A história e o futuro do Homem-Aranha e seu Aranhaverso na Sony

Trajetória do Homem-Aranha nos cinemas, sob o comando da Sony Pictures, não começou hoje – e, na verdade, não vai parar nem nas figuras de Peter Parker e Miles Morales

Quando a gente assiste ao verdadeiro espetáculo visual que é “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, com tamanha variedade de opções de Escaladores de Paredes para serem trabalhados ao longo dos próximos anos, é até fácil esquecer que tudo começou décadas atrás, antes mesmo do ator Tobey Maguire assumir o papel de Peter Parker na série de filmes dirigidos por Sam Raimi. E, definitivamente, esta história não só ainda promete ter uma série de capítulos futuros como teve também uns capítulos aí que foram devidamente ignorados e abandonados conforme os planos da Sony iam mudando.

Sim, importante reforçar aqui: o Homem-Aranha é um personagem criado pela Marvel Comics, ele interage diretamente nos quadrinhos com os Vingadores, os X-Men, com o povo todo. Mas os seus direitos de adaptação para os cinemas não são da Marvel Studios ou da Disney. Eles foram negociados muitos anos atrás com a Sony. Isso significa que, na prática, quem lança os filmes e ganha dinheiro real oficial com eles é o conglomerado de mídia de Culver City, na Califórnia.

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A Sony, aliás, tem o direito sobre as versões cinematográficas não apenas do Homem-Aranha, mas de todo e qualquer coadjuvante – incluindo aí os vilões – que estão relacionados ao personagem. Isso vale pra Tia May, pro Flash Thompson, pro Duende Verde, pro J.Jonah Jameson e por aí vai.

Um pouco de história

Os direitos da adaptação para as telonas do Escalador de Paredes estiveram em negociação por Hollywood durante anos. Era parte do sonho cultivado inicialmente por Stan Lee, lá em seus primeiros dias como o chefão da Marvel, de levar os personagens para o mundo do cinema e da TV.

E estas negociações geraram uma verdadeira teia – com o perdão do trocadilho –, passando de estúdio para estúdio e criando uma confusão que deu, durante décadas, uma tremenda dor de cabeça para a Casa das Ideias. Foi pra lá, foi pra cá, caiu na mão de um, que perdeu, processou o outro, que ameaçou a Marvel. Virou uma batalha judicial justamente em um dos momentos mais delicados da história da editora.

Resolver isso tornou-se uma das principais missões de cada um dos CEOs que assumia a bucha de canhão que foi a Marvel entre as décadas de 1980 e 1990. Nenhum deles durou o bastante.

Você sabia, por exemplo, que o finado estúdio Carolco Pictures (de “O Exterminador do Futuro 2” e “Rambo”, entre outros) detinha os direitos e, durante anos, James Cameron – o mesmo James Cameron de “Titanic” e “Avatar” – esteve ligado ao projeto? Ele até escreveu um roteiro para o Homem-Aranha, sendo o primeiro a surgir com a ideia dos lançadores de teia orgânicos, que seriam usados por Sam Raimi depois. Leonardo DiCaprio foi considerado para o papel de Peter Parker e Arnold Schwarzenegger como o Doutor Octopus, numa trama que traria uma abordagem mais sombria (contendo até uma cena de sexo dele com Mary Jane no topo de um prédio) e cujo vilão seria, vejam, o Electro – aqui, transformado numa espécie de robô que podia absorver informação dos computadores só tocando neles. Uma bagunça.

Mas, enfim. A luta nos tribunais começou, a Carolco não conseguiu segurar a bronca, o projeto de Cameron foi engavetado. Quem acabou resolvendo a questão, muito depois, foi um nome que os fãs conhecem bem: Avi Arad.

Teve até falência no rolo, acredite

A coisa toda ganhou outros contornos quando a Marvel estava afundada no poço da sua falência. Sim, a editora pediu falência mesmo.

Na década de 1990, em meio a um mercado em queda – justamente porque o público de quadrinhos não estava se renovando –, a Marvel tomou uma série de decisões questionáveis. Com a saída de uma constelação de astros da editora, rumo à formação da Image Comics, a qualidade de seus gibis acabou indo para o buraco.

