A opinião de Geezer Butler sobre “Appetite for Destruction”, do Guns N’ Roses

Eterno baixista do Black Sabbath acredita que disco tinha um diferencial em relação à música da época

Levou um ano para que o álbum de estreia do Guns N’ Roses, “Appetite for Destruction” (1987), estourasse. A popularidade veio de fato quando a música “Sweet Child O’Mine” saiu como o terceiro single. O disco tornou-se um dos mais bem-sucedidos do rock, vendendo cerca de 30 milhões de cópias mundialmente.

Geezer Butler tem um palpite para o sucesso de tal álbum. Em entrevista ao podcast “Appetite for Distortion” (via Ultimate Guitar), o eterno baixista do Black Sabbath afirmou que, em comparação à música da época, “Appetite for Destruction” soava como uma novidade.

“Eu realmente achei um ótimo álbum. Foi revigorante na época, era diferente de todo o glam metal que estava rolando. Eu gostava de ouvir o Guns N’ Roses, eles são muito bons.”

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Durante o bate-papo, o músico ainda relembrou, entre risadas, uma história curiosa. Sua antiga banda, GZR, formada em 1995, chegou a ser confundida com o Guns N’ Roses – cuja sigla é GNR.

“Confundiram algumas vezes as bandas. Eu recebia coisas do tipo: ‘querido Axl’. Então eu percebia a confusão. Ninguém sabia quem era GZR, então eles automaticamente pensaram que era o Guns N’ Roses.”

Guns N’ Roses e “Appetite for Destruction”

Lançado em 21 de julho de 1987, “Appetite for Destruction” é o álbum de estreia do Guns N’ Roses. Mais de um mês após seu lançamento, apenas 200 mil cópias do disco haviam sido vendidas. Um número baixo levando-se em conta a época e o investimento feito pela gravadora, Geffen, no grupo então formado por Axl Rose (voz), Slash (guitarra solo), Izzy Stradlin (guitarra rítmica), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria).

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Em agosto de 1988, o terceiro single, “Sweet Child O’Mine”, ganhou rotatividade nas rádios e na MTV. Assim, o disco virou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, com estimativa de 30 milhões de cópias despachadas. Nos Estados Unidos, com suas 18 milhões de unidades comercializadas, ostentou o recorde de disco de estreia mais vendido no país até 2018 – quando “Cracked Rear View”, do Hootie & the Blowfish, o superou em três milhões.

“It’s So Easy”, “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e “Nightrain” também saíram como singles do trabalho, que foi relançado em 2018 numa edição luxuosa em box set, além de formatos mais econômicos.

Sobre Geezer Butler

Terence Michael Joseph Butler, mais conhecido como Geezer Butler (Birmingham, Inglaterra, 17 de julho de 1949), fez história como baixista do Black Sabbath. Além de ter sido um dos membros fundadores da banda e revolucionado a forma de se tocar seu instrumento dentro do rock, foi ele quem escreveu a maioria das letras do grupo durante a era Ozzy Osbourne. Inspirava-se fortemente em sua fascinação por religião, ficção científica, fantasia e horror, bem como seus pensamentos sobre o lado negro da humanidade e a constante ameaça de aniquilação global que este representa.

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Começou como guitarrista na banda Rare Breed, que fundou em 1967 e que mais tarde contaria com Ozzy Osbourne como vocalista. Mudou para o baixo quando, com o Black Sabbath (anteriormente chamado The Polka Tulk Blues Band e Earth) formado, decidiu-se que a banda teria apenas Tony Iommi como guitarrista.

Butler foi um dos primeiros baixistas a usar pedal wah-wah em seu instrumento e a usar uma afinação um tom abaixo; no caso, D (Ré), que se tornou muito comum em bandas de heavy metal.

Além de seu trabalho com o Black Sabbath, participou também da banda solo de Ozzy Osbourne (com a qual gravou um álbum de estúdio e dois ao vivo), fundou o projeto solo GZR e participou do supergrupo Deadland Ritual. Após o fim deste último, em meados de 2020, declarou-se aposentado das atividades musicais.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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