheço que isso afetará várias pessoas que fizeram contribuições valiosas. Para ser franco, muitas pessoas inteligentes, talentosas e trabalhadoras estarão nos deixando. Para quem está saindo, somos uma empresa melhor por causa da sua dedicação e trabalho árduo.” 

Novas políticas do Spotify

Como divulgado, a partir de 2024, o Spotify exigirá que cada música em sua plataforma seja reproduzida pelo menos 1 mil por ano para ser elegível a royalties. A adaptação faz parte de uma série de propostas de reformulação que a empresa oferecerá em termos de relacionamento com artistas e público.

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As ações devem prejudicar ainda mais artistas de pequeno porte, que já eram os mais atingidos pela baixa remuneração do aplicativo – entre US$ 0,003 e US$ 0,005 por reprodução.

As novas diretrizes surgiram após conversas com as três grandes gravadoras da indústria – Universal Music Group, Sony Music Entertainment e Warner Music Group – além de selos e distribuidoras, de acordo com o que foi apurado anteriormente pela Billboard.

Sobre a plataforma

Criado na Suécia, em abril de 2006, o Spotify conta atualmente com mais de 400 milhões de usuários ativos, sendo 180 milhões deles em modalidades pagas. Seus arquivos armazenam mais de 100 milhões de músicas e outros registros de áudio.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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