Como Joe Bonamassa se sente por ter estourado após os 30

Músico nunca desistiu, nem pensou em ter outra prioridade na vida, o que considera ter sido o fator principal para estourar

Para Joe Bonamassa, ninguém deve desistir dos sonhos por conta da idade. O guitarrista compreende que o mundo da música é cruel em vários momentos. Ainda assim, entende que não se deve desistir da arte por conta de não ter alcançado um sucesso comercial instantâneo.

Em entrevista ao Tone Talk, transcrita pelo Ultimate Guitar, o músico revelou que não tinha um plano B em mente caso fracassasse. E ele atribui justamente a isso o fato de ter conseguido estourar depois dos 30 anos.

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Ele declarou:

“Quando você está com as costas contra uma parede de tijolos, você não tem outra opção a não ser andar para a frente. Então, sempre digo isso às pessoas – quando eu tinha 17 anos, já tinha uma carreira. Faço isso há 35 anos. Chegou a um ponto onde estava fazendo a transição de estar em uma banda em uma gravadora para ser um artista solo. Tive que começar do zero. Morava com meus pais. Até que, lenta mas seguramente, consegui sair dessa situação.”

Por conta disso, o atual artista solo e integrante do Black Country Communion exalta sua persistência.

“Se eu fizesse uma daquelas coisas à moda antiga, pensando ‘se minha carreira não decolar quando eu tiver 30 anos, vou entrar para o FBI ou algo assim…’, não estaríamos tendo essa conversa. Se ouvisse o que alguns diziam, teria desistido há muito tempo. Minha grande chance veio quatro dias antes do meu aniversário de 32 anos. Nunca se sabe. Se você não estiver no jogo, ou se estiver fazendo isso paralelamente, é provável que nunca consiga o que deseja. Eu não conheço ninguém que tenha feito isso sem ser prioridade que tenha chegado onde desejava em sua carreira musical. Você tem que ir all-in, sem plano B, apenas começar a correr.”

Odds não estavam a favor de Joe Bonamassa

Joe ainda destaca que as odds, para usar outro termo típico de apostas, não estavam a seu favor àquela altura.

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“Ninguém queria nada de mim. Diziam para eu desistir. A indústria da música me queria morto. Tenho uma lista de pessoas. Sei que todo mundo é cético, todo mundo tem conselhos, todo mundo tem algo a dizer. Fazem isso com jovens músicos, o que abala a confiança deles. Bem, posso lhe dizer, quando você chega ao topo da montanha e finca a bandeira, olha para aquelas pessoas lá embaixo e é provável que elas nem estejam mais no ramo. Não há sentimento melhor no mundo. Portanto, o despeito é um grande motivador.”

Então, a dica a um novato é: se priorize.

“Se você tem 17 anos, não deveria pensar em fazer isso paralelamente. Sim, talvez não morar no porão dos seus pais aos 45 anos seja uma coisa boa. Ok, essa é uma boa meta para definir para si mesmo. Mas há pessoas que estão trabalhando duro aos 45 anos, que são apaixonadas pelo que fazem e talvez não tenham ganhado muito dinheiro, mas ainda estão no jogo. Então eu respeito o trabalho delas. E não importa onde você termina aos 45 anos. Importa se você ainda é apaixonado pelo que está fazendo, ao invés de se tornar amargo, cansado e tudo o mais.”

Myles Kennedy em reflexão similar

Anteriormente, outro astro atual já havia comentado sobre a situação. Vocalista do Alter Bridge e da banda solo de Slash, Myles Kennedy contou ao Knotfest (via Whiplash) sobre como se sente tendo alcançado o auge após os 30.

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“Existe aquela teoria… um produtor me disse uma vez: ‘sabe, tantos artistas escrevem suas melhores músicas antes dos 30 anos, por que será?’. Não sei se concordo com isso, mas é o meu caso. Fui um ‘late bloomer’ e as coisas que eu compus antes dos 30, definitivamente, não são as minhas favoritas. Algumas são medonhas. Mas há casos como o de Robert Johnson, que fez uma obra inacreditável antes de morrer aos 27.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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