Os melhores riffs de Tony Iommi para o Black Sabbath, segundo o próprio

Guitarrista também comparou os trabalhos com Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio, os dois principais vocalistas da banda

A construção de riffs é uma das grandes habilidades de Tony Iommi enquanto guitarrista. É, ainda, um dos aspectos mais próprios da sonoridade do Black Sabbath.

Mas quais seriam os melhores de sua “galeria”? Iommi revelou suas escolhas em 2020, durante entrevista ao canal da Gibson no YouTube.

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Inicialmente, o músico disse que não saberia dizer quais os seus riffs prediletos. Porém, tentou apresentar algumas opções como suas preferidas.

“O da faixa ‘Black Sabbath’ foi o primeiro que fizemos e era diferente. Gostei de ‘Iron Man’.”

Em seguida, Tony Iommi citou as mudanças na sonoridade do Black Sabbath.

“Entramos em outra fase com o álbum ‘Sabbath Bloody Sabbath’ (1973), que soa diferente de novo. Então, tivemos Ronnie (James Dio) e outra rota diferente com ‘Heaven and Hell’ (1980) e a maneira como estávamos compondo, pois Ronnie, ao invés de cantar em cima dos riffs, cantava em cima dos acordes. Tentamos juntar as duas coisas.”

Iommi comentou que o instrumental do Black Sabbath acabou fazendo com que Dio também cantasse em cima dos riffs.

“Logo quando ele entrou, fizemos a música ‘Die Young’. Dio teve receio, mas eu falei que fazíamos aquilo por anos. É o que fazemos: mudamos o tempo de forma drástica e, depois, voltamos a outra coisa.”

A diferença entre Ozzy e Dio

Em outro vídeo, também em entrevista à Gibson, Tony Iommi revelou qual a principal diferença entre a forma de Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio cantarem.

“Com Oz, muitas coisas eram baseadas nos riffs e gostávamos disso, ele cantava acompanhando os riffs. Mas Ronnie não estava acostumado com isso. Ele cantava em cima de acordes em vez de riffs.”

O guitarrista reforçou que Dio era dono de uma voz “fantástica”.

“Você não acreditava que aquilo saía daquele pequeno corpo… aquele vozeirão.”

Tony Iommi e a dinâmica com Geezer Butler

Em outra entrevista, de 2022, ao Music Radar, Tony Iommi refletiu sobre outro aspecto forte da sonoridade do Black Sabbath: a parceria com Geezer Butler. O baixista ajudou a formar, junto do guitarrista, a pesada massa sonora que caracterizou o grupo de heavy metal.

Leia também:  O álbum do Black Sabbath com Dio que Iommi chama de “confuso”

Iommi acredita que Butler e os demais colegas – Ozzy Osbourne (voz) e Bill Ward (bateria) – se complementavam de forma única, já que, individualmente, ninguém era brilhante como músico.

“Geezer é insubstituível. Era muito importante, porque ele me seguia e sabia o que eu ia tocar. Nunca tive nenhuma dúvida de que Geezer tocaria a coisa certa. Esse tipo de músico não existe tanto por aí. Isso me irritava na década de 1980, onde surgiram várias bandas e os baixistas só tocavam a mesma nota. Para mim, não são músicos.

Geezer vinha e criava uma parte melódica, era o baixista ideal para nós. Extraímos o melhor um do outro. Nenhum de nós era brilhante como músico, mas como banda, funcionava. Não éramos bons tecnicamente, mas tocamos e gostamos do que fizemos. Criamos um som e criamos riffs básicos que as pessoas gostaram. Bem, de qualquer forma, nós gostamos deles!”

Na visão de Tony, o som criado pelo Black Sabbath em sua formação original era tão único que não dava para ser replicado mesmo com músicos mais técnicos.

“Toquei com músicos técnicos e aprendi naquele período em que estava sozinho trazendo bateristas e baixistas que, por melhor que você seja, não significa dizer que você pode tocar o que tocamos. Alguns desses músicos eram ótimos, mas você pedia para que tocassem ‘War Pigs’ eles não conseguiam tocar do jeito certo. Não havia sentimento. Bateristas chegavam dizendo que conheciam todas as músicas do Sabbath, começavam e eu os interrompia, dizendo que não era nem sequer parecido. Parece simples, mas não é.”

O fim do Black Sabbath

O Black Sabbath encerrou atividades em 2017, seis anos após uma reunião que deveria ter incluído os quatro membros originais, mas deixou de contar com Bill Ward após uma série de divergências. Brad Wilk (Rage Against the Machine) gravou a bateria do álbum “13” (2013), enquanto Tommy Clufetos foi escalado para as turnês.

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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