Sharon Osbourne deverá marcar presença em uma marcha anti-imigração. Por meio das redes sociais, a empresária e viúva de Ozzy Osbourne sugeriu que estará em ato organizado pelo ativista britânico de direita Tommy Robinson, conhecido por protestos contra imigrantes em Londres, na Inglaterra.
No último dia 11 de abril, o perfil Gauci Reports publicou um vídeo de Robinson convocando o público para uma nova marcha no dia 16 de maio. Em meio ao registro, o ativista afirma que a Inglaterra “já teve o suficiente da migração, já teve o suficiente da imigração em massa, já teve o suficiente da opressão de um governo tirânico” e complementa:
“Não queremos três anos de fronteiras abertas. Já tivemos o suficiente de estupradores entrando no nosso país de barco, o suficiente de colocar outras pessoas em primeiro lugar, o suficiente de não dar moradia às famílias britânicas, com gente esperando na fila por 10, 15 anos, enquanto vocês dão casas a muitos afegãos que têm 22 vezes mais probabilidade de cometer estupro.”
A empresária inglesa curtiu a postagem e escreveu na seção de comentários: “vejo você na marcha”.

Diante do apoio manifestado, a organização beneficente Centrepoint rompeu vínculos com a empresária. Desde o início do mês, Sharon participava, ao lado da filha Kelly Osbourne, de uma campanha de arrecadação de fundos para a instituição, que ajuda jovens vulneráveis em situação de rua.
Ao The Guardian (via Metal Hammer), um representante explicou a decisão:
“Esse tipo de evento não está alinhado com os nossos valores. A Centrepoint tem um histórico sólido de apoio a jovens, independentemente de sua origem, etnia ou religião. Se queremos que os jovens prosperem neste país, precisamos garantir que a nossa sociedade continue permitindo que vivam sem medo e tenham acesso às oportunidades necessárias para iniciar seus estudos ou ingressar no mercado de trabalho e deixar a situação de rua para trás. Embora Sharon tenha nos apoiado nesta campanha, ela não é uma embaixadora oficial contínua da Centrepoint e não temos planos de trabalhar com ela novamente no futuro.”
Posicionamento de Sharon Osbourne
Vale mencionar que Sharon, que por décadas morou nos Estados Unidos como imigrante, já havia demonstrado no ano passado seu descontentamento com certas manifestações políticas no festival Coachella. Defensora de Israel, a empresária criticou o Kneecap por expressar apoio à Palestina no palco e, em um texto publicado nas redes sociais, pediu a revogação dos vistos de trabalho da banda por “promover organizações terroristas”:
“O Coachella 2025 será lembrado como um festival que comprometeu sua integridade moral e espiritual. A Goldenvoice, organizadora do evento, contribuiu para isso ao permitir que artistas usassem o palco do Coachella como plataforma de expressão política. Em um momento em que o mundo vive um cenário de grande instabilidade, a música deveria servir como escape, e não como palco para debates políticos. Embora festivais como o Coachella reúnam talentos notáveis de todo o mundo, o principal propósito da música é unir as pessoas. Não deveria ser um espaço para promover organizações terroristas ou disseminar ódio.
O Green Day, uma banda que eu pessoalmente admiro, escolheu compartilhar suas opiniões sobre o Oriente Médio durante sua apresentação no Coachella. Embora eu respeite o direito de se expressarem, esse tipo de discussão seria mais apropriado em um show próprio, e não em um festival. Já o Kneecap, grupo de rap irlandês, levou sua apresentação a outro nível ao incorporar declarações políticas agressivas. Suas ações incluíram projeções de mensagens anti-Israel e discurso de ódio, e a banda apoia abertamente organizações terroristas. Esse comportamento levanta questionamentos sobre a adequação de sua participação em um festival desse porte e, além disso, o fato de estarem escalados para tocar nos Estados Unidos […]. Peço que se juntem a mim na defesa da revogação do visto de trabalho do Kneecap.”
Sobre Sharon Osbourne
Sharon Osbourne começou a trabalhar efetivamente com gerenciamento de artistas no fim da década de 1970. Seguindo os passos do pai Don Arden, que empresariava o Black Sabbath, a profissional primeiro cuidou do trabalho do guitarrista Gary Moore e, então, passou a assumir a carreira solo do companheiro Ozzy Osbourne.
Apesar de mais conhecida pelos feitos ao lado do saudoso Madman, a empresária de 73 anos também colaborou com outros grandes nomes. Além de criar a própria companhia Sharon Osbourne Management, esteve envolvida na administração do Motörhead, Lita Ford, The Smashing Pumpkins, Coal Chamber, entre outros.
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