Resenhas

Van Halen: 30 anos de “1984”



O Van Halen cresceu rapidamente com o lançamento de seus primeiros discos. Apesar de “Fair Warning” não ter sido um sucesso de vendas e ter colaborado para aumentar a tensão entre Eddie Van Halen e David Lee Roth, “Diver Down” recuperou tanto a boa situação entre os dois quanto o número de cópias que o grupo californiano conseguia vender.


Mas o lançamento seguinte, definitivamente, foi o divisor de águas da carreira da banda, em todos os sentidos. “1984” aterrissou às prateleiras logo em janeiro do ano de seu título. Foi o primeiro disco a ser gravado no recém-construído 5150 Studios e, como de praxe, contou com a produção do excelente Ted Templeman.

Até aí tudo bem, mas quando se aperta o play, o estranhamento é enorme: um riff de teclado? Por incrível que pareça, o álbum foi o primeiro a ter maior emprego dos teclados genuinamente “oitentistas”. E o resultado ficou magnífico. O resultado da nova investida, em termos comerciais, foi monstruoso. “1984” atingiu a 2ª colocação das paradas estadunienses apenas porque “Thriller”, de Michael Jackson, estava morando no topo desde o ano anterior.
Os singles deram conta do recado, também se tratando de EUA: o carro-chefe “Jump” atingiu o primeiro lugar das paradas gerais e conseguiu chegar ao top 20 das paradas de Dance Music (!!), enquanto “I´ll Wait” e “Panama” chegaram ao 13° lugar (obviamente em datas diferentes) e “Hot For Teacher”, à 56ª posição. Em um ano, já havia vendido 5 mihões de cópias só na terra do Tio Sam, e nos dias de hoje já ultrapassou as 10 milhões, sendo certificado como disco de diamante por lá.
No aspecto musical, a mudança é refletida em algumas canções que o uso dos teclados foi maior, mas nada que retirasse a fórmula mágica do Van Halen. Tudo estava lá, como sempre: os vocais carismáticos e cheios de identidade de David Lee Roth, as guitarras fabulosas de Eddie Van Halen, o baixo bem tocado e os backing vocals cavalares de Michael Anthony e a bateria espetacular de Alex Van Halen, além dos ótimos teclados e das impecáveis composições.

Igor Miranda
Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Escreve sobre música desde 2007. Atualmente, é redator do Whiplash.Net, o maior site sobre rock e heavy metal do Brasil. Também é editor-chefe da revista e site Guitarload, para guitarristas, e redator do site Revista Cifras, a página editorial do portal Cifras.

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