Por que Alex Holzwarth substituiu batera brasileiro no Angra em “Angels Cry”

Marco Antunes fez parte da formação original do Angra e viajou para gravar o álbum de estreia, mas perfeccionismo fez produtor sacar o baterista

A formação original do Angra, que gravaria o disco de estreia “Angels Cry” (1993), contava com o baterista Marco Antunes além de Andre Matos (voz), Luís Mariutti (baixo), Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro (ambos guitarra). No entanto, o alemão Alex Holzwarth foi quem assumiu as baquetas e ele mesmo falou sobre como foi parar nas gravações do debut dos brasileiros.

Holzwarth conversou com o Ibagenscast e contou sobre a amizade com Charlie Bauerfeind, produtor de “Angels Cry”. Na ocasião, ele estava em um emprego comum quando recebeu o convite para o álbum do Angra e aceitou, até mesmo pela condição financeira. A transcrição é do Whiplash.net.

“O Charlie Bauerfeind era meu amigo. Ele produziu o disco ‘A Sense of Change’, da minha banda Sieges Even. O Angra estava em Hamburgo trabalhando e precisavam de um baterista para ajudar em uma situação lá. Eles tinham investido grana e o Charlie me ligou perguntando se eu topava. Eu estava trabalhando no correio na época. Para tentar ganhar uma grana! Disse que podia pegar o trem e ir lá gravar. Ensaiamos as músicas e gravamos. Tudo foi feito em 2 dias. Foi algo bem difícil, sabe? Mas no final fiquei muito orgulhoso.”

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Sobre Marco Antunes, Holzwarth revelou que conheceu o músico brasileiro e lamentou que tenha ocupado seu lugar. Segundo ele, o perfeccionismo do produtor Bauerfeind foi o que causou a substituição de última hora.

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Sem click em “Angels Cry”

No entanto, Alex Holzwarth tem um palpite sobre a saída de Marco Antunes. O músico conta que “Angels Cry” de estreia do Angra não foi gravado utilizando o famoso click, que ajuda a marcar o tempo correto para a bateria e demais instrumentos. O recurso era usado nos ensaios, mas não nas gravações.

“Sabia que o ‘Angels Cry’ não foi gravado com click? Não é como hoje que você grava a bateria e edita digitalmente. Dá para sacar se você ouvir. Não teve click, a não ser em alguns momentos, se não estou errado. Tinha uma parte com pedal duplo em ‘Time’, falaram que eu estava indo muito rápido. Era porque não tinha click.”

A ausência da ferramenta pode ter sido o motivo pelo qual o produtor optou por sacar Marco Antunes e trazer Holzwarth. O baterista alemão cita o estilo do brasileiro como um possível empecilho para trabalhar sem o click.

“Pode ser por isso que resolveram trocar o baterista e eu entrei. Não sei dizer. Talvez o produtor Charlie quisesse um cara com estilo europeu de tocar bateria. Funciona melhor para ele. Ele é muito perfeccionista, talvez um estilo muito latino como o do Marco Antunes, cheio de ritmo e movimento – o que pode ser ótimo – não funcionasse para ele.”

Alex Holzwarth além do Angra

Depois das gravações, Alex Holzwarth se estabeleceu como músico de estúdio, tendo tocado com bandas como Blind Guardian, Avantasia, Rhapsody of Fire, Serious Black e Timo Tolkki’s Avalon.

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No Angra, Ricardo Confessori assumiu as baquetas logo em seguida às sessões do álbum, ficando até 2000 e retornando entre 2009 e 2014.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito bom…lembro de algo sobre o assunto batera, não sou muito fã do Angra, mas lembro de um comentário sobre isso!!!! O angra só fui gosta mesmo por causa do clipe Make Believe que passava muito no programa Gás total da MTV, Holy land é um álbum dukralho e bem temático!!!! O vocal de Andre Matos era único, Shaman foi a melhor coisa que aconteceu em termos de power metal…na minha singela opinião!!!! Já vi entrevistas com Confessori e notei que o cara é meio arrogante e não tá nem aí para os problemas socias do Brasil, disse ele: ¨que são lugares que eu não ando¨, isso marcou muito para mim na época…era um programa infanto juvenil estilo Programa Livre do SBT que era apresentado pelo Luciano Amaral no canal da Cultura!!!! Hoje em dia sou fã de Aquiles Priester e Igor Cavalera mesmo, o batera do Torture Squad também detona…tem muito batera desconhecido por aí que toca bem e tem sensiblidade e preocupação com as coisas sociais que acontece no mundo!!!! É por isso que existe a desigualdade social, nariz empinado e aquelas pessoas ricas não estão nem aí para o pobre, valeu!!!!

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