Campanha nas redes pede que Tarja tire Armored Dawn da abertura de sua turnê

Banda tem sócio da Prevent Senior como vocalista; empresa é investigada por procedimentos criminosos durante a pandemia

Nos últimos dias, as redes sociais da cantora finlandesa Tarja Turunen têm sido bombardeadas com protestos de fãs brasileiros. O motivo é a inclusão da banda Armored Dawn como atração de abertura em sua próxima turnê americana. O grupo é comandado pelo vocalista Eduardo Parras (Eduardo Parrillo), um dos sócios da Prevent Senior, investigada na CPI da Covid-19.

A empresa do ramo de saúde é investigada pela suposta prática de procedimentos sem eficácia comprovada em pacientes de seu convênio durante a pandemia. Os doentes teriam sido usados como cobaias humanas para a aplicação de tratamentos sem eficiência comprovada, com drogas como hidroxicloroquina e ivermectina, muito propagandeados por negacionistas nos últimos anos.

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Logo após o estouro do escândalo, a banda chegou a anunciar o encerramento. Com o passar do tempo, foi voltando sem muito alarde, além de estar com as atividades totalmente focadas no exterior.

As páginas de Tarja no Facebook e Instagram, além da conta no Twitter, estão recebendo mensagens pedindo a exclusão do grupo, com direito ao uso das hashtags #noarmoreddawn e #ArmoredDawnGenocidal. Por hora, ela e sua equipe ainda não se manifestaram sobre os protestos.

https://www.facebook.com/tarjaofficial/posts/pfbid0PvQ9LZjYzL9qfhL9na2FjJpJqenHggN352d8m6moTHQ5iYwWWEMuTKPpCPXojJ1xl
https://www.instagram.com/p/CoFXGN_o0MG/

Tarja Turunen e Armored Dawn

A turnê de Tarja Turunen, batizada “USA 2023 Living the Dream Tour”, tem 12 datas agendadas em território estadunidense. O primeiro está marcado para 14 de junho na Filadélfia, estado da Pensilvânia.

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Junto de Eduardo Parras, a formação atual do Armored Dawn inclui os músicos Tiago de Moura e Timo Kaarkoski (guitarras), Heros Trench (baixo), Rafael Agostino (teclados) e Chris Oliveira (bateria).

Prevent Senior investigada

Além da investigação em âmbito nacional, a Prevent Senior também é investigada pela Câmara Municipal de São Paulo. Ano passado, um relatório propôs o indiciamento de 20 pessoas por 52 crimes somados e relacionados à ações da empresa durante a pandemia. Eduardo e seu irmão Fernando Parrillo, sócios-proprietários, não compareceram a nenhuma reunião às quais foram convocados para prestar esclarecimentos.

As acusações que pesam sobre os irmãos, de acordo com o próprio site da Câmara, são:

“Fernando foi acusado do crime de omissão de socorro (artigo 128 do Código Penal) por integrar o chamado Pentágono – (estrutura hierárquica extraoficial de comando interno da empresa).

Em relação a Eduardo, também há a acusação de omissão de socorro por integrar o Pentágono, além dos crimes de perigo para a vida ou saúde de outrem (artigo 132 do Código Penal) e crime contra a humanidade (artigo 7º, alínea k do Tratado de Roma), devido ao seu envolvimento no preprint de um suposto estudo que comprovaria a eficácia de medicamentos contra a Covid-19.”

Atualmente, a Prevent Senior voltou a vender planos de saúde após seis meses de paralisação durante as investigações. Em agosto do ano passado, alegadas vítimas da rede acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra um pedido feito pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araujo, de arquivamento das ações.

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Posicionamento da empresa

Após a publicação deste texto, a Prevent Senior entrou em contato e enviou a seguinte nota:

“A Prevent Senior refuta, mais uma vez, todas as acusações de que foi vítima, nenhuma delas comprovada. A empresa colabora com todas as investigações técnicas realizadas por diversos órgãos fiscalizadores por acreditar que restabelecerão a verdade dos fatos.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

1 COMENTÁRIO

  1. Brasileiros sendo Brasileiros… até de Nazistas estão chamando os caras da banda. Raça do inferno… Ainda não cansaram dessa onda de cancelamento no Twitter. Suzane Von Richtofen solta, Sérgio Cabral solto, Bruno solto, a vagabunda do caso Yoki solta… pra isso não tem protesto.

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