5 discos sem os quais Sammy Hagar não vive

Curiosamente, todos fizeram parte de uma lista posterior, ampliada para 10 e divulgada em outra publicação

Sammy Hagar é um músico bem mais eclético do que sua carreira artística é capaz de mostrar. Em 2022, o Red Rocker foi convidado a citar seus 5 discos preferidos para a revista Spin.

Eis as escolhas e comentários abaixo.

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Pink Floyd – “The Dark Side of the Moon”: “Por quê? Porque nunca envelhece. É por isso que o adoro. Depois de todos esses anos, quando ouço, ainda eleva o nível artístico e criativo para mim. Faz dizer para mim mesmo: ‘Ainda não consegui’. É tão profundo que não precisa de mais explicações, não é? Enquanto eu estava gravando o primeiro disco do Montrose, eu ouvia ‘Money’ no rádio e o álbum inteiro ao lado da piscina em um toca-fitas com fones de ouvido. Desejava estar em uma banda como aquela. E aqui estava eu gravando o primeiro disco do Montrose, que acabou sendo minha introdução no mundo da música com ‘Rock Candy’, alô!?”

Tool – “Ænima”: “Este álbum é tão musicalmente ótimo – e longe de ser algo que eu poderia fazer – que me motiva e me inspira. É inovador, cru e sombrio. Tornei-me amigo de Maynard (James Keenan, vocalista) e acho que ele é um dos grandes artistas do nosso tempo. Um gênio, um homem renascentista completo. Somos como um casal estranho.”

Jeff Buckley – “Grace”: “Mais um álbum que realmente não precisa de explicação. O único de Jeff Buckley é um dos melhores e mais completos já feitos. Ouça tudo. É tão emocionante que nunca deixa de me irritar. Ainda pode me dar arrepios, me sufocar e me inspirar a ir mais fundo como artista. É também um dos discos mais solitários – é mais poderoso para ouvir sozinho com fones de ouvido. Não é do tipo que você pensa em escutar no carro quando está dirigindo pela PCH (Pacific Coast Highway) com seus amigos – é uma experiência solo. Sua performance vocal durante ‘Lilac Wine’… Deus – que música! Parece que ele está chorando. Você pode sentir a dor durante a performance vocal. Posso sentir sua dor só de pensar naquela música agora. Muitas vezes penso no que ele teria criado se tivesse ficado mais um pouco.”

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James Brown and The Famous Flames – “Live at the Apollo, Volume I”: “Você não consegue uma banda mais compacta e uma performance mais emocionante saindo de um pedaço de vinil! Isso só dá vontade de se levantar e dançar. A vida de qualquer festa de Sammy Hagar. A música ‘Try Me’ é a performance vocal mais apaixonada de todos os tempos. James Brown foi sem dúvida o maior artista da história deste negócio. Aqui você pode ouvi-lo se apresentando, não apenas vocalmente, você pode ver e sentir sua atuação. Ele era um monstro. Era o homem que mais trabalhava no Show Business, autointitulado, mas amém, eu sou testemunha! Eu o vi três vezes na minha vida, no início, no meio e no fim. Mesmo no final de sua carreira, ele estava trabalhando duro.”

Cream – “Disraeli Gears”: “Este álbum me leva de volta a quando eu estava começando a tocar guitarra, tentando escrever músicas e entrando em bandas. O Cream é provavelmente a razão pela qual montei o HSAS, meu primeiro supergrupo – e mais tarde o Chickenfoot – e agora o The Circle. É por causa do Cream que sempre quis tocar com músicos do mais alto calibre ao meu redor. Eles tinham uma química única que só aqueles três caras poderiam ter e ainda estou procurando por isso hoje. Química é tudo. Esse é o melhor disco deles. ‘SWLABR’ é uma música composta por três caras que soam como uma orquestra de 20 integrantes. E não há muitos overdubs, talvez um ou dois. Essa banda, nessa época, fazia uma música que parecia uma orquestra, era tão grande para três caras. Eles não tocaram apenas blues, cara. Escreveram algumas peças musicais brilhantes. ‘Sunshine of Your Love’ é uma música de rock Top 5 para mim. Foi um dos primeiros solos de guitarra complicados que aprendi nota por nota. Este álbum realmente mudou minha vida e me colocou no caminho certo!”

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Ranking ampliado

Curiosamente, um ano depois, Sammy ampliou o ranking para a revista Goldmine. Os cinco discos aqui nominados estavam presentes. Foram acrescidos “Truth” (The Jeff Beck Group); “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (David Bowie); “Procol Harum” (Procol Harum); “The Immortal” (Otis Redding) e “12×5” (The Rolling Stones).

Confira os comentários aqui.

Sobre Sammy Hagar

Nascido em Salinas, Califórnia, Samuel Roy Hagar despontou como vocalista nos dois primeiros álbuns do Montrose. A estreia é considerada o primeiro disco de heavy metal gravado nos Estados Unidos. Ainda nos anos 1970 deu início a uma carreira solo bem-sucedida, especialmente no mercado norte-americano.

Em 1985 se tornou o segundo vocalista do Van Halen, dando início a uma nova fase da banda em termos de sonoridade. Lançou 4 álbuns de estúdio e 1 ao vivo. Saiu em 1996 e retornou brevemente em 2004.

Sammy Hagar participou de supergrupos como o HSAS, Chickenfoot e o atual The Circle. Paralelamente, é um empresário de sucesso no ramo de bebidas, especialmente com a tequila Cabo Wabo, que nas palavras do próprio, rendeu muito mais dinheiro que qualquer época no meio musical.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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