Você pode não gostar, por exemplo, de Todd McFarlane. Mas a edição produzida por ele de Spider-Man #1 vendeu a bagatela de 1 milhão de exemplares. Isso sem falar no número 1 do X-Force de Rob Liefeld, que vendeu impressionantes 4 milhões de exemplares. Quando eles abandonaram o barco, a Marvel pareceu ficar sem saber o que fazer. Decisões editoriais equivocadas, claro, se juntaram a uma série de decisões comerciais equivocadas, fruto de uma cadeia de comando formada por pessoas que pouco – ou quase nada – entendiam de HQs.

Em 1989, o dono da gigante dos cosméticos Revlon, Ron Perelman, um verdadeiro mago de Wall Street, comprou a editora por US$ 80 milhões. Em 1993, a empresa já valia impressionantes US$ 3 bilhões. Mas a intenção de Perelman era que a Marvel se tornasse uma gigante do merchandising, atirando para todos os lados.

Isso fez com que, em 1992, a editora comprasse a Fleer, um dos maiores nomes do mercado de cards colecionáveis dos EUA, em especial aqueles de esportes. Dois anos depois, uma greve dos times de beisebol – tradicionalmente, o esporte mais associado ao colecionismo na terra do tio Sam – jogou a Marvel lá embaixo. As dívidas passaram a se acumular na casa dos US$ 600 milhões. A solução foi, então, entrar com um pedido de falência. Com empréstimos não-pagos pedidos a bancos como o Chase Manhattan, o controle da empresa passou a ser disputado por tubarões do mercado financeiro. Nada bom.

Quem ajudou a dar jeito na coisa foi a dupla formada por Arad (é, ele mesmo) e Ike Perlmutter, sócios-proprietários da Toy Biz, empresa de brinquedos da qual a Marvel tinha aproximadamente 40% do controle acionário. Arad conhecia muito bem os personagens e tinha plena convicção, assim como Stan Lee (agora, mera figura decorativa no complicado painel de controle da Marvel) tinha tido durante décadas, de que os personagens estavam destinados ao cinema.

Dessa forma, foi orquestrada a fusão das duas empresas no comecinho de 1996, criando a Marvel Entertainment que existe hoje. Arad, que já acumulava o cargo de CEO da Marvel Films, comandou a criação da Marvel Studios ainda em 1996 a partir da antiga empresa e foi um dos principais responsáveis por desenrolar os pepinos jurídicos e negociar o aracnídeo com a Sony. Assim veio Tobey Maguire, o primeiro filme do Aranha… e o resto é história.

Tudo que a Marvel tinha de direito era àquela vinheta no começo do filme. E só. Os filmes do Homem-Aranha eram total e inteiramente responsabilidade (e lucro) da Sony. E como a Marvel era na prática um estúdio concorrente, não faria qualquer sentido sequer imaginar Peter Parker se candidatando a uma vaga nos Vingadores, por mais que os fãs pedissem, chorassem, implorassem. Duas coisas completamente diferentes.

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Calma que tem um porém…

A Marvel não ganha lá muito dinheiro com o licenciamento dos direitos cinematográficos do Homem-Aranha para a Sony, mas foi uma grana importante pra quem mal conseguia quitar as contas lá nos anos 90. E com a aquisição da Marvel pela Disney, a Sony até concordou em abrir mão dos direitos do Aranha para a TV (repare que os desenhos dele agora estão nos canais da Disney) – em troca de uma ampliação de seus lucros com os filmes.

Mas, senhoras e senhores, eis o pulo do gato. A Marvel ganha grana nesta brincadeira, de fato, porque dentro do conglomerado Marvel Entertainment existe uma empresa chamada Spider-Man Merchandising L.P. Trata-se de uma joint-venture da Marvel com a Sony Pictures Consumer Products, Inc., que detém os direitos de licenciamento dos produtos relacionados aos filmes do Homem-Aranha.

O que isso quer dizer? Saiu um filme do Homem-Aranha? Com ele saem dezenas de bonequinhos, camisetas, mochilas, lancheiras e toda uma tonelada de tranqueiras dizendo O Espetacular Homem-Aranha. Aí, sim, a Marvel ganha muito dinheiro. Ao lado da Sony. Como parceiras comerciais. Sacaram por que a Marvel se dá bem com a Sony? Entenderam por que a Sony chegou a até a pensar em liberar o prédio da Oscorp para integrar a paisagem novaiorquina, de relance, no filme dos Vingadores?

