Foto: divulgação

Icon of Sin explora voz Maidenística de Raphael Mendes em seu álbum de estreia; ouça

O Icon of Sin, banda brasileira de heavy metal, lançou seu álbum de estreia, homônimo, por meio da gravadora Frontiers Music Srl. O projeto é capitaneado pelo vocalista Raphael Mendes, conhecido especialmente por seus vídeos imitando Bruce Dickinson, a voz do Iron Maiden.

O Icon of Sin, banda brasileira de heavy metal, lançou seu álbum de estreia, homônimo, por meio da gravadora Frontiers Music Srl. O projeto é capitaneado pelo vocalista Raphael Mendes, conhecido especialmente por seus vídeos imitando Bruce Dickinson, a voz do Iron Maiden.

As gravações do material foram conduzidas aqui no Brasil, mais especificamente em Curitiba, com Sergio Mazul (Semblant) e Marcelo Gelbcke (Landfall) envolvidos na composição e produção. Como membros da formação, além de Mendes, o Icon of Sin traz Sol Perez e Mateus Cantaläno nas guitarras, Caio Vidal no baixo e CJ Dubiella na bateria.

Ouça o álbum a seguir, via Spotify:

Em material de divulgação, a Frontiers afirma que o Icon of Sin tem o heavy metal tradicional como principal referência. São citadas como Black Sabbath na fase Dio e o próprio Iron Maiden.

O press-release da Frontiers também descreve Raphael Mendes como “uma figura muito popular no mundo do YouTube devido aos seus covers de cair o queixo”.

“À medida que mais e mais fãs ao redor do mundo começaram a descobri-lo, ele foi convidado a se juntar a outros projetos musicais, incluindo ‘Legend Of Valley Doom Part 2’, de Marius Danielsen, que também traz Michael Kiske, Vinny Appice, Mark Boals, Michele Luppi e Diego Valdez, entre outros.”

O texto completa:

“Uma das coisas que fizeram a reputação de Mendes crescer consideravelmente aconteceu no início deste ano, quando uma série de vídeos chamada ‘E se Bruce Dickinson cantasse em outras bandas’ foi lançada. Com o estilo musical ‘Mendes-Dickinson’ sendo usado para fazer covers de músicas do Megadeth e outros, essas versões impressionaram os fãs em todo o mundo e a notícia se espalhou rapidamente na comunidade do metal. Versões colaborativas agora estão sendo feitas com alguns artistas emergentes do rock e também músicos da cena metal global, como o baterista Aquiles Priester (ex-Angra, Primal Fear, W.A.S.P.).”

Dada a introdução feita pela Frontiers, não dá para esperar que o Icon of Sin seja uma banda exatamente original. A proposta é evidente: recriar a sonoridade do heavy metal tradicional de olho nos maiores projetos do segmento.

Não há qualquer busca por reinventar a roda ou mesmo de soar distante das influências. E isso é percebido especialmente a partir da performance de Raphael Mendes, que não mudou uma vírgula em seu estilo de performance conhecido no YouTube – ele soa como um filho perdido de Bruce Dickinson do início ao fim, até mesmo na pronúncia puxada para o sotaque britânico, e sua interpretação está na linha de frente de todo o material.

Tendo isso em mente, o álbum de estreia do Icon of Sin cumpre seu papel de emular o heavy metal tradicional com diversas referências, não apenas ao Iron Maiden, saltando aos ouvidos. Ainda que não seja o tipo de trabalho que eu pegaria para escutar com frequência, todo o material foi composto, gravado e produzido de forma competente.

E não há dúvidas de que o disco, da forma como foi feito, atende a um forte nicho. Não há sujeito mais saudosista no mundo do que o fã de heavy metal “purista”, de orientação conservadora quando se trata de som (às vezes, de outros assuntos também).

Pessoalmente, a semelhança exagerada dos vocais de Raphael Mendes com os de Bruce Dickinson me incomodou em alguns momentos, especialmente porque o brasileiro é um grande cantor e certamente poderia oferecer mais. Por outro lado, a banda busca compensar esse ponto ao soar pouco como Maiden – a parte instrumental se inspira mais no speed e no power metal de nomes como Helloween, Accept, Judas Priest, entre outros.

O resultado final não é um pastiche de apenas uma banda, mas um acúmulo de influências retrô que, ok, não gera nada original, mas, conforme apontado, cumpre sua função com maestria. Quem gosta de heavy metal tradicional ganhou um forte representante do Brasil.

Resta acompanhar como será a repercussão do Icon of Sin pelo mundo afora. Espero que seja boa. Se depender da Frontiers, que, de forma amadora, ofereceu uma resposta confusa e deixou de responder os e-mails do jornalista que vos escreve após a solicitação do arquivo (promo) do disco para audição e review antecipados (algo que todo selo oferece e a própria Frontiers oferecia antes), a gravadora pode acabar jogando contra o sucesso dessa e de outras bandas de seu catálogo. Torcemos para que isso não aconteça.

O álbum está em minha playlist de lançamentos, atualizada semanalmente. Siga e dê o play:

Icon of Sin – Icon of Sin

  1. Icon of Sin
  2. Road Rage
  3. Shadow Dancer
  4. Unholy Battleground
  5. Nightbreed
  6. Virtual Empire
  7. Pandemic Euphoria
  8. Clouds Over Gotham
  9. Arcade Generation
  10. Hagakure (Intro)
  11. The Last Samurai
  12. The Howling
  13. Survival Instinct
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