Steven Wilson diz que mídia convencional o ignora por achar que ele ainda é prog

Músico revela idolatria por Prince e desejo de ter se tornado um astro pop: "dizer que aspira o sucesso é quase um palavrão, mas é o que eu busco"

Através de seu trabalho com o Porcupine Tree e carreira solo, Steven Wilson se estabeleceu como um nome proeminente na cena progressiva. O reconhecimento de gigantes do passado, que o chamaram para retrabalhar em seus clássicos, contribuiu com o status.

Porém, o músico entende que houve um ônus causado por essa magnitude. Em entrevista a Rob Moore no YouTube (transcrita pelo Ultimate Guitar), o inglês refletiu sobre a maneira como sua obra é vista e as portas que são fechadas na grande mídia por conta de seu legado.

“Sempre houve uma parte de mim que ficou frustrada porque a música, para mim, nunca pareceu… intencionalmente obscura ou intencionalmente não comercial. Nem todas as minhas músicas, mas algumas das músicas são, eu acho, bastante acessíveis. Há um conceito prévio sobre mim que exclui a possibilidade de tocar minhas composições no rádio.

Então, eu meio que existi fora da exposição da mídia convencional que você esperava obter se é um artista que tem música acessível. Eu nunca tive os benefícios disso. E isso tem sido muito frustrante. Estou sendo muito honesto com você, fico muito frustrado com isso.”

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Wilson ressalta que fazer música obscura deliberadamente nunca foi sua intenção. Ao contrário, o músico lembra aspirar a ser como Prince, sendo apreciado pelo maior número possível de pessoas.

“Para algumas pessoas, dizer que aspira o sucesso é quase um palavrão, mas é o que eu busco. Quando eu era criança, me apaixonei por estrelas pop como Prince. Era meu ídolo, eu queria ser ele, apesar de não ter nada perto de seu talento ou carisma. Mas a ideia, a magia da estrela pop, o ícone pop, eu me apaixonei completamente por isso. Eu queria ser uma estrela pop.”

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Steven Wilson e as vantagens do nicho

Ao mesmo tempo, Steven Wilson reconhece que ser um músico de nicho possui suas vantagens.

“Uma das razões pelas quais tenho sorte é que quando faço um show, seja com o Porcupine Tree ou uma de minhas turnês solo, posso tocar o que quiser. Eu não tenho nada que as pessoas estão esperando que eu toque.”

Porcupine Tree e “Closure/Continuation”

Closure/Continuation”, álbum que marcou o retorno do Porcupine Tree após mais de uma década, saiu em junho. O trabalho chegou ao topo das paradas na Alemanha, Holanda e Escócia, além do 2º lugar na Inglaterra. Ainda foi Top 20 em outros 11 charts europeus.

O próximo disco solo de Steven Wilson sai em 2023. O trabalho será conceitual, baseado no livro “Limited Edition Of One”, que o músico publicou este ano.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

1 COMENTÁRIO

  1. Acredito que talvez ele não dimensione a envergadura da sua própria carreira… Não ter sua obra tirada nas rádios , não diminue em nada seu talento como músico e guitarrista. Porcupine envereda por uma vertente do Prog há muito tempo carente de bandas. Arena, IQ, Pendragon já vem algum tempo fora…Marília se tornou mais comercial…enfim. Existe muitos fãs mundo afora desse gênero e o trabalho belíssimo dele a frente do Porcupine é um salve para quem curte o estilo. Espero q venha em turnê ao Brasil.
    abç

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