Pois quase tivemos um “Homem-Aranha 4”

Depois de ganhar uma grana interessante com o Aranha vivido por Tobey Maguire nos dois primeiros filmes, algo aconteceu com a Sony. O terceiro, no qual a pesada mão de produtor de Avi Arad degringolou a intenção inicial do diretor Sam Raimi e forçou a entrada do Venom (o cineasta queria manter apenas o Homem-Aranha, mas foi forçado a engolir o monstrengo babão porque os fãs mais jovens adoravam), esteve longe de ser um sucesso comercial. E o projeto que existia, o tal do “Homem-Aranha 4”, nunca aconteceu.

Mas a parada tinha potencial: Dylan Baker como Lagarto, Anne Hathaway como Gata Negra, Bruce Campbell (o ator favorito de Raimi) como Mysterio e, o grande destaque aqui, o sensacional John Malkovich como Abutre. Existem até imagens de artes conceituais de Malkovich vestido como o vilão voador, o que dá uma boa ideia do que Raimi estava pensando pro personagem.

E eis que quase tivemos um filme do Sexteto Sinistro também

Tem uma coisa que precisa ser dita sobre o contrato da Sony com a Marvel: as coisas têm prazo pra acontecer. Se a Sony ficar muito tempo sem produzir nada com o Homem-Aranha, automaticamente os direitos retornam pra dona original. Foi isso, por exemplo, que aconteceu com a Fox, que antes de ser comprada pela Disney, já tinha perdido os direitos sobre o Demolidor depois daquele filme do Ben Affleck, por exemplo, que acabou então voltando pra Marvel e acabou virando aquela série do Netflix.

Portanto, a Sony não queria perder aquele personagem com tamanho potencial e escalou Andrew Garfield, com Marc Webb na direção, para dois novos filmes. O cineasta foi lá e deu um tom diferente pra coisa, mas, comercialmente, não fez nem cócegas. No segundo filme desta nova fase “espetacular” da franquia, a bilheteria passou anos-luz do que se esperava. Foi, dos cinco filmes aracnídeos da Sony, aquele que arrecadou menos. E por mais que a trama deixasse pontas soltas para um número 3 e todo mundo estivesse falando tanto de spin-offs com Venom e personagens femininas do mundo Aranha, a conta não fechava. Tava todo mundo bem frustrado.

Um projeto que estava praticamente certo e cuja cena final de “O Espetacular Homem-Aranha 2”, com os pedaços de uniformes dos vilões já deixava claro que ia rolar era um filme do Sexteto Sinistro. Sim, sim, a ideia dos filmes dos malvadões começou ali. “Chris Cooper (que viveu o moribundo Norman Osborn nos filmes com Garfield) voltaria para interpretar o Duende, pois íamos congelar sua cabeça para ele voltar à vida”, disse Webb em entrevista ao Den of Geek, muitos anos depois. “E chegamos a conversar sobre o Abutre também”.

Mas a bilheteria falou mais alto. E tome outro projeto direto pra gaveta.

Tom Holland e Marvel entram na brincadeira

Ex-executivo poderoso da Warner, Jeff Robinov, chegou até a começar a desenhar um novo reboot para o herói, desta vez como adulto, para evitar contar mais uma história de origem. Segundo um memorando de oito páginas que escreveu para a produtora Amy Pascal – e que acabou vazando depois do infame episódio do #SonyHack –, ele já tinha até um shortlist de diretores favoritos: Brad Bird (“Os Incríveis”), Chris Buck e Jennifer Lee (“Frozen”), Damien Chazelle (“Whiplash”), James Gunn (“Guardiões da Galáxia”), Phil Lord e Chris Miller (“Uma Aventura Lego”), Colin Trevorrow (“Jurassic World”), David Yates (“Harry Potter”) e até mesmo Edgar Wright (aquele que quase dirigiu “Homem-Formiga”).

Até mesmo os irmãos Anthony e Joe Russo, de “Soldado Invernal”, “Guerra Civil” e da dobradinha “Guerra Infinita” e “Ultimato”, teriam chegado a tentar trocar uma ideia com Pascal sobre uma forma de recontar a história do Escalador de Paredes nos cinemas.

O caso é que a Sony sabia muito bem do potencial do herói que tinha em mãos. E vinha vendo o tanto de dinheiro que a Marvel, agora sob o controle da Disney, tava ganhando com seus heróis. E se o Homem-Aranha estivesse entre eles…? Será que tentar outro reboot por conta própria não seria uma manobra arriscada?

