Steve Vai admite que era difícil de lidar nos tempos de Whitesnake

Guitarrista chegou a ser chamado de “Mussolini” pelo colega de banda e instrumento, Adrian Vandenberg

Oriundo da banda de David Lee Roth – além de ter tocado com Frank Zappa e o Alcatrazz –, Steve Vai foi contratado por David Coverdale em 1989. Sua chegada ao Whitesnake foi com impacto de estrela, como quando um time de futebol contrata um dos grandes craques da pelota. O próprio sabia disso e se valeu de seu status.

Em entrevista recente ao Vintage Rock Pod, transcrita pelo Ultimate Guitar, o virtuoso guitarrista admitiu ter aceitado entrar na banda inglesa radicada nos Estados Unidos por ainda não se sentir confortável em tocar seu material solo publicamente – embora no ano seguinte tenha lançado “Passion and Warfare”, até hoje seu disco autoral mais famoso.

“Àquela altura, pensei que faria muito mais sentido realizar uma turnê e um álbum com o Whitesnake. Foi no impulso mas, para minha sorte, gostava muito da música que eles estavam fazendo. O disco anterior, ‘Whitesnake’, havia vendido 25 milhões de cópias e era ótimo. Além disso, eu simplesmente amo grandes cantores. E Coverdale era um monstro. As composições para ‘Slip of the Tongue’ já estavam prontas, só precisava colocar as minhas guitarras.”

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Porém, do ponto de vista comportamental, Vai reconhece ter passado do ponto. Não à toa, há um vídeo online em que Adrian Vandenberg, seu colega de instrumento, o menciona com o nada confortável apelido de Mussolini.

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O momento aconteceu em Reykjavik, Islândia, em 7 de setembro de 1990. Acometido por problemas de garganta, David Coverdale não pôde se apresentar. Coube a Vai comandar o show. Porém, alguém claramente se incomodou e, embora diga hoje que era uma piada, sabemos que toda brincadeira tem um fundo de verdade.

Um resumo daquele dia pode ser conferido no vídeo abaixo. Coube ao tecladista Rick Seratte assumir os vocais, com o consentimento do dono da empreitada. A 1m16 Adrian se dirige à câmera enquanto Steve dava instruções e diz: “Mussolini speaks…”

Vai reconhece:

“Se alguém era difícil, era eu. Fui um pouco primadona. Vim da banda de David Lee Roth, com quem você aprende certas coisas, como navegar nos negócios, na imprensa e coisas assim. Além disso, eu tinha lançado ‘Passion and Warfare’. Estava bombando enquanto fazia a turnê com o Whitesnake.”

Apesar de tudo, o instrumentista lembra o saldo geral como muito mais positivo do que qualquer coisa.

“Fizemos uma grande turnê. Foi fantástico. No final, Coverdale estava passando por alguns problemas pessoais. Ele estava se divorciando, então acabou com tudo. De qualquer modo, eu sabia instintivamente que tinha que fazer um disco e uma turnê com eles, mas depois voltar para a música peculiar que estava na minha cabeça.”

Vale citar que em 2020, durante bate-papo com a Guitar World, Steve já tinha oferecido uma visão bastante semelhante. Inclusive no aspecto ruim.

“Os caras eram fantásticos. Rudy Sarzo (baixista) é o mais legal do mundo. Tommy Aldridge (baterista) é hilário e talentoso. Adrian Vandenberg (guitarrista) era fantástico, muito culto, e era um grande músico com ótimo timbre. E todos toleraram minha atitude e o fato de eu ser pretensioso.”

Whitesnake e Steve Vai

Além de “Slip of the Tongue”, o Whitesnake lançou o ao vivo “Live at Donington 1990” com Vai na banda. Apesar de gravado no ano presente no título – e circulado por décadas como bootleg – ele só ganhou lançamento oficial em 2011.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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