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Como o Rush mudou abordagem de erros em ensaios com Anika Nilles

Segundo Geddy Lee, banda alterou a estratégia durante a preparação para estar pronta para possíveis imprevistos nos shows

Geddy Lee e Alex Lifeson passaram a tocar nos bastidores com Anika Nilles em março do ano passado. Segundo o vocalista, tecladista e baixista à Absolute Radio, a baterista alemã enfrentou dificuldades para executar o catálogo do Rush de início, mas adaptou-se e, ao longo dos meses, os músicos ensaiaram cada vez mais canções. 

De qualquer forma, os erros durante os ensaios eram comuns, já que a formação ainda estava se entrosando. Por isso, os integrantes decidiram adotar uma estratégia.

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De acordo com Lee, num primeiro momento, sempre que alguém errava, o trio retomava a música desde o começo. Com o tempo, porém, perceberam que essa abordagem não os preparava para a realidade dos shows e resolveram mudar a forma de ensaiar, como explicou à Rolling Stone (via Loudwire):

“Quando estávamos ensaiando, principalmente no começo, se um de nós cometesse um erro, parávamos e tocávamos a música novamente. Perto do fim dos ensaios, começamos a tocar até o final, mesmo quando acontecia algum erro ou imprevisto, porque precisávamos estar preparados para que isso acontecesse durante um show.”

No fim das contas, todos estavam aprendendo juntos. Para Geddy, enquanto Nilles entendia o jeito que o saudoso antecessor Neil Peart tocava, o restante do grupo também percebia as particularidades das músicas:

“Estávamos aprendendo junto com Anika. Percebíamos como a maneira de Neil tocar era diferente de outros estilos. Assim, por meio das experiências de Anika, entendíamos cada vez melhor as composições de Neil […]. Sabíamos as músicas de forma natural. Quando ensaiávamos, simplesmente tocávamos. Por isso, foi muito difícil para mim explicar certas coisas a Anika, eu precisava voltar e dizer: ‘espera aí, deixa eu ouvir’.”

Ao mesmo tempo, as conversas a respeito das canções ajudaram Anika a encontrar um ritmo em meio à preparação. Nas palavras da musicista: 

“Na verdade, acho que ajudou muito termos conversado sobre o Neil, sobre a forma como ele tocava e seu estilo, além de como eles, como músicos, se sentiam tocando com ele. Isso definitivamente me ajudou a entender o que eu precisava mudar e como deveria me adaptar. A questão era menos o que tocar e muito mais como tocar. Levei um tempinho para entender os detalhes e me ajustar. Talvez também porque ainda não nos conhecíamos.”

Rush e a “Fifty Something Tour” no Brasil

O Rush excursionará pela América do Norte ao longo de 2026. No ano seguinte, levará a “Fifty Something Tour” para outros continentes. O Brasil recebe o trio em entre 22 de janeiro e 4 de fevereiro para seis shows:

  • 22 de janeiro de 2027 – Curitiba – Arena da Baixada
  • 24 e 26 de janeiro de 2027 – São Paulo – Allianz Parque
  • 30 de janeiro de 2027 – Rio de Janeiro – Estádio Nilton Santos (Engenhão)
  • 1 de fevereiro de 2027 – Belo Horizonte – Estádio Mineirão
  • 4 de fevereiro de 2027 – Brasília – Arena BRB Mané Garrincha

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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