Ritchie Blackmore é conhecido por sua personalidade difícil. Ao longo dos anos, inúmeros relatos destacaram seu temperamento complicado e atitudes tidas como arrogantes, algo que o guitarrista já afirmou não se importar. Contudo, recentemente, o próprio surpreendeu ao confessar que, em sua visão, guitarristas em geral não são mesmo boas pessoas.
O assunto surgiu durante uma transmissão no Instagram ao lado de sua esposa e colaboradora Candice Night. Na ocasião, fãs enviaram perguntas ao músico dos mais diversos tópicos.
Quando questionado sobre o saudoso Tommy Bolin, que o substituiu no Deep Purple em 1975, Blackmore relembrou a amizade entre eles e opinou conforme transcrição do Blabbermouth:
“Eu o conhecia mais como amigo. E ele era um cara tão legal que eu nem conseguia acreditar que era guitarrista, porque a maioria dos guitarristas não é gente boa. Ele era muito gentil, e era indígena — acho que Sioux ou algo assim — e eu ia até a casa dele, e a gente se divertia simplesmente conversando. Nunca houve inveja, nem qualquer tipo de competição.”
Blackmore já manifestou seu descontentamento com quem é da área musical como um todo. Conversando com a Classic Rock em 1975, o artista havia descrito 80% das pessoas do meio como “entediantes”:
“Quando você viaja e está há tanto tempo no meio, passa a ter uma percepção da aura de certas pessoas, de como elas são e do que representam. Costumo analisar alguém em poucos segundos e dizer a mim mesmo: ‘não quero falar com ele porque acho que é uma pessoa muito entediante’. Então, dou um gelo, e eles me olham, veem que sou muito sério e frio, e me deixam em paz. Isso me deixa muito feliz, na verdade, porque não quero conversar com essas pessoas. 80% das pessoas que encontro são muito entediantes.”
Sobre Ritchie Blackmore
Nascido em Somerset, Inglaterra, Richard Hugh Blackmore começou sua carreira de músico profissional participando de sessões com o produtor Joe Meek, além de tocar ao vivo com o The Outlaws e Screaming Lord Sutch. Gravou com nomes como Glenda Collins, Heinz e Neil Christian.
Convidado pelo baterista Chris Curtis, se juntou ao Deep Purple em 1968. Acabou se tornando um dos grandes responsáveis pelo sucesso do grupo, criando momentos memoráveis da história do rock em seus riffs e solos. Saiu em 1975, retornando em 1984 e ficando até 1993.
Ainda na metade dos anos 1970, formou o Rainbow. A proposta inicial era fundir o hard rock com influências clássicas, adotando uma pegada mais comercial com o passar dos anos. Entre idas e vindas, o grupo retornou na década passada e segue fazendo shows esporádicos.
Desde 1997, comanda o Blackmore’s Night ao lado da esposa, Candice. O projeto condensa música renascentista e folk rock.
Genial e genioso, coleciona desavenças e sopapos com colegas de banda, incluindo os vocalistas Ian Gillan e David Coverdale. Recluso, não costuma comparecer a eventos, como a cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame 2016, quando foi induzido com o Deep Purple.
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