Do outro lado, estava a Marvel/Disney. Que tinha o controle total sobre todo o resto relacionado ao Homem-Aranha. Mas, obviamente, faltava o cinema, que era um de seus maiores desejos desde sempre. Porque, com o personagem devidamente reforçado nas telonas, objeto de desejo de meninos e meninas de tudo quanto é idade, todo o restante de suas atividades envolvendo o sujeito sairiam fortalecidas. Blockbusters fortes geram mais dinheiro em vendas de produtos. Matemática simples de Hollywood.

Com a Sony precisando urgentemente injetar vida nova no Homem-Aranha antes que o prazo para a produção de um novo filme expirasse, valeria muito a pena abrir mão de um pouco de controle criativo em troca de EXPOSIÇÃO. O Homem-Aranha como parte do mundinho Marvel nos cinemas é propaganda gratuita e em movimento para um filme da Sony dentro dos filmes de um concorrente. Os fãs ficam felizes (“aê, finalmente o Homem-Aranha com os Vingadores!”), a Marvel fica feliz e a Sony fica feliz. Estando bom para ambas as partes…

Aí veio Tom Holland e, bingo, ganhamos um novo Aranha versão live-action.

Essencialmente, é assim: a Marvel tem controle sobre todas as decisões criativas. Mas a Sony, obviamente, tem que aprovar as ideias, dar a canetada final, dizer se concorda ou não. E é a Sony quem vai distribuir o filme nos cinemas, cuidar do marketing, estas paradas. A Marvel não tem que pagar um centavo para a Sony por utilizar o Homem-Aranha, por exemplo, em Guerra Civil. Mas, da mesma forma, a Marvel não recebe um centavo pela bilheteria que o futuro filme arrecadar.

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Importante dizer aqui que isso vale para este Homem-Aranha na versão com atores. Não inclui os filmes animados do Aranhaverso com Miles Morales. E não inclui também os filmes com outros personagens do mundinho aracnídeo, tal qual Venom e Morbius. Está claro?

As ideias do Aranhaverso que fracassaram e ficaram pelo caminho

Olha, tivemos algumas aqui, viu? Em sua grande maioria, claro, como resultado da Sony querendo fazer acontecer alguma coisa relacionada aos personagens que orbitam em torno do Homem-Aranha.

Um dos que teve mais vida até ser enfim colocado pra escanteio foi “Silver & Black”, uma produção que reuniria a anti-heroína Gata Negra com a mercenária Silver Sable – que os fãs dos gibis já conhecem, mas acabou sendo apresentada a uma nova geração graças à sua participação no primeiro jogo de Playstation do Homem-Aranha, da Insomniac. Gina Prince-Bythewood (do recente “A Mulher-Rei”) já estava até na cadeira de diretora, trabalhando a partir de um roteiro escrito por ela e por Lisa Joy, Chris Yost e a dupla Lindsey Beer e Geneva Robertson-Dworet.

A intenção seria que a produção se conectasse com o filme do Venom e inclusive tivesse uma participação especial de Holland como Homem-Aranha, numa trama que seria uma espécie de “Thelma & Louise” versão super-heroínas. Vilões como Camaleão, Lápide e Tarântula chegaram a ser considerados. Muitos atrasos e problemas de agenda da diretora (envolvida na adaptação de outra HQ, “The Old Guard”, com Charlize Theron) fizeram a película ser cancelada de vez em agosto de 2018, com a intenção de ao menos tentar fazer um filme solo pra cada uma das duas. Só que não rolou nem isso.

Também rolou um plano, que acabou nunca sendo nada além disso, de fazer um filme da Tia May. Sim, ela mesma, a tia que criou Peter Parker. O papo, que começou a ser ventilado em 2014, falava sobre uma versão mais jovem da personagem, numa trama de espionagem ambientada no passado. Muita gente lembrou, claro, do controverso gibi “Trouble”, de 2003, que mostrava as picardias de versões adolescentes de May, do Tio Ben e do casal Richard e Mary Parker, os pais biológicos de Peter. Parece um delírio coletivo, mas é a mais pura verdade.

E depois do sucesso que foi o segundo filme com Tom Holland, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, rolou um papo forte sobre existir um filme solo do vilão Mysterio, com Jake Gyllenhaal de volta ao papel principal. Mas nunca se tornou nada além disso, pra ser franco.

