Desde a saída de Jéssica Falchi em março do ano passado, a Crypta ainda não havia anunciado uma substituta definitiva para a vaga. Inicialmente, a guitarrista brasileira Helena Nagagata assumiu a posição nas apresentações ao vivo. Então, a partir de setembro, a americana Victoria Villarreal passou a ocupar o posto e, agora, foi confirmada como integrante permanente.
A banda comunicou a decisão nas redes sociais no último domingo (19). Com uma foto profissional da nova formação, a postagem destacou: “A Crypta dá as boas-vindas a Victoria Villarreal como nova integrante da banda!”
Villarreal reside em Los Angeles, Estados Unidos, e foi integrante do Bow Befone None, banda de death metal. Atualmente, comanda o Syrebris, com uma pegada mais progressiva, ao lado do marido e também guitarrista Manuel Villarreal, cantando no projeto.
A guitarrista, que começou a tocar aos 17 anos, fez sua estreia com a Crypta no último dia 5 de setembro, em Nova York. Já o primeiro show como membro oficial do grupo aconteceu também no domingo (19), no festival Friburgo Rock Festival, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
Por meio dos Stories do Instagram, a instrumentista compartilhou a notícia e escreveu: “Empolgada por começar este novo capítulo com a Crypta.”
Atualmente, a Crypta excursiona com a turnê “Shades of Sorrow – Final Rites”, que encerra a divulgação do disco “Shades of Sorrow” (2023). Por enquanto, há datas marcadas até agosto. Segundo a própria banda, a ideia é iniciar neste ano a gravação do terceiro disco de estúdio.
Crypta e a escolha de Victoria Villarreal
Durante entrevista ao canal Heavy Talk em dezembro do ano passado, Luana Dametto mencionou a entrada de Helena Nagagata e Victoria Villarreal, assim como explicou a troca de guitarristas. Conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br, a baterista ressaltou na ocasião que a banda procurava uma integrante que não só tivesse talento, mas que proporcionasse “harmonia” no sentido pessoal:
“Já foi falado várias vezes, mas é bom clarear para as pessoas que sim, não estamos trocando guitarrista a cada dois dias, são membros convidados […]. A gente não oficializou ninguém […]. Uma coisa também que acho que muita gente não entende, talvez pela inexperiência de viver de banda, é que vale muito mais uma pessoa que convive em harmonia do que uma pessoa que toca um absurdo. Você tem que passar 24 horas com a pessoa, sem nenhuma privacidade, em turnê por sei lá quantos meses sem pausa […]. A gente testou por enquanto só duas pessoas: a Helena e a Victoria. E as duas, tanto como guitarrista quanto como pessoas, são incríveis, incríveis mesmo.”
Em seguida, Luana relembrou como conheceu ambas as musicistas, descritas como “incríveis”, e detalhou o início da parceria com Victoria, que, ao seu ver, deu certo pela ligação da guitarrista com o death metal:
“A Helena, que é aqui do nosso país, é uma incrível musicista e faz um trabalho de session absurdo. Ela foi chamada não com tanto tempo assim para se programar e ela tirou tudo e tirou ótimo. Chegou lá e fez o trampo, e fez o trampo muito bem feito. A gente ficou bem impressionada. Eu conhecia ela de nome, mas eu nunca tinha conhecido ela pessoalmente antes de tocar com ela na Crypta. Mas a Victoria eu já tinha conversado na internet e eu conhecia ela há mais tempo do que a Helena. Existe uma iniciativa chamada Chaos Rising com várias musicistas, mulheres, que compõem juntas, colaborações mais por hobby mesmo, por diversão, em casa. E eu já colaborei lá e a Victoria foi uma das pessoas que eu conheci nessas colaborações. Então, eu sabia que ela curtia Crypta e que ela curte uns death metal louco aí, e aí deu bem certo também. Então vamos ver. De repente a gente vai testar mais gente, talvez, não.”
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