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Papangu prova no Lolla que o melhor pode vir do inesperado

Banda paraibana que vai do maracatu ao metal aproveita oportunidade em grande palco para oferecer uma das performances mais interessantes do festival

E se um dos melhores shows do Lollapalooza Brasil 2026 tiver sido de uma banda brasileira de perfil pouco ligado ao festival, com uma mistura que vai de King Crimson a Sepultura em uma liberdade criativa à la Hermeto Pascoal? Parece caótico, mas o Papangu, que abriu o palco Flying Fish neste domingo (22), é imprevisível e fascinante.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Embebido em mistério, sátira e humor, seu rock progressivo funde stoner, metal e jazz fusion com ritmos tipicamente brasileiros, a exemplo de maracatu e forró, bem como elementos do folclore nordestino. Define-se como “rock troncho”, expressão usada pelos próprios integrantes do grupo de João Pessoa (PB), notório pela participação no festival Knotfest Brasil 2024 e vindo de uma turnê pela Europa no segundo semestre do ano passado.

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Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Para uma banda fundada em 2021, a discografia é curta: traz apenas a excelente estreia “Holoceno” (2021), o EP “Água Branca” (2022) e o conceitual “Lampião Rei” (2024). É o suficiente para consolidar o grupo como um dos nomes de destaque da atual década. Seu terceiro álbum, ainda sem título, é preparado ainda para este ano. No palco do Lolla, o single “Calado (de Olho)”, lançado na última sexta-feira (20), foi tocado pela primeira vez.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Os aproximadamente 55 minutos de show, iniciado sob o sol das 12h45, foram suficientes para o Papangu se introduzir a um público que, em maioria, talvez nunca tenha ouvido falar dele. Cativaram por meio de destaques como a pesada “Boitatá” (que soa como uma mistura entre Magma e Lulu Santos), a hipnótica “São Francisco” e a ousada “Maracutaia”, com mudanças bruscas de ritmo e uso de instrumentos aleatórios por Pedro Francisco

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Por vezes quarteto, quinteto ou sexteto, o Papangu apresentou seu cartão de visitas ao Lolla. Que seus próximos passos sejam acompanhados com atenção — inclusive pela própria produção do festival, os colocando em posições de lineup mais valorizadas em edições futuras.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

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Jéssica Mello
Jéssica Mello
Brasiliense vivendo em São Paulo há 4 anos, acumulando momentos e vários shows na bagagem.

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