O que o futuro nos reserva

Depois da grana boa que fizeram os dois primeiros filmes, está claro que teremos “Venom 3”. Com Tom Hardy mais uma vez no papel de Eddie Brock, o filme terá ainda no elenco Chiwetel Ejiofor (o Bardão Mordo dos filmes do Doutor Estranho) e Juno Temple (a Keeley Jones da série “Ted Lasso”), ambos em papéis ainda não revelados. Aliás, a trama ainda é um mistério, mas a estreia deve ser ainda em 2024. A direção é de Kelly Marcel, que foi corroterista dos dois primeiros filmes.

Todavia, ainda este ano outro vilão das HQs do Aranha deve ganhar seu filme solo: Kraven, o Caçador. Já revelado como um dos antagonistas do vindouro game do herói pra PS5, o sujeito será interpretado em seu live-action por Aaron Taylor-Johnson – que já descreveu seu personagem como um “amante dos animais” e “conservacionista”, o que dá a entender que vão dar uma bela suavizada nele para criar um mínimo de empatia, tal qual aconteceu com a Cruella (essencialmente, uma vilã que matava cachorrinhos pra fazer casaco de pele) na versão com Emma Stone. Com direção de J. C. Chandor (“Operação Fronteira”), Kraven traz no elenco Ariana DeBose como a feiticeira Calypso, Fred Hechinger como Dmitri Smerdyakov / Camaleão (meio-irmão do Kraven), Alessandro Nivola como Rhino, Christopher Abbott como O Estrangeiro e Russell Crowe no papel de pai do Kraven. A estreia será em outubro de 2023.

Já em 2024, teremos mais uma variante do mundinho teioso, com a película da chamada Madame Teia. O título já foi usado por mais de uma personagem nos gibis, referindo-se a uma mulher de poderes místicos que prevê o futuro ao “manipular” as teias da realidade. No papel principal está Dakota Johnson, da franquia “Cinquenta Tons de Cinza”, mas o elenco está repleto de atrizes que, de acordo com as conversas de bastidores, devem viver diferentes mulheres-aranha. Há quem diga, por exemplo, que Sydney Sweeney (“Euphoria”) será Julia Carpenter, a segunda Mulher-Aranha e substituta da Madame Teia original. Já Isabella Merced (a versão em carne e osso da Dora, a Aventureira) deve ser Anya Corazon, a Garota-Aranha. E por aí vai. A direção é a estreia cinematográfica de S.J. Clarkson, conhecida por seu trabalho na TV com séries como “Jessica Jones”, “House” e “Heroes”.

Para completar, em agosto deve começar a ser rodado “El Muerto”, película a ser estrelada pelo rapper Bad Bunny. Ele vai viver um coadjuvante C dos gibis recentes do Aranha, alguém que ganha poderes ao vestir uma máscara de lucha libre, dos clássicos lutadores mexicanos. A direção é de Jonás Cuarón, filho do diretor Alfonso Cuáron, a partir do roteiro de Gareth Dunnet Alcocer. Tudo aqui é um verdadeiro mistério e, bom, levando em consideração a qualidade do personagem original, talvez fosse melhor continuar sendo…

Além do quarto filme do Homem-Aranha com Tom Holland (outro totalmente integrado ao MCU e com produção da própria Marvel), que deve começar a se tornar realidade em breve, Amy Pascal anunciou, no auge da empolgação com o sucesso do segundo Aranhaverso, que teremos um filme animado estrelado pela Mulher-Aranha – que aparece no filme, aliás, em sua versão motoqueira grávida, embora talvez estejamos falando aqui da versão Gwen Stacy – e também o tão aguardado live-action estrelado por Miles Morales. Que comecem as especulações sobre quem poderia viver o herói!

Agora, se você está aí se perguntando “ah, mas e um segundo filme do Morbius, vai rolar?”. Amigo, então. Tome vergonha nessa cara e pare de se preocupar com coisas assim. Vai fazer mal pra sua saúde.

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Thiago Cardim
Thiago Cardimhttps://linktr.ee/thiagocardim
Thiago Cardim é uma mistura de jornalista com publicitário, salpicada com cinéfilo, temperada com metaleiro e reforçada com gibizeiro. Escreve sobre cultura pop no Gibizilla, fala sobre coisas do mundo no podcast Imagina Se Pega No Olho e sobre música no Imagina Se Pega no Ouvido.

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