É impossível desvincular qualquer referência ao Icon of Sin de seu vocalista. Raphael Mendes se tornou um fenômeno no YouTube em anos recentes por conta das similaridades vocais com Bruce Dickinson. A popularidade se deu ao registrar versões para músicas de outros artistas e como elas supostamente soariam em interpretações de lendário frontman do Iron Maiden.
O fenômeno chamou a atenção do selo italiano Frontiers Music Srl, que promoveu o primeiro álbum da banda brasileira em 2021. Agora, o grupo – que também conta com os guitarristas Marcelo Gelbcke e Sol Perez, o baixista Caio Vidal e o baterista Markis Franzmann – retorna com “Legends”, dando prosseguimento à sua história.
De cara é importante ressaltar não ser uma tarefa fácil desassociar o registro da referência que fez de Raphael uma figura conhecida online. A situação pode causar até mesmo certo desconforto. Porém, a realidade é que seu registro é esse e não há nada que possa ser feito para mudar.
A sonoridade percorre os caminhos do heavy metal tradicional, com referências de power e hard rock. E se atualmente é cada vez mais difícil ser original nesse segmento de maneira espontânea, imagine se propondo abertamente a fazer uma reciclagem? Como consequência, é impossível desvincular as composições das influências, o que acaba não trazendo nada de positivo para o quinteto em si.
Provavelmente, alguém que se dispõe a ouvir música de maneira mais recreativa não encontrará tantas dificuldades para apreciar faixas como “Night Force”, “Bare Knuckle” ou “Terror Games” – que são efetivamente boas no que se propõem. Mas não dá para deixar passar que o Icon of Sin acabará marcado mais pelo que imita do que pelo que cria.
*Clique aqui para ouvir “Legends” em sua plataforma de streaming favorita.
Icon of Sin – “Legends”
1. Cimmerian
2. Night Force
3. The Scarlet Gospels
4. In The Mouth Of Madness
5. Heart Of The Wolf
6. Bare Knuckle
7. Wheels Of Vengeance
8. Clouds Over Gotham Pt.2 – The Arkham Knight
9. Terror Games
10. Black Sails And Dark Waters
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É fato: lembra mesmo Iron Maiden!!! Contudo, há uma pegada hard rock ali que não tem no IM… não sei dizer se é um “abrasileiramento” do metal como já aconteceu com outras bandas (de newwave a newmetal) mas acredito que isso seja um ponto super positivo no Icon!